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MON: programação especial para o fim de semana

A programação do MON (Museu Oscar Niemeyer), em Curitiba, neste domingo (20), inclui uma oficina de composição com texturas de madeira, das 11h às 17h. Conduzida pela Equipe do Educativo, a atividade trabalhará a técnica de frotagem e carimbo. Às 16h30, na Sala 3, haverá uma mediação à exposição “Luz = Matéria”, que conta com obras do acervo do museu.

Além das atividades preparadas para o público, o MON está com todas as salas expositivas ocupadas, oito delas com exposições da 14ª Bienal Internacional de Curitiba.

As atividades são gratuitas. Como acontecem no interior do MON, para participar é necessário adquirir a entrada, que custa R$ 20 e R$ 10 (meia-entrada). Menores de 12 e maiores de 60 anos têm entrada gratuita.

Serviço e Programação: MON – Museu Oscar Niemeyer, domingo (20/10/2019)

  • Oficina: Composição com texturas de madeira
    Técnica: frotagem e carimbo
    Horário: das 11h às 17h
    Local: Sala de Oficinas – Subsolo
  • Visita mediada
    Exposição: “Luz = Matéria”
    Horário: 16h30
    Local: Sala 3

Museu Oscar Niemeyer
Rua Marechal Hermes, 999 – Centro Cívico – Curitiba, Paraná
Visitação: terça a domingo, das 10h às 18h
R$ 20 e R$ 10 (meia-entrada)
Quartas gratuitas
Informações: (41) 3350-4468

Colégio Estadual do Paraná, . 28-10-13. Foto: Hedeson Alves

Colégio Estadual do Paraná abre processo seletivo para 905 vagas

O Colégio Estadual do Paraná (CEP) abriu inscrições para 905 vagas para os anos iniciais do Ensino Fundamental, do Ensino Médio Regular, da Educação Profissional Integrada e da Educação Profissional Subsequente. Os editais que informam como participar do processo classificatório foram disponibilizados no site oficial da instituição nesta terça-feira (15).

Para participar do processo, o candidato deve inicialmente ler atentamente o documento referente ao curso pretendido. Também é necessário imprimir e preencher a ficha de inscrição para depois entregá-la na secretária, junto com os outros documentos exigidos conforme as indicações apresentadas no edital. O candidato precisa ficar atento à data indicada no edital para efetivar a inscrição junto ao curso pretendido.

Além da ficha de inscrição e da documentação completa, o candidato deve conhecer com detalhes o sistema de classificação a que estará submetido para ocupação das vagas. Além disso, é preciso também conhecer o cronograma das etapas com eventos no processo, verificando todas as informações referentes ao tempo de duração de cada curso, período para interposição de recursos, datas para matrículas e chamadas complementares para preenchimento de eventuais vagas remanescentes.

ENSINO FUNDAMENTAL

Foram abertas 100 vagas para os sextos anos, no período da tarde, do Ensino Fundamental. Destas, 95 vagas são para Ampla Concorrência e cinco vagas destinadas para estudantes da Educação Especial.

ENSINO MÉDIO REGULAR

Para o Ensino Médio Regular, foram abertas 450 vagas para as primeiras séries no turno da tarde – são 427 para Ampla Concorrência e 23 para estudantes da Educação Especial. Ainda para o Ensino Médio Regular, foram abertas outras 100 vagas para as primeiras séries do turno da noite, sendo 95 para Ampla Concorrência e 5 para estudantes da Educação Especial.

EDUCAÇÃO PROFISSIONAL INTEGRADA

São 70 vagas para as primeiras séries dos cursos do Ensino Profissional Integrado ao Ensino Médio. Nesse caso, são ofertadas 20 vagas para o Curso Técnico em Edificações, 18 delas para Ampla Concorrência e 2 para estudantes da Educação Especial. Há ainda 25 vagas para o Curso Técnico em Prótese Dentária, sendo 23 para Ampla Concorrência e 2 para estudantes da Educação Especial. Há 25 vagas para o Curso Técnico em Teatro, 23 para Ampla Concorrência e 2 para estudantes da Educação Especial. Nas três modalidades o estudante frequentará aulas no período da tarde.

EDUCAÇÃO PROFISSIONAL SUBSEQUENTE

As vagas para primeiro semestre mestre de cursos técnicos profissionais na modalidade subsequente (para estudantes que já concluíram o Ensino Médio) são ofertadas no período da noite. São 385 vagas distribuídas nos seguintes cursos: Técnico em Administração (105); Técnico em Edificações (70); Técnico em Informática (70); Técnico em Produção de Áudio e Vídeo (35); Técnico em Saúde Bucal (35); Técnico em Secretariado (35); e Técnico em Teatro (35).

As informações completas estão nos Editais dos Processos Classificatórios para 2020. O candidato pode obter outras informações na Secretaria do CEP, que fica no prédio central, na Avenida João Gualberto, 250, no Alto da Glória, em Curitiba.

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Sítio paleontológico no Paraná revelou quatro espécies de animais

Uma escavação na beira da estrada para escoar a água da chuva acabou revelando um dos sítios paleontológicos mais importantes do Brasil, localizado em Cruzeiro do Oeste, no noroeste do Paraná. O local ficou famoso em junho deste ano, quando foi revelada a descoberta do primeiro dinossauro encontrado no estado, o Vespersaurus paranaensis.

