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Metro Jornal Curitiba

Psicóloga é morta pelo ex-marido e difamada em rede social

A psicóloga Leonisse Micheli Kobelnik, de 31 anos, foi morta a facadas pelo ex-marido na madrugada desta terça-feira (29) em Ivaí, na região dos Campos Gerais. À tarde, a Polícia Civil encontrou o corpo de André Luís Perrinchelli Cavalheiro em um hotel no bairro Uvaranas, em Ponta Grossa. A principal hipótese é de suicídio. O casal tem uma filha de 3 anos de idade.

Depois de matar a ex-mulher, Cavalheiro usou o perfil dela no Facebook para difamá-la e tentar justificar o crime. Ele disse que vinha sendo traído e que a psicóloga e seu suposto amante planejavam matá-lo. “Ela iria me matar (…) ou me mandar para a cadeia, como já fez uma vez”, escreveu.

Reprodução Facebook

O corpo de Leonisse foi encontrado na casa em que ela morava, em Ivaí, amarrado e com vários golpes de faca. O assassino ainda teria desfigurado o corpo. “Ainda não sabemos se o corpo foi queimado ou se ele jogou ácido”, disse o delegado Luís Gustavo Timossi, da 13ª Subdivisão de Ponta Grossa, que atende os casos de Ivaí.

Timossi informou que havia um histórico de relacionamento abusivo e que Cavalheiro não aceitava a separação, mas não confirmou que ele já havia sido preso. “Ela tinha feito uma solicitação de medida protetiva contra ele, em razão de violências praticadas no âmbito da Lei Maria da Pena”, disse. “As informações que temos é que eles estavam separados e que ele não aceitava o fim do relacionamento”.

No Facebook, Cavalheiro culpou a ex-exposa pelo crime e ainda atacou o feminismo e a Lei Maria da Penha. “Fui muito homem cuidar de minha filha aguentar tortura, pressao psicologica, cuidar da casa ser chamado de esquizofrenico (sic)”, escreveu.

Segundo a Polícia Civil, logo após cometer o crime Cavalheiro deixou a filha do casal com uma tia dele em Ponta Grossa. Leonisse trabalhava na prefeitura de Ivaí e Cavalheiro atuou como professor do Senai em Ponta Grossa.

Fila dupla ou parada proibida, multa à vista para motoristas de aplicativo

A prefeitura de Curitiba emitiu um alerta para lembrar que parar o veículo no meio da via ou em fila dupla são infrações previstas no CTB (Código Trânsito Brasileiro). E fez um apelo aos usuários de aplicativos de transporte, para que procurem um local adequado para embarcar quando chamam o motorista.

Segundo a superintendente de Trânsito de Curitiba, Rosangela Battistella, a prefeitura tem recebido reclamações sobre motoristas parados na via. “Quem trafega está achando ruim, porque tem muitos veículos de aplicativos parados em fila dupla ou local proibido”, disse.

Ela lembra que o pisca-alerta não dá ao motorista o direito de ficar parado na via. “É só para as vagas de estacionamento de 15 minutos ou em situações de emergência, mas aí também precisa sinalizar, colocar o triângulo. No dia a dia isso não existe”.

PARADA RÁPIDA

Como em geral o embarque ou o desembarque são rápidos, a Setran (Secretaria de Trânsito) avalia que o condutor pode parar rapidamente em áreas de estacionamento proibido, sem desligar o veículo, principalmente se o passageiro tiver dificuldades de locomação. Já as áreas em que a até parada é proibida não devem ser utilizadas. Também é possível usar as guias rebaixadas.

Outra orientação é para os usuários de aplicativos de transporte. “Orientamos que ele espere o carro em uma vaga, ou em um local em que o motorista possa parar”, diz Rosangela.

Parar na via pode resultar em uma infração média. O condutor é multado de R$ 130,16 e perde quatro pontos na carteira de habilitação. Já parar em fila dupla é uma infração grave. O condutor pode perder cinco pontos na carteira e o valor da multa é de 195,23.

“Nem todos os lugares têm acesso. A gente procura diminuir os riscos, reduzindo a velocidade e ligando o pisca”, disse uma motorista de aplicativo que preferiu não ter o nome revelado.

“A prefeitura precisa lembrar que o passageiro também tem que embarcar com segurança”. Ela reclama ainda que muitos taxistas ocupam áreas fora dos pontos, que poderiam ser usadas para embarque ou desembarque. “Usar os pontos é um direito deles, mas às vezes ficam na área do Estar, o que também acaba atrapalhando”.

