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Daiane Andrade - BandNews FM Curitiba

Família de adolescente com tumor no cérebro lança vaquinha virtual

A solidariedade de muita gente que decidiu aderir a uma vaquinha virtual tem servido de combustível para que uma adolescente de Curitiba não desista de lutar pela saúde. Mayara, 16 anos, tem um tumor no cérebro e tem recebido doações para fazer uma cirurgia que vai descobrir se a calcificação é benigna ou maligna. A mãe dela, Angela Helena Zatti, que é professora, foi quem lançou o desafio: para a intervenção, são necessários R$ 106 mil e, desse total, aproximadamente R$ 5 mil já estão garantidos.

A família tem plano de saúde, mas o procedimento ainda não pode ser realizado por causa do período de carência. É que em meados de 2018 eles migraram de uma operadora para outra, e agora boa parte daquilo que a adolescente precisa ainda está fora do que ela já pode usufruir.

O diagnóstico do tumor veio há cerca de um mês, após quase dois anos de investigação. A família decidiu buscar ajuda médica ao perceber que a adolescente tinha alguns momentos de ausência cognitiva. A mãe conta que, durante essas crises, a filha se comporta de duas formas: ou ela se desconecta e para de interagir, ou realiza movimentos involuntários.

No início, a medicação funcionou, mas depois parou de fazer efeito. Outras doses e substâncias foram receitadas para a menina com o passar do tempo, mas o problema ainda não teve uma solução.

A família tem contado com a ajuda de uma advogada que avalia até que ponto é possível contar com o plano de saúde atual. Eles também tentam apoio do SUS, o Sistema Único de Saúde, mas, como não integram a parcela da população classificada como carente, por enquanto, o tratamento tem sido feito de forma particular no INC, Instituto de Neurologia de Curitiba.

Alguns parentes têm contribuído financeiramente e Angela conseguiu ainda adiantar parte dos vencimentos futuros na universidade onde trabalha. Clique aqui para fazer parte da vaquinha.

Operação_Exercito

Operação do Exército fiscaliza transporte e comércio de armas e explosivos no Paraná

Uma operação que intensifica a fiscalização de materiais explosivos, armamentos e munições, entre outras coisas, é promovida nesta terça-feira (18) em todo o Paraná.

A iniciativa é do Exército e as ações são apoiadas por órgãos de segurança e agências governamentais. As equipes verificam, por exemplo, as condições de armazenamento e de segurança desses itens, assim como o transporte e as circunstâncias de comércio para uso por mineradoras e pedreiras. Produtos químicos controlados e de blindagens também são alvos da iniciativa.

Esta é a primeira vez que a atividade é promovida pela 5ª Divisão de Exército, que responde por Paraná e Santa Catarina, e as abordagens ocorrem inclusive nos postos da Polícia Rodoviária Federal nas rodovias, por onde passam os caminhões levando esse tipo de carga de um ponto a outro.

E de acordo com o chefe do Serviço de Fiscalização de Produtos Controlados da 5ª Divisão Militar, coronel Paulo Roberto Aguiar da Costa, a segurança dos técnicos envolvidos no trabalho também está reforçada.

“Nos últimos seis anos, as operações têm sido feitas pelas regiões militares. No entanto, verificando a dificuldade em termos de segurança para as equipes de fiscalização, decidiu empregar a tropa no contexto de segurança estrutural desse pessoal que realiza a fiscalização”, avalia.

Ainda segundo o coronel, o principal objetivo é impedir ou reduzir a chance de ilícitos em relação a esses materiais, principalmente desvios de cargas para atender ao crime organizado.

“Por razões óbvias, com advento da criminalidade ao uso de explosivos para detonações de caixas eletrônicos e ações em bancos, o explosivo é o foco principal. Mas também estamos focando em armamento, bem como suas munições, e ampliando para as blindadoras, que realizam a blindagem de veículos e estruturas”, completou.

Estudantes transformam afeto em ferramenta para combater ansiedade

Bilhetes anônimos com mensagens motivacionais foram a saída que algumas alunas do Centro Universitário Curitiba encontraram para enfrentar a ansiedade no ambiente acadêmico.

As frases, em pequenos pedaços de papel autocolante, têm aparecido em diferentes pontos do campus da instituição e vêm mudando a rotina tanto de estudantes quanto de professores.