É reconhecido também por ter, possivelmente, a maior concentração de pterossauros do mundo – até agora, duas novas espécies dos répteis voadores já foram descobertas no sítio, onde também foi encontrado o Gueragamas sulamericana, um pequeno lagarto que viveu no período Cretáceo, há cerca de 80 milhões de anos. Há apenas outras duas áreas no planeta com um número tão grande de fósseis de pterossauros, na província chinesa de Xinjiang e no deserto do Atacama, no Chile.

Para mostrar à população os fósseis encontrados na cidade e também fazer pesquisas com os materiais coletados, a prefeitura criou o Laboratório e o Museu Paleontológico de Cruzeiro do Oeste, com apoio da Unipar (Universidade Paranaense), que cedeu equipamentos para os trabalhos no laboratório, e acordo de cooperação técnica da UEM (Universidade Estadual de Maringá), por meio do Gema (Grupo de Estudos Multidisciplinares do Ambiente).

O museu foi inaugurado em julho deste ano, é aberto para visitação durante a semana e tem atiçado a curiosidade dos visitantes com os materiais pré-históricos que mostram as espécies que habitaram o Paraná milhões de anos atrás.

A historiadora e diretora do museu, Neurides Martins, explica que a descoberta dos fósseis chamou a atenção do mundo para Cruzeiro do Oeste e para o Paraná. “Trata-se de uma espécie de dinossauro única e que gerou visibilidade no mundo todo. Temos recebido aqui pessoas dos Estados Unidos, Portugal, Dubai, Espanha e Bélgica que estão de passagem pelo Brasil e vêm para Cruzeiro do Oeste visitar o dinossauro”, conta.

Além disso, o museu contribui para que as pessoas que moram no interior do Paraná conheçam mais sobre sua história. “O município teve a percepção do valor patrimonial desses fósseis e os manteve na cidade. A tendência geralmente era que fosse levado aos grandes centros urbanos”, diz o fotógrafo e paleontólogo Paulo Mazig, que descobriu o sítio paleontológico e também está envolvido nas pesquisas das espécies encontradas no local.

“Além da pesquisa que ajuda a compreender um pouco mais sobre a vida no planeta, os fósseis contribuem com o desenvolvimento do turismo, educação e cultura no município. Muitas vezes a população do Interior não tem acesso a materiais como esses nem o privilégio de conhecer a própria história. No caso, sua pré-história”, destaca o professor Edison Fortes, da UEM, que pesquisa a formação geológica da região e dá uma visão sobre as condições em que os animais viviam no Cretáceo.

PATRIMÔNIO

A criação desses espaços também serviu para manter o patrimônio na região. O material proveniente das escavações que ocorreram entre 2012 e 2014 foram enviados para pesquisa na Universidade Federal do Contestado, em Mafra (SC), e para o Museu Nacional, no Rio de Janeiro, e retornou para o município em 2015. A prefeitura criou, então, o Laboratório de Paleontologia para recatalogar e fazer novas pesquisas com os fósseis.

Foi assim que Neurides acabou descobrindo o esqueleto do vespersaurus. Antes disso, o sítio já tinha revelado o pterossauro Caiuajara dubruskii, cujo nome científico homenageia o agricultor que encontrou e registrou o primeiro fóssil na década de 1970 e também a formação geológica local, o Arenito Caiuá.

A maior parte dos fósseis de Cruzeiro do Oeste é composta pelo caiuajara, réptil frugívoro que pesava cerca de oito quilogramas e podia atingir até 2,35 metros de envergadura. Recentemente, a Universidade do Contestado anunciou a descoberta de outra espécie de pterossauro que viveu na região, o Keresdrakon vilsoni.

DESCOBERTA

Em 1971, o produtor rural Alexandre Dobruski resolveu abrir uma valeta na beira da estrada por onde transitava para escoar a produção de sua propriedade, e que ficava escorregadia em dias chuvosos. Acabou encontrando na escavação uma rocha com o que parecia ser um fóssil animal. Intrigado com a descoberta, ele entregou a alguns parentes a rocha que achou, que a levaram para a UEPG (Universidade Estadual de Ponta Grossa). O material ficou guardado por 40 anos, já que na época em que chegou na universidade o conhecimento sobre pterossauros era quase nulo.

A história por trás da redescoberta do sítio, em 2011, tem uma pitada de coincidência. O geólogo Paulo César Manzig foi até a UEPG quando preparava um livro sobre os museus paleontológicos no Sul do Brasil. Lá, foi apresentada a amostra do fóssil enviada por Dobruski nos anos 1970. Ele reconheceu o crânio de um pterossauro, animal difícil de ser encontrado fossilizado devido à fragilidade de seus ossos, e resolveu ir até Cruzeiro do Oeste para procurar por mais indícios.

“Cheguei na prefeitura para procurar um guia que me levasse onde tivesse rochas com aquelas características na região. A ideia não era achar o sítio, mas algum afloramento de rocha que pudesse comparar com aquela matriz onde estava o crânio”, conta Manzig. “O filho do agricultor era escrivão na prefeitura e ouviu minha conversa, disse que o pai contava uma história de que tinha mandado algumas rochas para análise. Pensei na hora que só poderia ser aquela pessoa”, diz.

