Agronegócio
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Deral divulga Prognóstico Agropecuário com perspectivas sobre sete produtos

O Deral (Departamento de Economia Rural), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento, divulgou nesta quar..

Redação - 19 de janeiro de 2022, 09:04

José Fernando Ogura/AEN
José Fernando Ogura/AEN

O Deral (Departamento de Economia Rural), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento, divulgou nesta quarta-feira (19) o Prognóstico Agropecuário. A publicação tem periodicidade semestral, com análise técnica de culturas agrícolas e atividades de pecuária desenvolvidas no Paraná.

Alguns estudos começaram a ser elaborados em 2009. A partir desta edição, o documento passa a ter o registro ISSN. O International Standard Serial Number garante visibilidade qualificada ao periódico, facilitando a busca em bases catalográficas e de bibliotecas

A nova edição do Prognóstico Agropecuário do Paraná traz análise de sete produtos:

  • mandioca;
  • fumo;
  • feijão;
  • olericultura;
  • soja;
  • erva-mate;
  • sericicultura;

Os analistas do Deral contextualizam cada uma das culturas no panorama nacional e estadual, reforçando, sobretudo, a importância para a economia do Paraná e para a geração de renda nas famílias.

Também é apresentado um quadro da área que cada uma ocupa no Estado, a produção e eventual exportação ou participação no Valor Bruto da Produção (VBP) agropecuária. As projeções têm como base os levantamentos para se estimar a safra 2021/22, realizados pelos técnicos que estão em todas as regiões do Estado.

O QUE O PROGNÓSTICO AGROPECUÁRIO DIZ SOBRE CADA CULTURA?

Sobre a mandioca, por exemplo, o estudo destaca que o Paraná é o segundo produtor nacional, perdendo apenas para o Pará. Na presente safra, a área ocupada com mandioca é de 143 mil hectares e a produção prevista de 3,3 milhões de toneladas.

Da produção estadual, estima-se que 70% seja destinado às fábricas de fécula, farinha e polvilho azedo. A distribuição espacial concentra-se nos Núcleos Regionais de Umuarama, 35%; Paranavaí, 29%; Campo Mourão, 9%; e Toledo, 6%.

O feijão é outra cultura que ocupa lugar de destaque na agricultura paranaense. O cultivo da leguminosa é a principal alternativa para pequenos e médios estabelecimentos, e apresenta a característica de grande demandadora de mão de obra tanto familiar como contratada.

O produto tem um papel importante na economia paranaense como gerador de emprego e renda. A produção está distribuída ao longo de três safras e 426 mil hectares de área.

Em 2020, o Paraná obteve um valor de R$ 4,2 bilhões em produtos florestais. Deste total, R$ 3,4 bilhões em produtos madeiráveis (serraria, papel e celulose, placas e painéis) e R$ 855 milhões em produtos não madeiráveis (mate, pinhão e palmito).

A erva-mate foi responsável por 18% de participação nos produtos florestais, com um valor de R$ 753 milhões em 2020, aumento de 15% em relação ao ano anterior. A produção de erva-mate está presente em 139 municípios, sendo a região Sul a principal produtora.