E a iniciativa faz tanto sucesso que ao menos seis outras faculdades e universidades já fizeram contato com as estudantes para replicar o gesto em mais locais.

Até agora, ninguém sabia quem eram as autoras dos bilhetes, mas elas decidiram se revelar à BandNews. Tudo começou com a Vitória Geachini de Oliveira, durante uma crise de ansiedade, e é ela quem conta como decidiu fazer algo por outras pessoas na mesma situação. “Às vezes, as pessoas não têm noção que têm ansiedade, e não procuram tratamento, acham que é frescura”, lamenta.

Vitória é estudante do último ano de Arquitetura e Urbanismo e a ideia dela foi a seguinte: escrever mensagens e colar nos banheiros. Autorizada pela instituição, que apoiou a iniciativa desde o início, ela então começou a produzir e logo despertou da amiga, Mayara Buratti, e da Amanda Perez, também aluna do curso. “A gente não se identifica nos bilhetes porque a ideia do movimento é ser muito maior”, disse. “A ideia é que as pessoas façam bilhetinhos e marquem nosso @, desde que isso faça bem”.

Desde então, toda hora é hora para que algo positivo apareça colado em locais como os banheiros ou bebedouros. E como as mensagens podem facilmente ser retiradas, o trio criou o perfil @poste.isso, no Instagram, para dar uma sobrevivência maior à ideia.

De lá para cá, alunos da PUC Paraná, da Universidade Positivo, Universidade Federal de Santa Maria, no Rio Grande do Sul, da UniOpet, Unicesumar e até da UTFPR já procuraram as amigas para levar a proposta para essas instituições.

Diante de algumas reações inesperadas de pessoas que chegaram a fazer bilhetes também, mas de cunho ofensivo, as estudantes apenas procuraram informar que aquilo não fazia parte da iniciativa. É que elas acreditam que a única coisa capaz de vencer o ódio é o amor, e é nisso que elas apostam.

Número geral de homicídios cai, mas assassinatos de mulheres aumentam no PR

A taxa de homicídios caiu 11% no Paraná, segundo os dados divulgados pelo Atlas da Violência na última quarta-feira (5). Por outro lado, os números apontam o aumento de 2,5% de mulheres mortas no mesmo período, passando de 238 para 247. Dentro desse indicativo, as vítimas não negras são as mais frequentes e representam quase 81% dos casos.

Casos de feminicídio que chocaram o Paraná

De acordo com o levantamento, o estado teve 2.759 casos em 2017 contra 3.080 registros em 2016 – diferença de 321 óbitos. A partir disso, considerando a população do estado, a taxa de mortes violentas passou de 27,4 para 24,4 casos por 100 mil habitantes.

A compilação de dados é elaborada todos os anos pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública em parceria com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). A base dos números é o Sistema de Informações Sobre Mortalidade, do Ministério da Saúde.

 

Em relação à idade, as pessoas com 30 anos ou mais respondem por quase 51% dos registros. E sobre a natureza dos crimes, a maior parte (66%) dos óbitos foi provocada por armas de fogo.

Para a pesquisa, a população considerada no Paraná foi de pouco mais de 11,3 milhões habitantes. No Brasil, nesse mesmo período, a trajetória foi de alta (+ 4,93%): foram mais de 65,6 mil assassinatos em 2017 contra 62,5 mil em 2016.

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Rio Branco do Sul deve decretar estado de emergência por causa do temporal

Sobe para 18.574 o número de pessoas prejudicadas pelas  fortes chuvas que atingem o Paraná desde a manhã de ontem (30). São doze municípios atingidos e quase 3.300 casas danificadas, de acordo com o último boletim da Defesa Civil. Quinze pessoas estão desabrigadas. Segundo o levantamento, vendaval, chuva forte e granizo atingiram Curitiba e os municípios de Antonina, Araucária, Rio Branco do Sul, Colombo, Contenda, Pinhais, Piraquara, Quatro Barras, São José dos Pinhais, todos na região metropolitana da capital, além de Guarapuava e de União da Vitória.

Em Guarapuava, um bebê de apenas oito meses morreu em um deslizamento. Segundo o Corpo de Bombeiros, a chuva derrubou o muro que servia de parede para a casa onde a criança morava. A estrutura caiu sobre o menino, que foi levado pela água até o pátio da residência.