Ao chegar no local, o fotógrafo já reconheceu no barranco as pontuações de ossos, mas a surpresa foi maior ainda quando percebeu que ali não havia apenas uma ocorrência isolada, mas uma grande concentração. “Quando vi aquela linha, percebi que se tratava de uma bone bed, ou leito de ossos, termo que é utilizado quando se encontra uma grande concentração desse material”, afirma.

“A descoberta ali foi ainda mais importante por se tratar de uma preservação fora do comum, já que o esqueleto mais fino e leve dos pterossauros era mais difícil de ser fossilizados”, explica Manzig.

FORMAÇÃO

O sítio paleontológico se encontra no famoso Arenito Caiuá, formação geológica originada no período Cretáceo (de 145 milhões a 65 milhões de anos atrás). Pesquisadores da UEM envolvidos na pesquisa do Vespersaurus paranaensis destacam que o local era um ambiente de deserto.

Para explicar a grande concentração de fósseis em um ambiente assim, os pesquisadores recorreram à área da estratigrafia, ramo que estuda a sucessão de camadas ou estratos de um corte geológico. “Era difícil entender como um ambiente desértico concentraria um uma quantidade tão grande de fósseis animais. Chegamos à conclusão que ali existiam os chamados rios efêmeros, que só têm água em períodos de chuva forte, algo como um oásis”, explica o professor Edison Fortes, pesquisador do Gema e professor do departamento de Geografia da UEM.

São esses rios efêmeros que explicam o berço de ossos encontrado em Cruzeiro do Oeste. A fossilização não é um fenômeno comum. Para que a conservação de plantas ou animais acontecesse, era preciso um soterramento rápido, que isolasse a carcaça do oxigênio e, consequentemente, evitasse sua decomposição rápida. A carcaça era então substituída por minerais, que penetravam no material orgânico até sua completa fossilização, adquirindo a forma dos animais ou plantas.

De acordo com Fortes, é provável que uma enxurrada tenha arrastado os animais e os cobriu de areia. “As chuvas não eram frequentes, mas quando chovia era de forma muito rápida e concentrada, causando grandes torrentes que pegavam os animais desprevenidos e acabavam os soterrando”, explica. “Como o local era um oásis, existia grande quantidade de animais vivendo em comunidade, uma diversidade muito grande”, diz o pesquisador.

Para Paulo Manzig, a grande quantidade de esqueletos de pterossauros filhotes ou de animais jovens indica que ali era um local de acasalamento e procriação. Para os animais mais novos, era ainda mais difícil fugir das enxurradas, por isso acabaram fossilizados.

DINOSSAURO

Cerca de 20 fósseis de dinossauros já foram descobertos no Brasil, e o Vespersaurus paranaensis é o primeiro do Paraná. É também o esqueleto de terópode – mesmo grupo de predadores como o tiranossauro e o velociraptor – mais completo e melhor conservado do País. A descoberta foi registrada na revista Nature, uma das publicações científicas mais importantes do planeta.

Foram quatro anos escavando um bloco de aproximadamente 200 kg até a descoberta de um dente com serrilha, o que indicava ser um animal carnívoro. “Como já havia encontrados outros fósseis de dinossauro, precisava encontrar algo especial que comprovasse o que já vinha estudando”, conta Neurides. “Foi quando encontrei o pé completo, que viria a ser o holótipo (a ilustração que figura uma espécie) do primeiro dinossauro do Paraná”, explica. Ele tinha cerca de 1,6 metro e se alimentava de pequenos animais.

Cerca de 40% do esqueleto foi encontrado, incluindo um dente, vértebras da calda, os metatarsos, as escápulas, a parte pélvica e o pé completo. Estudos tomográficos feitos no laboratório de paleontologia da USP de Ribeirão Preto comprovaram se tratar de um terópode. “O pé tem uma garra em formato de lâmina. Também ficou demonstrado que o animal se apoiava em apenas um dedo, o que definiu que se tratava de uma nova espécie”, explica Neurides. “A anatomia do pé também se encaixava em pegadas que um pesquisador italiano descobriu 50 anos atrás na região Noroeste”, destaca.

Para Neurides, a pesquisa ainda não acabou. “Ainda existe muito material que já foi retirado do sítio para analisar, é possível que mais ossos sejam encontrados. Se isso acontecer, revisaremos a pesquisa. Assim que todas as rochas que estão no laboratório forem analisadas, poderemos retomar as escavações. Há a possibilidade de encontrar mais espécies”, afirma.

SERVIÇO: Museu Paleontológico de Cruzeiro do Oeste.

O museu fica na Rua Peabiru, 157, no Centro da cidade, e é aberto de terça a sexta-feira, das 9h às 11h e das 14h às 16h.

Para evitar qualquer imprevisto no dia, a recomendação do museu é que o visitante entre em contato previamente, pelo e-mail museucdo.paleontologia@gmail ou pelo telefone (44) 3676-4754. Para grupos escolares, é necessário agendamento.

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Importação de malte, cevada e trigo cresce no Paraná

A importação de malte e cevada com entrada pelos portos do Paraná teve alta de 29% na comparação entre os meses de janeiro e setembro de 2019 com o mesmo período do ano passado. Outro granel de importação que apresentou alta no fechamento do período é o trigo: 33% a mais do cereal.

Nos nove primeiros meses deste ano, 385,7 mil toneladas de malte e cevada desembarcaram pelo Porto de Paranaguá. Nos nove primeiros meses de 2018 o volume somou 299,4 mil toneladas dos granéis.

