Chuva e pandemia prejudicam safra da mandioca no Paraná

Redação

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Após o fim do período de chuvas, produtores de mandioca retomaram o plantio da nova safra no Paraná. A cultura é o destaque do Boletim Semanal de Conjuntura Agropecuária, elaborado pelo Deral (Departamento de Economia Rural). Os dados são referente à semana de 30 de agosto a 4 de setembro.

Ainda que haja produto para ser colhido, a preferência é pela plantação. De acordo com a Secretaria do Abastecimento, a mandioca é uma cultura que exige grande quantidade de mão de obra, sobretudo na colheita.

O trabalho braçal ainda não foi substituído nas lavouras. Diante da pandemia do coronavírus, a colheita deste ano é bastante afetada, já que são necessários cuidados extras, como o transporte com menos trabalhadores, por exemplo.

Também como consequência da pandemia, a comercialização da fécula foi reduzida, pois muitas indústrias paralisaram suas atividades. Em grande parte desse período, as maiores vendas foram para o consumo da indústria alimentícia, principalmente panificação e tapioca. O Paraná é o segundo produtor de mandioca do País e o primeiro em fécula.

O boletim desta semana traz, ainda, um balanço das consequências das chuvas, da queda de temperatura e das geadas observadas na segunda metade de agosto para a olericultura. Os relatórios de campo apontam danos pontuais na produção, transporte, comercialização e abastecimento de hortaliças.

Os produtores de milho aproveitam o clima favorável dos últimos dias e também avançam no plantio da primeira safra, atingindo 9% da área estimada de 359 mil hectares. É a mesma situação do feijão, que está com cerca de 7% da área semeada. Já a soja terá o plantio iniciado nos próximos dias, já que o vazio sanitário acaba no dia 10.

O documento produzido pelos técnicos do Deral analisa também a produção do abacaxi tanto no Brasil quanto no Paraná. Em relação à pecuária, há informações a respeito da evolução do preço da arroba do boi e do mercado da avicultura.

*Com informações do Deral

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