EMPRESAS ORIENTAM MOTORISTAS

As empresas de aplicativos de transporte informaram que procuram orientar seus motoristas sobre as leis de trânsito. Mas, como os trabalhadores não têm um vínculo direto com as empresas, a responsabilização por eventuais infrações recai sobre os motoristas.

A 99 informou que orienta seus trabalhadores sobre direção defensiva e leis de trânsito. A empresa também busca firmar parcerias com a iniciativa privada para facilitar o embarque e o desembarque, como foi feito no Shopping Curitiba. O fato de o aplicativo indicar o motorista mais próximo do solicitante também ajudaria e reduzir problemas no trânsito.

Na Uber, o motorista recebe o Código de Conduta da Comunidade Uber.“Esperamos que os motoristas parceiros que usam o aplicativo cumpram sempre todas as leis federais, estaduais e municipais e respeitem as normas de trânsito, como a sinalização de parada e estacionamento”, diz a nota da empresa.

A Cabify informou que orienta seus motoristas sobre as leis em vigor, que possui um rígido processo de seleção e que sempre reavalia seus colaborares, com base nas notas dadas pelos passageiros. Segundo a Cabify, motoristas que não respeitam as leis de trânsito podem ser banidos da plataforma.

Família de Rachel Genofre vê com cautela a solução do caso

A família de Rachel Genofre, morta em novembro de 2008, ainda vê com cautela o anúncio de que o caso foi solucionado com a indicação do possível autor do crime. A advogada da família, Cassia Bernardelli, vai solicitar acesso ao exame de DNA e outros elementos sobre a vida do suspeito.

“Não vimos ainda nenhuma documentação e não tivemos acesso aos exames desse suspeito”, disse Cassia Bernardelli. “Eu, como profissional, só vou poder dizer que estou tranquila quando verificar o exame e o entorno desse suspeito, onde ele estava no dia do crime”, ressaltou.

Outra dúvida da advogada é em relação aos outros suspeitos – cerca de 150 amostras de DNA fazem parte do inquérito aberto em 2008, ano da morte de Raquel. Na semana passada, o delegado- -geral adjunto da Polícia Civil, Riad Farhat, disse que os dados genéticos de 116 suspeitos foram cruzados. Em 2013, cinco anos após a morte de Rachel, Cassia Bernardelli moveu uma ação contra o estado, por danos morais.

“Quando entrei com a ação, pedia que esse cruzamento de dados fosse feito. Então, acredito que esse cruzamento foi feito recentemente. Minha dúvida agora é em relação a todos os DNAs no inquérito”, afirmou.

Segundo a Polícia Civil, os dados genéticos do suspeito, que está preso em Sorocaba (SP), não constavam do inquérito e foram incluídos neste ano no Banco de DNA. O material genético dele foi colhido neste ano. Rachel Lobo Oliveira Genofre tinha 9 anos quando foi morta, em 5 de novembro de 2008. O corpo foi encontrado em uma mala, na Rodoferroviária de Curitiba, com sinais de violência sexual. Três suspeitos chegaram a ser presos entre 2008 e 2010, mas foi descartada a participação deles.

banco de dna detentos

Paraná tem 5 mil condenados incluídos no banco de DNA

Cerca de 5 mil condenados por crimes hediondos ou dolosos contra a vida ou crimes sexuais já tiveram seu perfil genético incluído no BNPG (Banco Nacional de Perfis Genéticos), conhecido como banco do DNA, no Paraná. Os dados podem ter ajudado a elucidar a morte de Rachel Genofre, de 9 anos, em 2008, como anunciou a Secretaria de Estado da Segurança Pública do Paraná na semana passada.

Criado por uma lei federal de maio de 2012, atualmente o BNPG tem dados genéticos de aproximadamente 28 mil condenados no país, mas o Ministério da Justiça e da Segurança Pública estima que 137 mil presos se encaixam no perfil. A meta é terminar este ano com 65 mil inscritos e o governo federal investiu R$ 9 milhões em materiais de coleta em todo o país.

A identificação do suposto assassino de Rachel Genofre (cujo corpo foi encontrado em uma mala da Rodoferroviária de Curitiba) foi possível ao cruzar o material genético encontrado no corpo da vítima com os dados do suspeito, colhidos neste ano pela Secretaria da Segurança de São Paulo. Pelo menos dois outros casos de violência sexual (em um deles a vítima foi morta) no Paraná já foram solucionados com a utilização da base de dados.