De acordo com o tenente da Defesa Civil, Marcos Vidal, a situação mais crítica é em Rio Branco do Sul, com duas mil pessoas afetadas. “A Defesa Civil do município faz esse atendimento inicial para que as pessoas que foram afetadas não tenham mais problemas com a chuva. O próximo passo é o município fazer o levamento do que isso afetou a vida do município”, disse.

Por conta dos estragos, o prefeito Cezar Gibram Johnsson (PSC) afirma que o município está levantando todos os dados para decretar estado de emergência. “Já está sendo preparado, vai ser declarado sim. Os estragos foram grandes. Isso acontece para que as pessoas que foram afetadas possam usar o FGTS para, pelo menos, comprar algo que acabam perdendo”, explicou.

A Prefeitura de Rio Branco do Sul também determinou a compra de telhas um pouco mais reforçadas para distribuir à população atingida, bem como de cestas básicas para as famílias que perderam tudo.  Na casa do motorista João Cordeiro, na Vila São Pedro, a camada de gelo no meio da manhã ainda media cerca de 30 centímetros. “Era uma 4h30 mais ou menos. Nós levantamos desesperados e chuva, mais era pedra que caia. Então quando eu vi que encostou na porta, que eu abri pra gente sair, e a pedra começou a entrar, fechei a porta e ficamos esperando passar. Eu olhei pela janela e era só pedra. Caiu meu portão, estourou o muro. Vizinhos gritando desesperados”, contou.

Na Vila Costa, no bairro Madre, as enormes pedras de gelo deixaram o telhado da casa da Thaíse de Paula parecido com uma grande peneira. Ela só teve tempo de pegar o filho de dois anos no colo e correr para um ponto do imóvel onde não caíam água nem granizo do forro. “Começou foi pouquinho. Viemos para a sala, eu trouxe coberto para cobrir meu piazinho. E aí veio tudo. A casa inteira. A cama já tinha molhado. Como meu piazinho tava desesperado eu não tinha o que fazer, só segurar ele e esperar”, lembrou.

Por causa do episódio, a Thaíse perdeu praticamente tudo o que tinha em casa. Já na residência da Helena Cordeiro, no bairro Nossa Senhora de Fátima, o estrago nos eletrodomésticos e móveis foi um pouco menor, por sorte, e desde as primeiras horas o filho se arrisca sobre a cobertura para tentar impedir mais problemas. “Eu tava dormindo e acordei com o barulho. Aí começou a cair goteira para tudo quanto é lado. Aí fomos cobrindo as coisas. Quebrou bastante. Estamos tentando arrumar, tapando os buracos maiores”, relatou.

Uma reunião de secretariado com o prefeito de Rio Branco do Sul foi convocada às pressas para avaliar a situação e definir o que seria feito pelo Poder Público. À BandNews, o prefeito, Cezar Gibram Johnsson (PSC), garantiu que a Administração vai inclusive contratar carpinteiros para o conserto das casas de quem não tem como executar o serviço. “Agora vamos ter um número mais certo do que aconteceu após as equipes visitarem residência por residência. Eu já determinei a compra de eternit, algumas cestas básicas”, destacou.

Em Rio Branco houve ainda alagamentos em ruas e na Rodovia dos Minérios e várias vias estão bloqueadas devido à queda de árvores.

 

Pela primeira vez, impostômetro chegará a R$ 1 trilhão em maio

O Impostômetro na fachada da Associação Comercial do Paraná, no Centro de Curitiba, vai bater a marca de R$ 1 trilhão em impostos pagos pelos brasileiros em 2019 na próxima sexta (24).

O montante deve ser atingido 11 dias antes do que no ano passado e corresponde a um total de 63 impostos, taxas, multas e contribuições custeadas pela população tanto em relação ao governo municipal quanto estadual e federal. Na prática, toda essa carga tributária representa mais de 30% dos gastos de cada pessoa em território nacional.

Também na sexta, quase 50 cidades paranaenses vão promover ações para chamar a atenção para o tema. É o Dia Livre de Impostos, quando produtos como suco de laranja, cerveja, pão francês e até combustíveis são comercializados sem tributação para mostrar às pessoas como seria a vida em uma realidade diferente. A ideia é estimular a discussão sobre a necessidade de uma reforma tributária.

