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Valor do hectare no Paraná pode chegar a R$ 75,8 mil

O valor médio das terras no Paraná é de R$ 61,8 mil o hectare, considerando as áreas planas e de boa fertilidade. O valo..

Mariana Ohde - 08 de agosto de 2017, 09:59

Foto: Antonio Costa
Foto: Antonio Costa

O valor médio das terras no Paraná é de R$ 61,8 mil o hectare, considerando as áreas planas e de boa fertilidade. O valor foi calculado pelo Departamento de Economia Rural (Deral), com base em nova metodologia para avaliação, que leva em conta a classificação de uso do solo. O novo cálculo foi desenvolvido pela Secretaria da Agricultura e do Abastecimento (Seab). O levantamento foi realizado durante 12 meses.

As áreas mais valorizadas estão na região de Maringá, onde o hectare custa até R$ 75,8 mil. As terras de menor valor na região ficam em torno de R$ 9,5 mil por hectare.

A pesquisa mostra também as terras de uso mais restrito, que têm valores médios de R$ 5,3 mil o hectare, geralmente áreas quebradas, de morro. As áreas de menor valor estão no município de Coronel Domingos Soares, onde a média por hectare foi de R$ 1,3 mil.

Oscilações

“ poderão ser alterados nas próximas pesquisas, de acordo com a evolução de vários fatores, como preços de commodities (a principal é a soja), maior ou menor de disponibilidade de áreas para vendas em determinada região, desenvolvimento local, entre outras, considerando ainda que cada propriedade tem suas características e valor específico”, explica o diretor do Deral, Francisco Carlos Simioni.

Segundo o coordenador da Divisão de Estatística Básica do Deral, Carlos Hugo Godinho, o mercado ainda atrela o valor da terra ao preço da soja. Mas esse é indicador vale mais para negociação do que para determinar o valor da terra. O técnico destaca que a metodologia antiga tinha classificações mais genéricas, em torno de áreas mecanizáveis ou não, e o resultado da pesquisa nem sempre refletia a realidade do mercado.

Nova metodologia

Como o Deral introduziu neste ano nova metodologia para avaliação das terras no Paraná, não há base de comparação com anos anteriores, explica Godinho. Segundo ele, de uma forma geral os preços estão semelhantes aos do ano passado porque o preço da soja caiu.

Para Godinho, o produtor não reduz o preço da terra porque o preço da soja caiu no mercado. “Ele acrescenta um número maior de sacas de soja ao valor da terra. E isso acontece principalmente porque o produtor está capitalizado, nesse momento, depois de quatro anos seguidos de boas safras”.

A nova metodologia é mais detalhada que as anteriores e tem como novidade a introdução da classificação de terras no sistema de capacidade de uso publicado pela Sociedade Brasileira de Ciência do Solo (SBCS).

Essa classificação vai desde a classe I, que são as terras cultiváveis, aparentemente sem problemas de conservação de solos, com amplo aproveitamento econômico, até as áreas mais restritas ocupadas com vegetação natural, impróprias para culturas.

Confira a classificação utilizada na nova metodologia:

Classes