Em abril de 2016, a polícia identificou o responsável por estuprar um adolescente em 2009, no bairro Umbará. Ele estava preso por estupro e atentado ao pudor e teve o material genético colhido naquele ano. Outro caso foi solucionado neste ano, em Santa Catarina. Os dados de um condenado por estupro no estado vizinho foram inseridos no sistema em 2013 e chegou-se à conclusão que ele tinha matado Aparecida de Fátima Queiroz, em Curitiba, em 2010. Os dados genéticos eram os mesmos colhidos pela polícia paranaense no local do crime.

A Polícia Civil aguarda a transferência do suspeito de matar Rachel Genofre para Curitiba, mas o delegado-geral adjunto, Riad Farhat, não tem dúvida que ele cometeu o crime. “O Instituto de Criminalística de São Paulo, através da coleta dos dados genéticos desse acusado, jogou no software nacional e acusou positivo para o caso da Rachel”. No Paraná, o banco de DNA foi instituído em 2013, mas em 2000 o estado já havia criado um arquivo com 900 amostras

NÚMEROS

  • 137 mil – É o número de presos condenados com perfil para integrar a Rede Integrada de Bancos de Perfis Genéticos, estima o Ministério da Justiça e Segurança Pública.
  • 28 mil – Condenados por crimes dolosos contra a vida e crimes sexuais já estão cadastrados no banco em todo o país.
  • 825 – Investigações de crimes contra a vida, crimes sexuais e relacionadas ao crime organizado já utilizaram os dados do banco no Brasil.
  • 20 – Laboratórios estão integrados ao banco, da Polícia Federal e da Polícia Civil em 18 estados, além do Distrito Federal.

 

Estrada em parque opõe Frente Parlamentar e ambientalistas

Capanema, no Oeste do Paraná, sediou ontem a primeira de duas audiências públicas promovidas por deputados estaduais favoráveis à reabertura da Estrada do Colono, que cortava o Parque Nacional do Iguaçu. Os pedidos locais pelo retorno do caminho já eram frequentes, mas agora eles passaram a ecoar com mais força entre os parlamentares. A “Frente Parlamentar pela reabertura da Estrada-Parque Caminho do Colono” já agrega 24 dos 54 deputados estaduais, incluindo os petistas Luciana Rafagnin, Arilson Chiorato e Professor Lemos.

Em Brasília, há dois projetos de lei de paranaenses pedindo a reabertura – um é do senador Alvaro Dias (Pode) e o outro do deputado Vermelho (PSD). Entre os favoráveis o discurso é de que é possível criar uma estrada em modelo inovador no país, que garanta a preservação das espécies da região.

No lado argentino já há, inclusive, uma rota cortando a mata protegida. “Não queremos uma estrada com comércio, que crie possibilidades de depredação. Queremos um caminho simples, com trafego exclusivamente para carros de passeio e ônibus de turismo, fechada para caminhões e que seja aberta apenas durante o dia”, frisa Nelson Luersen (PDT), coordenador da frente.

Já os movimentos ambientalistas, encabeçados pelo Observatório de Justiça e Conservação e pela Rede Pró UC (Unidades de Conservação) frisam que, independentemente do tipo de estrada a ser criada, o prejuízo ambiental será inevitável. Ainda mais porque como a rota foi fechada em 2001 ela nem é mais visível em boa parte do seu trecho – acabou sendo tomada pela Mata Atlântica.

Além disso, a reabertura teria efeito nulo no turismo local, visto que já há uma rodovia mais curta levando até as Cataratas do Iguaçu, principal atração da fronteira. Por fim, o parque é a última área do Oeste capaz de abrigar onças-pintadas.

Histórico

O fechamento foi determinado pela Justiça Federal após uma ação proposta do MPF (Ministério Público Federal). Para a reabertura é necessária uma nova lei. A rota encurta o caminho entre os municípios em mais de 100 km.

Quase metade das viaturas paranaenses estão paradas

Diretor do Deto (Departamento de Gestão do Transporte Oficial), Coronel Marco Antônio Ramos, estimou ontem que 8.500 das 17.500 viaturas do Paraná estão paradas. Ele compareceu na CPI da Assembleia que investiga possíveis irregularidades no contrato de manutenção da frotas e baseou os números em relatórios de abastecimento.

O governo recém assinou um contrato emergencial de manutenção e por isso o balanços ainda não estão fechados. Segundo Marco, há 9 mil viaturas sendo abastecidas e até o final deste mês 90% delas devem estar “consertadas e em operação”.