No Brasil, onde o consumo é muito tributado, nem sempre é possível perceber a cobrança de taxas. É que o acréscimo já vem embutido nos produtos e, com isso, a população não nota – é a chamada “tributação velada”. Em 2006, um estudo do IBPT descobriu que o brasileiro trabalha, em média, 145 dias (ou seja, quase cinco meses) apenas para pagar impostos. Em 2019, pela primeira vez, a marca vai ser alcançada em maio.

Violência sexual atinge quase duas crianças por dia em Curitiba; Boqueirão é o bairro com mais casos

 

Amanhã (18) é o Dia Nacional de Enfrentamento ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes e a data não poderia ser mais relevante. Dados divulgados pelo Ministério Público do Paraná mostram que somente em Curitiba, 599 casos de violência sexual contra menores de idade foram registrados ao longo do ano passado nas 10 regionais da cidade. O número leva a uma média de quase dois episódios por dia, ou um a cada 14 horas e 30 minutos.

Vítimas, muitos desses meninos e meninas da capital são levados ao Hospital Pequeno Príncipe, que constata uma triste realidade: na maioria dos casos atendidos por lá, os agressores estão dentro da própria família. Quem explica é a pediatra Maria Cristina da Silveira, que coordena esse tipo de atendimento na instituição. “Em questão da violência contra crianças e adolescentes em 2018, nós atendemos 586 casos, desses 56%,ou seja, 324 foram de violência sexual. Os outros casos foram por outros motivos, violência física, intoxicação, negligência, violência psicológica. A nossa média é de mais de uma criança por dia vítima de violência. No caso de violência sexual contra crianças e adolescentes, o agressor teme a denúncia e por isso faz de tudo para que isso não aconteça. Nesses casos, o abuso começa por ato libidinoso, a conquista da criança, da confiança para chegar à violência em si”, diz ela.

O alerta vale principalmente em relação a crianças com até sete anos de idade, que dificilmente entendem as figuras de linguagem do mundo dos adultos. São meninos e meninas muito jovens, que encaram a figura do monstro, por exemplo, como um ser fantasioso, e não – em uma concepção mais simples – como uma pessoa má.”
Dessas crianças, em torno de 324 vítimas de violência sexual, 66% são com idades abaixo de 6 anos. A gente tem vários casos, os mais recentes, por exemplo, em questão de violência física, a menor criança que nós tivemos em 2018 teve 10 dias. Em 2018 em relação a menor criança vítima de violência sexual, foi de 3 meses. É assustador. A baixa idade das vítimas em relação a violência sexual, dependendo da idade pode levar a óbito ou doenças transmissíveis. E desse total de crianças vítimas de violência sexual, em torno de 76% são meninas e o restante são meninos”, conta.

Eduardo Simões Monteiro é promotor de Justiça e tem lidado com o assunto na região do bairro Boqueirão, a mais vulnerável da cidade. Ao todo, 76 casos de violência contra menores de idade foram registrados em 2018 nessa porção da cidade e, por isso, o MP lançou nesta semana a Liga Boqueirão de Enfrentamento à Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes. A ideia da iniciativa é dar total suporte às vítimas e às famílias com 16 ações integradas inspiradas no universo dos super-heróis.”Nosso trabalho começou quando começou a edição da Lei 13.431, que é uma lei muito importante porque traz para o sistema da justiça e da sociedade, todo o trabalho que deve ser feito na área da violência, seja enfrentado de maneira multidisciplinar. Nós temos que analisar a violência seja na perspectiva da prevenção ou proteção daquela vítima que já sofreu agressão e também na punição do agressor. Nós temos que nos irmanar para que essa lei seja surta os seus efeitos. Então, nós criamos um espaço, um tempo para discutir esse tema e tirarmos o tabu e estabelecermos uma cultura de trabalho e uma mentalidade de conscientização”.

Com algumas ações já em andamento, a Liga foi pensada a partir de eixos que incluem aspectos como protagonismo, prevenção, atenção e pesquisa e comunicação, entre outras coisas. Monteiro também fala das pesquisas que revelam que apenas 10% dos casos são descobertos e denunciados. “Primeiro, há uma destruição da figura de proteção ou do vínculo de confiança, onde uma pessoa de confiança produziu uma dor nessa criança ou na adolescência. Toda uma vida posterior pode ser comprometida. Todo o romanismo, o ato de criar filho, pode ser comprometido. Muitas dessas crianças e adolescentes perde o ponto de referência da sua infância, e pode levar isso para toda vida”, explica ela.