Os 63 navios que chegaram carregados com os produtos, de janeiro a setembro deste ano, trouxeram esses cereais da Argentina, Uruguai, Espanha, Austrália e Ucrânia. O destino é o próprio Paraná.

Um dos principais importadores de malte e cevada que entram pelo Porto de Paranaguá é a Cooperativa Agrária Agroindustrial. O coordenador comercial de Malte, Alexandre Klarke, explica que as condições climáticas durante o último ciclo fizeram com que a safra nacional de cevada fosse reduzida. Para suprir a demanda interna foi necessário importar um volume maior.

“Com relação ao malte, houve um aumento no consumo de cerveja no país entre setembro do ano passado e março deste ano. A principal hipótese para explicar este movimento é que os compradores do produto apostaram que o acréscimo no consumo de cerveja se manteria”, afirma Klarke.

INDÚSTRIA

Como produtora de malte, toda cevada importada pela Agrária, segundo o coordenador comercial do setor, é utilizada dentro da própria indústria.

“O Brasil é um país que não produz toda cevada que a indústria precisa para produção, por isso a necessidade de importar o cereal. Hoje fornecemos nosso malte para mais de 1,2 mil cervejarias do Brasil, desde os grandes grupos cervejeiros até as nano cervejarias”, diz Klarke.

O especialista destaca que algo semelhante acontece com o trigo. “Precisamos buscar lá fora, já que o país não produz o suficiente para atender o mercado interno”, completa.

TRIGO

Este ano, até setembro, a importação do cereal somou 287,5 mil toneladas. Nos mesmos nove meses de 2018 o volume foi de 216,7 mil toneladas. Neste ano, 109 navios atracaram para desembarcar o produto no Porto de Paranaguá. A origem é principalmente Argentina.

Tanto o trigo quanto o malte e a cevada foram descarregados a granel e, em menor volume, em contêineres. De trigo, chegaram em contêineres 9,4 mil toneladas. De malte e cevada, pouco mais de 15 mil.

OPERAÇÃO

De acordo com o diretor de Operações da Portos do Paraná, Luiz Teixeira da Silva Júnior, no Porto de Paranaguá, no desembarque a granel, os cereais têm prioridade no berço preferencial para a descarga dos produtos, que é o 206, como determina a ordem de serviço de número 145/2018.

“Essas operações têm que cumprir uma produtividade mínima de 6 mil toneladas por dia. Quando esses navios chegam em Paranaguá com esses produtos ficam em uma fila única para ocupar o berço preferencial. É a data de chegada que vale para a ordem da fila”, explica.

No total de granéis sólidos de importação, conforme o balanço dos nove meses deste ano, foram cerca de 7,6 milhões toneladas descarregadas no porto paranaense. Neste volume, praticamente o mesmo do registrado em 2018, além dos cereais, estão os fertilizantes e o sal importados no período.

ANTONINA

Na importação dos fertilizantes, o destaque o é aumento registrado pelo Porto de Antonina. Por lá, de janeiro a setembro, foram descarregadas 380,1 mil toneladas de adubos, 34% a mais que o registrado em 2018, com 283,6 mil toneladas.

Em Antonina, no período, a movimentação total de cargas atingiu 622,9 mil toneladas. Além dos fertilizantes importados, as exportações de açúcar e farelo de soja também cresceram.

De açúcar foram 48.919 toneladas – 59% a mais que o volume registrado no ano passado: 30.733 toneladas. De farelo, 193.856 toneladas, 0,5% a mais que o volume de 2018: 192.963 toneladas.

A movimentação total dos Portos do Paraná, de janeiro a setembro deste ano somou 39,7 milhões de toneladas. Desse volume, 26,2 milhões só de granéis sólidos de exportação e importação: grãos, farelo, cereais, sal e fertilizantes.

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Pesquisa da UEL desenvolve membrana capaz de ajudar na formação de pele, osso e cartilagem

Uma membrana capaz de ajudar na formação de pele, osso e cartilagem. Esse é o resultado de um projeto de pesquisa do programa de pós-graduação do Departamento de Bioquímica e Biotecnologia, do Centro de Ciências Exatas (CCE) da Universidade Estadual de Londrina (UEL). A membrana é composta por nanopartícula bacteriana ou celulose (vegetal).

A iniciativa é liderada pelo professor Cesar Augusto Tischer, do Departamento de Bioquímica e Biotecnologia. Ele explica que, a partir do plástico biodegradável, é possível criar uma estrutura para suporte que proporciona o crescimento de células. Em uma impressora 3D, por exemplo, imprime-se uma estrutura em formato de orelha, aplica-se a membrana que serve como promotora para a proliferação das células.

“Esse material tem alta biocompatibilidade para a proliferação celular, responsável pela formação de tecidos”, diz. Para chegar a essa conclusão, a equipe realizou vários testes nos laboratórios do CCE. O professor destaca o estágio atual da pesquisa. “Sabemos produzir o material estruturante (orelha, por exemplo), sabemos incorporar o biopolímero [nanocelulose] e conhecemos a biocompatibilidade desses materiais e sua capacidade de formação de novas células”.

O projeto de pesquisa tem a participação de professores, alunos de iniciação científica e programas de mestrado e doutorado. O processo de testes em animais, atualmente, é feito com células de rato. Para que seja feito em humanos, muitas etapas precisam ser vencidas. O projeto de pesquisa termina em 2021 e as perspectivas são boas. “Queremos ter esses protótipos testados quanto ao crescimento de células de mamíferos, demonstrando a viabilidade da ideia”, comenta o professor.