Os deputados estão investigando possíveis irregularidades no antigo contrato de manutenção, com a JMK. No último balanço oficial, da antiga empresa, eram 5 mil viaturas paradas – 41% a menos em relação ao número atual.

Ontem a JMK voltou a negar irregularidades e afirmou que as investigações estão “desmontando as suspeitas de superfaturamento”. A Operação Peça Chave da Polícia Civil apontou que os prejuízos poderiam chegar aos R$ 125 milhões, mas o número é definido pela JMK como irreal, visto que durante a vigência do contrato o governo pagou R$ 153,3 milhões

Prefeitura afrouxa regra para liberação de corpos após funeral ‘obrigatório’

Foi publicado no Diário Oficial do Município, na terça-feira (15), uma portaria da Secretaria Municipal do Meio Ambiente desobrigando apresentação de um comprovante de residência para a liberação de corpos. Em 25 de julho, um homem natural de Maracajá (SC) teve que enterrar a sua irmã em Curitiba, pois o corpo não foi liberado a tempo pelo serviço funerário municipal.

A mulher vivia em situação de rua em Curitiba. Mesmo assim, funcionários da Central de Luto da prefeitura exigiam a apresentação de um comprovante de residência no seu nome para dar continuidade ao processo. O comprovante era até agora exigência legal município.

Sem obter uma solução, o homem procurou uma funerária que, de forma irregular, cobrou R$ 1,5 mil para transportar o corpo até a divisa com o estado vizinho. Por fim, a mulher acabou sendo sepultada em Curitiba com os custos bancados pelo poder público.

Com a portaria, a nova regra determina que “excepcionalmente, quando não houver qualquer possibilidade de comprovação de residência do falecido, poderá ser apresentado comprovante de residência em nome do familiar”.

Vereadores

Ontem o caso foi debatido na Câmara Municipal, onde, segundo a administração da casa, mais de 20 projetos tramitam para modificar o sistema. O vereador Tico Kuzma (Pros) alertou que um dos textos, de autoria da prefeitura, não resolve o problema de famílias que desejem sepultar os parentes fora de Curitiba. “(Pelo projeto) os familiares só poderão contratar uma empresa de outra cidade se a pessoa falecida residir naquela mesma cidade”, aponta.

Investigação

A prefeitura abriu uma investigação sobre a tentativa de cobrança de R$ 1,5 mil, que pode configurar crime de agenciamento. Em nota, o município também disse que as regras atuais foram criadas para “proteger as famílias em momentos difíceis”.

Drag Week tem shows e oficinas de transformismo

Acontece de hoje até sábado a segunda edição do festival de transformismo e burlesco Combo Drag Week. O evento de arte drag conta com shows, oficinas, mostra de cinema, bazar, festas, happy hour e performances de artistas das cenas local e nacional. Todas as atividades são voltadas tanto para o público que já aprecia o mundo da montação quanto para aquele que tem interesse em conhecê-lo.

Entre as festas e shows, há a “Kings of the night”, festa que traz uma nova turma de drag kings (mulheres que se montam como personagens masculinos), o “Cabarezinho Delas”, que celebra a nova geração de artistas drags, e “O Maravilhoso Cabaré”, show de encerramento do evento comandado pelas drag queens Juana Profunda (idealizadora do festival) e Dalvinha Brandão.

Quanto às oficinas e masterclasses, há opções como “Queerlesque – Burlesco para todos os gêneros”, “Drag, humor e a alegria do ridículo”, “Drag Queen”, “Drag King” e “Perucaria”. O custo varia entre R$ 50 e R$ 170. Dentre as opções com entrada gratuita, há o Happy Hour Delas, o espetáculo “Piano Drag”, desfile, bazar, roda de conversa com o Coletivo SYLK e a mostra de cinema drag na Cinemateca, que reúne filmes nacionais (documentários ou ficção) que abordam a temática do transformismo.

“O festival mostra que em Curitiba existe uma cena drag e burlesca super atuante”, diz Juana Profunda. “É um espaço de encontro e de fortalecimento da classe das artistas da noite.” As atividades acontecem em diferentes locais do centro de Curitiba.

Todas as informações sobre a programação e inscrições para as oficinas podem ser conferidas na página do evento no Sympla.