Em relação às crianças muito jovens, que ainda não sabem se comunicar verbalmente, cabe às pessoas mais próximas observar mudanças de comportamento, marcas pelo corpo ou indícios de agressão. ”

Por causa dos traços de crueldade, essas marcas, na primeira infância, só podem ser revertidas com investimento na recuperação social e psíquica da vítima.

Além de integrar a Rede de Proteção à Criança e ao Adolescente em Situação de Risco para a Violência, o Pequeno Príncipe também realiza, há 13 anos, a “Campanha Pra Toda Vida – A violência não pode marcar o futuro das crianças e adolescentes”. A iniciativa busca reforçar a ideia de que o cuidado e a proteção das crianças e adolescentes são responsabilidade de toda a sociedade, e que, juntas, as pessoas podem transformar a vida de cada um deles.

Novo edital do Mais Médicos prevê 99 vagas em 55 cidades do Paraná

 

Foi aberto, nesta semana, o edital para que as cidades que contam com profissionais do programa Mais Médicos, do governo federal, possam renovar a participação na iniciativa. Segundo o documento do Ministério da Saúde, o Paraná é representado por 55 municípios e conta com 99 vagas – 11 delas na Grande Curitiba. São 10 postos em Colombo, 8 em Piraquara e 3 em Campo Largo. No litoral, o edital contempla Antonina (1), Guaratuba (2) e Morretes (1).

Ao todo, 790 localidades brasileiras são mencionadas no documento, incluindo 36 que já tinham pedido para entrar no programa e que ainda estavam de fora. Por outro lado, alguns municípios que integravam o Mais Médicos agora deixaram de fazer parte da iniciativa.

O edital também altera a regra de classificação dos profissionais interessados em atuar no Mais Médicos e fixa um cronograma de seleção. Enquanto nas últimas edições contava mais a ordem de inscrição e quem chegava antes podia escolher onde preferia trabalhar, a ideia agora é priorizar especialistas e profissionais que tenham feito residência em medicina de família e comunidade.

Nesta etapa, são admitidos apenas médicos formados no Brasil, e a expectativa é de que cerca de duas mil vagas sejam abertas. Na sequência, caso haja novas desistências ou sobrem vagas, o programa deve ser estendido a brasileiros formados no exterior.

Os postos em aberto foram deixados por médicos brasileiros que se inscreveram para substituir os cubanos e que desistiram após o início das atividades ou são vagas que estavam abertas desde o ano passado e ainda estavam ociosas. A seleção das cidades contempladas pelo edital foi feita pelo Ministério da Saúde com base em critérios de vulnerabilidade.

O período de inscrições vai de 27 a 29 de maio, no site do Mais Médicos. A previsão é de que os profissionais comecem a atuar a partir de junho e os contratos vão ser de três anos.

Mulheres vítimas de violência podem acionar botão do pânico em três cidades do Paraná

Três municípios do Paraná já oferecem o uso do botão do pânico por mulheres vítimas de violência doméstica, e outros quatro estão em fase de implantação.

O equipamento, que alerta autoridades sobre o risco iminente de agressão da mulher, foi previsto em lei estadual sancionada em 2016.

Desde então, a proposta está em processo de implantação. Mas, segundo a deputada estadual Cristina Silvestri, autora da lei, em um ritmo mais lento do que o desejado. Até agora, mulheres que estão nas cidades de Irati, Apucarana e Arapongas já contam com o equipamento. Com o acionamento do botão, elas alertam a polícia sobre o risco de agressão e dão a sua localização exata.

Em Curitiba, Londrina, Pinhais e Guarapuava, o uso do dispositivo está em fase final de implantação. O governo do estado assinou um convênio com 15 municípios para oferecer a tecnologia.

O pré-requisito é que a cidade tenha patrulha Maria da Penha ou Guarda Municipal. Mas os números de quantas mulheres já têm acesso à tecnologia no Paraná não são divulgados, por questão de segurança.