Segundo Cesar Tischer, os protótipos para desenvolvimento de células de pele, osso e cartilagem são um estágio anterior ao desenvolvimento de outros tecidos mais complexos. Ele acredita que o desenvolvimento de órgãos vitais, como fígado, pâncreas e coração, deve ocorrer em um período de 10 a 20 anos. “Essa é uma tendência internacional”, afirma o professor.

Por isso, pare ele, esse é um momento de a universidade se abrir. “Temos muito a oferecer com esses estudos. A gente usa a biocompatibilidade para chegar a muitos produtos”. O professor se refere, por exemplo, aos artigos cosméticos. De acordo com ele, há empresas interessadas na nanocelulose bacteriana para usá-la na produção de cremes hidratante e antienvelhecimento.

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Karen Stefany é aluna do programa de pós-graduação e participa da pesquisa com a orientação do professor Cesar Tischer. Divulgação/UEL

PESQUISA DO PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO

A estudante Karen Stefany Conceição integra a equipe do professor Cesar Tischer. Ela é aluna, em nível de doutorado, do Programa de Pós-Graduação em Biotecnologia do CCE. “O que mais me chama a atenção nesse projeto é o enfoque na área de saúde e que trabalha com a biocompatibilidade”, afirma a estudante, graduada em Farmácia. Ela fez o mestrado no mesmo programa de Biotecnologia. “Gosto muito da área de pesquisa”.

INOVAÇÃO NA UEL

Cesar Tischer afirma que é grande a aplicabilidade dos estudos de nanopartículas (bacteriana e celulose) e cita Sabrina de Oliveira, mestre em Biotecnologia pela UEL. Sabrina teve projeto selecionado pelo Programa Sinapse da Inovação Paraná, executado pelo Governo do Estado, por meio da Celepar e Fundação Araucária. Ela está entre os 100 projetos aprovados na terceira e última etapa do programa. A seleção está em fase de recursos e o resultado final será divulgado em 15 de outubro.

Sabrina de Oliveira apresentou como problema as queimaduras provocadas pela radioterapia, as chamadas radiodermatites. A proposta de solução, descrita na página do Programa Sinapse da Inovação, é fabricar um produto à base de celulose bacteriana úmida para proteção e regeneração de pele, que agrega a tecnologia de rede nanoestruturada de celulose.

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Casos de dengue aumentam a cada semana no Paraná

O boletim epidemiológico da dengue divulgado nesta terça-feira (08) pela Secretaria de Estado da Saúde apresenta 596 casos confirmados da doença no Paraná, 13,7% a mais que na semana anterior – são 72 novos casos. A publicação é referente ao período epidemiológico desde julho deste ano até julho de 2020.

O secretário estadual da Saúde, Beto Preto, alerta que número de casos reforça a importância do combate ao mosquito transmissor da dengue e que o apoio da população é fundamental neste momento para acabar com os criadouros do Aedes aegypti.

“Estamos bem próximos do verão, que além dos dias quentes traz também a chuva, e sabemos que esta associação é favorável à proliferação do mosquito. Mas se o ambiente estiver livre de recipientes que possam acumular água parada poderemos controlar a infestação. Por isso, o nosso apelo para que todos participem ativamente deste combate”, afirmou o secretário.

A dengue é a arbovirose mais prevalente no Estado. Pesquisa da Vigilância Ambiental da secretaria aponta que cerca de 73% dos criadouros do mosquito transmissor estão em imóveis residenciais e comerciais.

CONTROLE

O Paraná tem um Comitê Gestor Interinstitucional da Dengue, com a participação de 24 órgãos e entidades parceiras, e os Comitês Municipais, que abrangem 81% das cidades. Estes grupos discutem periodicamente a situação da dengue, monitoram e avaliam as ações e implantam medidas para o enfrentamento da doença no Estado.
A Secretaria de Saúde do Paraná orienta e presta assessoria técnica sobre manejo clínico de forma permanente a todos os municípios e promove capacitações e treinamentos para as equipes profissionais que atuam na Vigilância.

Recentemente, as ações aconteceram no município de Foz do Iguaçu, com orientações para manejo do uso de inseticidas com equipamento costal, e também em Tibagi, onde o curso foi ministrado para agentes comunitários.

Na segunda quinzena deste mês a Divisão de Vigilância Epidemiológica da secretaria promoverá oficina para profissionais que atuam nas Regionais de Saúde sobre as técnicas de monitoramento da dengue.

“Com estas ações o Governo, por meio da Secretaria da Saúde e dos municípios, promove de forma rotineira a vigilância da dengue, sensibilizando para a implementação e implantação de medidas preventivas em todo o Estado”, complementou o secretário Beto Preto.

No mês que vem, em 30 de novembro, será o Dia “D” da Dengue. O objetivo é promover uma grande mobilização social, com o objetivo de manter a população informada sobre os principais locais de proliferação do vetor, sinais e sintomas das arboviroses e situações de risco para a dengue. A ação contará com a participação dos municípios das 22 Regionais de Saúde do Paraná.

BOLETIM

O Boletim Semanal da Dengue informa que nesta semana são dois municípios em situação de epidemia para a dengue: Inajá e Santa Isabel do Ivaí, localizados na região de Paranavaí.