Lei que protege informações do cidadão vai exigir intensa adaptação de empresas

Sancionada em 2018 por Michel Temer e já modificada neste ano por Jair Bolsonaro, a LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados) vai entrar em vigor só em agosto de 2020, mas o trabalho é grande e as empresas ainda não se deram conta das novas exigências. É o que diz a especialista em direito empresarial e tributário do Prolik Advogados, Flávia Lubieska Kischelewski: “Em média são 12 meses para se adaptar, às vezes mais, às vezes menos”, conta.

No momento em que as regras entrarem em vigor, qualquer cliente poderá pedir os dados que a empresa mantém sobre ele, inclusive solicitando a retificação ou o seu apagamento. Além disso, as empresas ganharão novas responsabilidades sobre as informações, podendo sofrer multas caso não se adequem às novas regras.

“Costumo dizer que o legado é também um problema, as empresas terão que olhar para os bancos de dados atuais e fazer o enxugamento, a eliminação dos dados e adotar os procedimentos na coleta dos próximos”, explica.

A nova lei, avalia a advogada, é muito parecida com a regra europeia que entrou em vigor no ano passado, só que bem mais sintética. Em síntese, as leis colocam os cidadãos como os verdadeiros donos do dados que foram coletados – podendo voltar atrás no consentimento da coleta e pedir informações sobre quem está em posse deles.

O órgão fiscalizador será a ANPD (Autoridade Nacional de Proteção de Dados), que ainda nem está ativa. Mas os empresários que contarem com uma fiscalização falha podem acabar no prejuízo, alerta a advogada. “Cada vez mais as pessoas estão preocupadas com o tema e quando a lei entrar em vigor com certeza terão demandas”, diz Flávia. Caberá à presidência indicar os ocupantes da ANPD. O processo está na Casa

Custo para pequenas preocupa

Enquanto a União Europeia estipulou regras diferentes para empresas com até 250 funcionários, a lei brasileira não fez nenhuma distinção por porte. “Isso é algo que tem nos preocupado e com razão. Não é algo simples de se fazer e com menor quadro de pessoas acaba onerando”, diz a advogada Flávia Lubieska Kischelewski.

A legislação nacional, no entanto, previu que ANPD (Autoridade Nacional de Proteção de Dados) possa diminuir as exigências para empresas menores. “A gente espera que essa flexibilização venha a acontecer”, diz ela.

Segundo um estudo da consultoria Gartner, divulgado durante um workshop da Fiep (Federação das Indústrias do Paraná) no mês passado, a implantação de um sistema de proteção leva, em média, de 12 a 18 meses e custa cerca de US$ 400 mil nos primeiros seis meses, podendo chegar a US$ 1,6 milhão no prazo de um ano a um ano e meio no caso de empresas grandes. Como exemplo, a Roit, fintech de contabilidade curitibana, conta já ter aplicado R$ 500 mil para se adequar à LGPD.

Athletico faz primeiro treino no Japão antes da Levain Cup

O Athletico fez ontem seu primeiro treino em Tóquio, no Japão, para enfrentar na quarta-feira o Shonan Bellmare, na disputa pelo título da Levain Cup, que põe frente a frente o campeão da Copa Sul-Americana e o campeão japonês. A competição, que se chamava Copa Suruga Bank, foi criada em 2008. O jogo será às 7h de quarta-feira (horário de Brasília).

O grupo fez um treino leve em um campo perto do hotel onde está hospedado. Os jogadores treinaram cruzamentos e finalizações. A delegação chegou ao Japão no fim da noite de sábado. O técnico Tiago Nunes comandará hoje o segundo treino, na cidade de Yokohama. Amanhã o time finaliza a preparação no BMW Hiratsuka Stadium, local da decisão, na cidade de Hiratsuka.

apitão rubro-negro nas últimas partidas, o volante Wellington retornará ao Japão após seis anos. Ele foi titular do São Paulo na Copa Suruga de 2013, quando o time brasileiro perdeu para o Kashima Antlers. “É uma competição muito bem organizada. Espero conquistar o título, que não consegui na primeira vez”, afirmou. O volante Lucho González levantou a taça em 2015, pelo River Plate. “Tem um significado muito grande, uma competição inédita para o clube. E é um título internacional”, disse. “Temos que nos preparar bem e tentar nos adaptar ao fuso horário”. Novas datas A CBF marcou para o dia 21, às 19h15, o jogo entre Athletico e São Paulo, que seria neste fim de semana na Arena. O jogo contra o Atlético-MG, em casa, que estava marcado para 18 de agosto, foi antecipado para as 19h do dia 17. Já a partida diante do Grêmio, em Porto Alegre, passou do dia 25 de para o dia 24, às 17h.