Para Silvestri, é preciso estimular a criação de políticas públicas para a mulher vítima de violência. Nem todos os municípios paranaenses têm patrulha Maria da Penha ou Guarda Municipal, por exemplo, o que impede a implantação do programa nessas cidades.

Nesta semana, deputados estaduais aprovaram a extensão do uso da tecnologia por idosos. A medida ainda depende de sanção do governador Ratinho Junior.

“Botão do pânico”, poderá passar a ser usado também por idosos

 

Mesmo sem nunca ter saído do papel, a lei que prevê o uso de um botão de pânico por mulheres em situação de risco pode ser estendida em breve para incluir também idosos. É que o projeto de lei que inclui essa faixa da população na medida foi aprovado ontem (06) na Assembleia Legislativa do Paraná por 45 parlamentares. A proposta já tinha passado em primeira discussão no dia 29 de abril e agora segue para a sanção do governador Ratinho Junior (PSD-PR). Mas a pergunta que fica é: como aumentar a abrangência de uma iniciativa que, na prática, ainda não existe?

O texto é assinado pelo deputado Cobra Repórter (PSD-PR) e pelo secretário estadual da Justiça, Família e Trabalho, Ney Leprevost (PSD-PR). E o deputado agora pede ao governo do estado que a ferramenta seja implementada em caráter de urgência. O requerimento vai ser protocolado ainda hoje (07). “Esse é um projeto que já foi aprovado há algum tempo e que não está funcionando ainda como deveria.  Aqui em Curitiba, o prefeito já está fazendo os treinamentos com a guarda municipal para que a lei seja cumprida. Por isso, estarei participando de uma reunião com o Secretário de Segurança do Estado para exigir que a legislação também seja aplicada no Paraná”, observa ele.

A lei que estabelece o uso do dispositivo por mulheres vítimas de violência sob proteção de medidas judiciais foi sancionada em setembro de 2016. Em novembro de 2017 o aparelho foi apresentado pela Administração Pública estadual e, em setembro do ano passado, o governo firmou convênios com 15 cidades do Paraná que têm Guarda Municipal ou Patrulha Maria da Penha.

No caso dos idosos, conforme o deputado Cobra Repórter, até mesmo estar só representa um risco iminente, já que a pessoa pode passar mal ou cair e não ter a quem pedir ajuda.  “Há muitos idosos que estão em situação de risco também. Idosos com dificuldades, moram sozinhos, não conseguem se locomover nem comunicar-se. Por isso, estamos estendendo esse projeto à essas pessoas que estão em situação de risco ou sofrem agressões, que de alguma forma estão sendo ameaçadas. O botão do pânico é um mecanismo importantíssimo para que eles possam acionar o socorro” explica.

Os municípios já conveniados para colocar a medida em prática são Apucarana, Arapongas, Araucária, Campo Largo, Cascavel, Curitiba, Fazenda Rio Grande, Foz do Iguaçu, Irati, Londrina, Maringá, Matinhos, Paranaguá, Pinhais e Ponta Grossa. Dessas, oito até já receberam verbas para isso: Apucarana, Arapongas, Curitiba, Foz do Iguaçu, Irati, Londrina, Maringá e Matinhos.

Em nota, a Secretaria do Desenvolvimento Social ressalta que a capital recebeu R$ 324,9 mil, enquanto os demais municípios ficaram com R$ 162 mil cada. “Eu acho que isso facilita a vida das forças armadas, da policia militar, da policia civil, da guarda municipal já que eles saberão exatamente onde a pessoa está e facilitar o socorro. É um mecanismo importante e sabemos que isso pode funcionar muito bem no Paraná. Esperamos que isso seja a solução desse problema grave que é a violência contra a mulher e a violência contra o idoso.  Nós vamos estar cobrando isso nessa reunião com o governo”, fala o deputado.

Ainda de acordo com a nota da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Social, com exceção da capital, o dinheiro repassado às cidades deve custear a locação de 50 dispositivos e dois celulares por um ano. Em Curitiba, no entanto, a verba corresponde ao aluguel de 100 aparelhos e dois celulares também pelo período de um ano.

A ideia é que o botão do pânico seja entregue às vítimas pela Justiça. Ele funciona por meio de vibração e, na central de monitoramento, os agentes de segurança vão ter acesso à localização da pessoa, assim como aos dados dela e do agressor, e vão encaminhar as equipes o mais rápido possível.