No mês passado, a Divisão de Doenças Transmitidas por Vetores da secretaria estadual ministrou capacitação e oficina sobre arboviroses na sede da 14ª Regional de Saúde de Paranavaí e também no município de Loanda, com participação de profissionais da área da saúde de todas as cidades vizinhas.

O informativo semanal aponta ainda dez municípios sem situação de alerta para a doença: Lindoeste, Juranda, Nova Cantu, Douradina, Indianópolis, São Carlos do Ivaí, Floraí, Flórida, Florestópolis e Uraí.

Dos 596 casos confirmados nesta semana, 479 são autóctones, contraídos no município de residência, e 22 importados, que significa que as pessoas foram contaminadas fora da cidade onde moram. O Paraná totaliza 5.281 notificações para a dengue no informe divulgado nesta terça-feira (08).

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Paraná mantém a maior taxa de crescimento na produção industrial

O Paraná fechou os oito primeiros meses do ano como o Estado com maior índice de crescimento na produção industrial do País. O acumulado no período foi de 6,5%, à frente dos 15 locais pesquisados (nove tiveram variação negativa) e do índice nacional, que apresentou queda de 1,7% no acumulado de 2019.

Os dados foram divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta terça-feira (08). A pesquisa mostra desempenho positivo da indústria paranaense, também, de agosto de 2019 e mesmo mês de 2018 e em 12 meses.

O levantamento mostra ainda o Paraná como único representante do Sul do País a apresentar evolução positiva de julho para agosto (0,3%). Rio Grande do Sul registrou queda de 3,4% e Santa Catarina de 1,4% na produção. O mesmo vale no indicador de agosto de 2018 a agosto de 2019. Enquanto o Paraná cresceu 2,3%, Rio Grande do Sul teve redução de 6,3% e Santa Catarina de 3,1%).

DESTAQUES

O resultado da indústria paranaense no acumulado do ano foi impulsionado, principalmente, pelas atividades de veículos automotores, reboques e carrocerias (automóveis e caminhão-trator para reboques e semirreboques), produtos alimentícios (carnes e miudezas de aves congeladas, rações, açúcar cristal e carnes de bovinos congeladas) e máquinas e equipamentos (máquinas para colheita).

BOM MOMENTO

Júlio Suzuki Júnior, economista do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes), reforça o bom momento do setor industrial no Estado, em contraponto ao quadro nacional. “Essa diferença entre o produzido no Paraná e no País como um todo deixa o resultado ainda mais destacado. São números muito relevantes, isolando o Paraná como único do Sul do País a ter resultado positivo em agosto”, afirmou.

Ainda segundo o economista, o crescimento linear da atividade industrial no Estado aponta para um resultado positivo do Produto Interno Bruto (PIB) local no fim de 2019. “Estamos mantendo a dinâmica de crescimento desde o início do ano, com um incremento que não é concentrado apenas em um setor industrial. Algo bastante promissor que deve contribuir para um resultado positivo do PIB paranaense em 2019”, explicou Suzuki Júnior.

RECUPERAÇÃO

Apesar da variação negativa nos últimos 12 meses, o índice nacional registrou uma leve recuperação na passagem de julho para agosto (0,8%). Houve altas em 11 dos 15 locais pesquisados pelo IBGE. Os maiores avanços foram no Amazonas (7,8%) e no Pará (6,8%), São Paulo (2,6%), Ceará (2,4%).

12 MESES

O Paraná é o segundo Estado em crescimento da produção industrial no acumulado de 12 meses (setembro de 2018 a agosto de 2019), com crescimento de 4,5%, atrás apenas do Rio Grande do Sul (6,6%). O índice nacional caiu 1,7% nesse balanço.

AGOSTO

A comparação entre agosto deste ano e do ano passado também indica salto positivo no Paraná, de 2,3%, quarto maior crescimento do País, atrás apenas de Amazonas (13%), Pará (12,8%) e Rio de Janeiro (4,5%). O índice nacional apontou queda de 2,3%.

EMPREGOS

O Paraná também mantém em 2019 a tendência de crescimento na criação de empregos, de acordo com o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério da Economia.

No acumulado de 2019, o Estado abriu 49.704 vagas, sendo a quarta unidade da federação que mais empregou. De janeiro a agosto foram abertas 593.467 vagas formais no Brasil, variação de 1,55% sobre o estoque do mesmo período do ano passado.

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Maior produção do País, erva-mate envolve 100 mil famílias no Paraná

O Paraná concentrou 87% de toda a produção de erva-mate do País em 2018. Do total de 393 mil toneladas, 345,09 mil saíram do Estado, especialmente da região Centro-Sul, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O setor possui forte impacto social, garantindo emprego e renda para ao menos 100 mil famílias no Estado, informa a Secretaria da Agricultura e do Abastecimento.

São Mateus do Sul, novamente, foi o município que registrou o maior volume de erva-mate extrativa no ano, com 70 mil toneladas, o que representa 17,8% do total nacional. A cidade, sozinha, produz mais do que os dois outros Estados no ranking nacional, somados – Rio Grande do Sul (24,8 mil toneladas) e Santa Catarina (23 mil toneladas). O cultivo movimentou R$ 468,4 milhões no ano passado no Brasil.

