Copel e Shell firmam parceria para expandir oferta de gás natural no Paraná

Mariana Ohde


O governo do Paraná, a Copel e a Shell assinaram um protocolo de intenções para criar um plano de expansão da oferta de gás natural no estado. A partir da formalização, as duas empresas vão discutir os termos do acordo de parceria, que terá também a participação da Compagas.

O documento foi assinado nesta segunda-feira (16), no Palácio Iguaçu, em Curitiba, pelo governador Beto Richa, o presidente da Copel, Antonio Guetter, e o gerente de gás nas Américas da Shell, Christian Iturri. O presidente da Compagas, Jonel Nazareno Iurk, também participou.

“Essa parceria para o Plano Estratégico de Gás Natural no estado do Paraná vai se desenvolver a contento de nossas expectativas, contribuindo para um desenvolvimento mais sustentável do setor”, disse Richa.

O plano prevê a construção de 300 quilômetros de novos gasodutos, três novas termelétricas – UTE Litoral, UEGA 2 e UTE Sul. Juntas, as novas usinas terão capacidade de geração de 1500 megawatts, suficiente para abastecer 1,1 milhão de residências.

Além da nova infraestrutura, o plano prevê melhor preço do gás natural para o consumidor paranaense.

“A expansão do fornecimento de gás natural é estratégico para o desenvolvimento econômico, tecnológico e social do Paraná”, afirmou o presidente da Copel, Antonio Guetter.

Para o executivo da Shell, Christian Iturri, a parceria com o governo do estado é estratégica para a empresa. “Vemos no Paraná um mercado importante que tem muitas possibilidades de crescimento”, afirmou ele.

Processo

A petrolífera Shell foi vencedora da Chamada Pública 06/2015 aberta pela Copel e ficou vigente por dois anos.

Por meio dela, a Companhia buscou parceiro que tivesse interesse em elaborar estudos para chegar a um plano de negócios para importar, produzir, explorar, comercializar e transportar gás no Paraná.

“Depois de analisar várias propostas até meados de 2017, verificamos que a Shell foi a empresa que apresentou a melhor proposta e a que mais se adequou aos planos de expansão pretendidos pelas companhias paranaenses e pelo governo”, disse Guetter.

A primeira fase da parceria, após a assinatura do acordo, é o desenvolvimento conjunto de um modelo de negócios que atenda as necessidades elencadas no Plano. “Vamos elaborar estudos conjuntos e realizar análises técnicas e econômico-financeiras para definição do modelo de negócios que traga rentabilidade e atenda às demandas”, explicou o presidente da Copel.

A previsão preliminar é que estes estudos se desenvolvam ao longo de 2018 e, então, a Copel possa participar de leilões em 2019 para construção de usinas termelétricas.

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Mariana Ohde
Repórter no Paraná Portal