São paranaenses, as dez cidades que mais produziram no ano passado. Além de São Mateus do Sul, se destacaram Cruz Machado (55.200 toneladas), General Carneiro (30.600), Bituruna (30.000), Paula Freitas (21.840), Inácio Martins (15.980), Palmas (14.342), União da Vitória (13.500), Irati (12.200) e Pinhão (9.500).

A erva-mate é o principal produto florestal não madeireiro e seu cultivo é totalmente agroecológico. Por ser plantada na maior parte do Paraná em áreas sombreadas, não exige desmatamento e nem emite carbono. O governador Carlos Massa Ratinho Junior destaca a implementação de políticas públicas para incentivar ainda mais o cultivo da erva-mate. “A ideia é fomentar, melhorar a renda das famílias, produzir alimentos cada vez mais saudáveis e fazer com que a agricultura familiar possa industrializar esses alimentos”, afirmou.

QUALIDADE

Secretário de Estado da Agricultura e Abastecimento, Norberto Ortigara ressalta a qualidade da erva-mate paranaense, caracterizada por uma grande produção em áreas com sombreamento. “Precisamos valorizar o esforço do Paraná, que cultiva o produto em ervais sombreados, o que garante um sabor menos amargo”, diz.

“Há um capricho todo especial dos nossos agricultores em relação ao adensamento também, o que nos permitiu ganhar um selo de qualidade, mostrando que aquela erva é um produto diferenciado de determinada região do nosso Estado”, completa. O certificado de qualificação foi entregue em 2017 para os municípios de São Mateus do Sul, Antônio Olinto, Mallet, Rebouças, Rio Azul e São João do Triunfo. Ao todo, 136 cidades cultivam erva-mate no Paraná.

ESCOLA

Como forma de estimular ainda mais o consumo da erva-mate no Estado, a secretaria de Educação e Esporte estuda a inclusão do chá na merenda escolar. A proposta já recebeu sinalização positiva do Governador Ratinho Junior e está em fase final de elaboração.

“Os números do IBGE são a prova da importância da erva-mate, especialmente para o Sul do Paraná. O potencial comercial do produto é enorme e precisa do apoio do poder público para se fortalecer cada vez mais”, diz o líder do Governo na Assembleia Legislativa, deputado Hussein Bakri. “O Governo está trabalhando em várias frentes para ajudar na geração de emprego e renda a todos os envolvidos com a produção da erva-mate”, afirma ele.

CONSUMO

No Brasil, 96% do consumo da erva-mate é para chimarrão e 4% em chás e outros usos. O desafio, de acordo com Ortigara, é agregar valor e ampliar o mercado, já que a participação na grade de exportação brasileira ainda é pequena, reservando cerca de 10% da produção para a venda internacional.

“A erva-mate vem ganhando espaço no mundo pela diferenciação dos produtos que se permite fazer. Vai desde o tradicional chimarrão, passando pelos chás quentes ou gelados, até cosméticos e produtos de limpeza e higiene”, explica o secretário.

De acordo com Rogério Nogueira, técnico do Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria de Agricultura e Abastecimento, o Paraná exportou 3 mil toneladas de erva-mate no ano passado. “90% da exportação vai para o Uruguai”, disse.

Estado quer usar áreas próximas às linhas de energia para ampliar produção

O Paraná busca ampliar a produção de erva-mate usando áreas próximas às linhas de energia elétrica. O projeto de lei, de autoria do deputado estadual Hussein Bakri, tramita na Casa e foi aprovado por unanimidade pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

A proposta estabelece uma faixa de segurança mínima de 15 metros de cada lado da rede e determina que a altura máxima das árvores não poderá ultrapassar 3 metros. “A medida vai incentivar outras culturas como o plantio da erva-mate, gerando renda para o meio rural”, explicou Bakri.

O projeto prevê que a poda das árvores será de responsabilidade do proprietário da terra, exceto nos casos em que houver risco de segurança, quando a Copel deverá ser acionada. Se as regras não forem cumpridas, a concessionária poderá podar ou mesmo retirar as árvores. O prazo para adequação à nova legislação será de 7 anos.

Segundo a justificativa da proposta, em algumas regiões do Paraná, a vegetação é responsável por mais de 50% das interrupções no sistema de distribuição de energia elétrica. Boa parte dos casos envolve o reflorestamento de eucaliptos, que, durante vendavais e tempestades, entram em contato com os cabos condutores e deixam casas e fábricas sem luz por várias horas. Há ainda a questão da segurança de pessoas e animais, agravada pelo risco de incêndios florestais.

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Dia das Crianças: instituto alerta para cuidados na compra de brinquedos

O Ipem-PR (Instituto de Pesos e Medidas do Paraná) alerta sobre os cuidados necessários na compra de brinquedos e outros presentes para o Dia das Crianças. É necessário verificar se os produtos seguem algumas normas para garantir a segurança e a saúde dos pequenos.

A primeira dica é observar se o brinquedo é um produto certificado, que deve trazer o Selo de Identificação da Conformidade, aquele com a marca do Inmetro. Caso não tenha, além de ser um produto ilegal e cuja comercialização é proibida no país, pode colocar em risco a saúde a e segurança das crianças. A faixa etária à qual se destina é outro item importante a ser observado.

Segundo o presidente do Ipem-PR, Rubico Camargo, um brinquedo fabricado sem obedecer as normas de segurança pode conter, por exemplo, uma tinta imprópria para brinquedos, ou mesmo possuir componentes que contaminariam o organismo da criança.

O gerente de Fiscalização do instituto, Roberto Tamari, ressalta que nos produtos que estão fora da conformidade, e que não possuem o selo do Inmetro, há o risco de haver partes pequenas que ao se desprender acabam sendo engolidas ou inaladas, causando sufocamento – partes cortantes às vezes não aparentes podem causar ferimentos. Outro risco dos brinquedos sem certificação é a possibilidade de propagar chamas ou emitir ruídos exagerados.

CUIDADOS: NACIONAIS OU IMPORTADOS

Segundo regulamento do Inmetro, essas regras precisam ser cumpridas para todos os brinquedos nacionais e importados, ou seja, que estejam certificados. Além disso, o consumidor deve exigir sempre a nota fiscal do produto, garantindo que busque seus direitos caso ocorra algum defeito ou outro problema.

O selo do Inmetro precisa estar sempre visível, impresso na embalagem ou gravado no produto, ou na etiqueta afixada no brinquedo. A embalagem tem que trazer ainda informações sobre o seu conteúdo, instruções de uso, de montagem, a faixa etária a que se destina, os riscos e dados do fabricante, como CNPJ e endereço.

Os brinquedos importados também precisam ser submetidos a ensaios em laboratórios acreditados pelo Inmetro e trazer o selo de identificação da conformidade (selo do Inmetro), assim como todas as informações presentes na embalagem e no manual de instruções em língua portuguesa.

DIA DAS CRIANÇAS: RESPONSABILIDADE

O Ipem-PR destaca que a responsabilidade dos pais ou responsáveis não encerra após escolher adequadamente o produto. Segundo Tamari, é necessário inspecionar regularmente os brinquedos a procura de danos ou potenciais riscos, como arestas e pontas afiadas, embora a certificação do Inmetro preveja essas situações de uso pelas crianças, que podem danificá-los.

Brinquedos com correntes, tiras ou cordas com mais de 15 centímetros devem ser evitados. Balões ou bexigas são considerados brinquedos, mas a sua utilização por criança precisa ser supervisionada, evitando engasgamento e asfixia. Outra medida importante é retirar a embalagem e sacos plásticos antes de entregá-lo à criança, a fim de prevenir acidentes com grampos e similares e também o risco de sufocamento.

sjp entra no rol das cidades que participa do projeto do governo federal de combate à crimninalidade violenta

Combate à violência: Sergio Moro e Ratinho Jr. acompanham ações do “Em frente, Brasil”

O Ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, o governador Carlos Massa Ratinho Junior e o secretário estadual da Segurança Pública, coronel Rômulo Marinho Soares re reúnem nesta sexta-feira (04), em Curitiba e São José dos Pinhais.

As autoridades  farão o acompanhamento das ações do projeto “Em Frente, Brasil” de combate à criminalidade violenta  no PR. As ações do programa de combate à violência começaram oficialmente no dia 30 de agosto, na cidade São José dos Pinhais.

Os compromissos começam pela manhã, no Encontro do Conselho Nacional de Secretários de Estado da Justiça, Cidadania, Direitos Humanos e Administração Penitenciária, que está sendo realizado no Palácio Iguaçu.

Em São José dos Pinhais, haverá reuniões com o prefeito do município, Toninho Fenelon, e os comandos das equipes de segurança da União, estados e município que atuam em conjunto no projeto-piloto iniciado pelo Ministério em 30 de agosto.

Por volta das 12h, o Ministro Sergio Moro fará uma coletiva de imprensa.

EM FRENTE, BRASIL

A cidade de São José dos Pinhais, na região metropolitana de Curitiba, é uma das cidades a participar do projeto-piloto Em Frente, Brasil –  que tem por objetivo o enfrentamento à criminalidade violenta por meio de forças-tarefas, a partir ações conjuntas entre a União, os estados e os municípios.

O projeto faz parte parte das ações desenvolvidas pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, do ministro Sérgio Moro.

De acordo com o Ministério da Justiça e Segurança Pública, os municípios que integram o projeto-piloto não são os mais violentos do país, mas registraram números absolutos de homicídios consideráveis nos últimos anos.

O projeto tem como foco os crimes violentos, como feminicídios, estupros, homicídios, latrocínios e roubos.

A primeira fase do projeto-piloto foi batizada de “choque de segurança” e envolve as polícias federal, civil e militar.

O Ministério da Cidadania anunciou a entrega de um micro-ônibus da rede de assistência social, para auxiliar nas ações integradas ao projeto.

PROGRAMAÇÃO

Data: Sexta-feira (04/10/2019)

9h às 11h – Encontro do Conselho Nacional de Secretários de Estado da Justiça, Cidadania, Direitos Humanos e Administração Penitenciária

Local: Palácio Iguaçu – Praça Nossa Senhora de Salette s/n – Centro Cívico, Curitiba – PR

11h às 12h – Reunião na Prefeitura de São José dos Pinhais

Local: Rua Passos de Oliveira, 1101 – Centro, São José dos Pinhais – PR

12h05 às 12h45 – Coletiva de Imprensa (Apenas nesse momento o ministro atenderá à imprensa)

Local: Rua Veríssimo Marques, 299 – Centro, São José dos Pinhais – PR

14h15 às 14h45 – Visita técnica à Base da Força Nacional de Segurança Pública

15h às 16h– – Visita técnica à Escola de Educação Especial Infantil

16h30 às 17h30 – Visita ao gabinete da Força-tarefa