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Metro Jornal Maringá

Expoingá movimenta economia com novidades do agro e espera 500 mil pessoas

Com portões abertos ao público e entrada gratuita, a 47ª edição da Expoingá (Exposição Feira Agropecuária, Industrial e Comercial de Maringá) começa hoje e segue até dia 19 de maio no Parque Internacional de Exposições Francisco Feio Ribeiro. A entrada também é gratuita no segunda-feira (13). Os demais dias custam R$ 12 e R$ 6.

Realizada pela Sociedade Rural de Maringá e consolidada como uma das cinco feiras agropecuárias mais importantes do Brasil, a Expoingá, que terá solenidade de abertura oficial só amanhã, também reúne ao longo de seus 11 dias gastronomia, cultura e entretenimento.

“É uma grande vitrine do agronegócio paranaense, mas é também um evento popular, que atrai pessoas de várias cidades para conhecer as novidades no mundo do agro, se divertir nos brinquedos do parque de diversões e assistir aos shows artísticos”, diz a presidente da SRM, Maria Iraclézia de Araújo.

Fora os oito dias de shows com os artistas mais populares do Brasil e a Barraca Universitária, com mas de 80 atrações, haverá três noites de rodeio (dias 17, 18 e 19) e outras opções de lazer. Destaque para a exposição de réplicas de dinossauros e o bar suspenso, novidades este ano (veja ao lado).

Com atrações para todos os públicos, a expectativa é que a feira atraia mais de meio milhão de pessoas. “É a presença do público que faz o evento completo”, completa Maria Iraclézia

Bares e hotéis comemoram

Não é só dentro do parque de exposições que o movimento deve ser intenso a partir de hoje. A economia maringaense fica mais aquecida em vários segmentos como hotéis, bares e restaurantes.

Para a presidente da Abrasel (Associação Brasileira de Bares e Restaurantes), Déborah Kemmer, os bares relatam que sentem a movimentação. “É um evento muito grande na cidade, e isso com certeza impacta no movimento dos bares e restaurantes”. Segundo ela, o impacto varia de acordo com o público de cada estabelecimento. “É mais movimentado principalmente onde o público é mais jovem.”

Segundo o gerente-geral do Hotel Sleep Inn Maringá, filiado ao Maringá e Região Convention & Visitors Bureau, Renato Isac, a Expoingá aumenta a expectativa de ocupação nos hotéis. “Esperamos superar diariamente os 90% [de ocupação] em dias de semana e 60% aos finais de semana. Esperamos ótimos resultados neste mês de maio com um incremento de 30% em nossa receita estimada”, afirma.

Segundo o gerente do Hotel Golden Ingá, Cláudio Crepaldi, hotéis que ficam localizados mais próximos ao parque podem se beneficiar um pouco mais. “Aqui ficarão hospedadas duas bandas que se apresentarão na Expoingá”.

Morte de PM em emboscada pode ser acerto de contas de ocorrência anterior

Polícias Civil e Militar buscam suspeitos de terem executado o soldado da PM Juliedes Nunes, de 36 anos. O crime aconteceu na madrugada de ontem no distrito do Vale Azul, no município de Sarandi. Nunes estava de folga, foi atraído para uma emboscada e morto com ao menos dez tiros – a maioria nas costas.

A Polícia Civil investiga o caso, que pode inclusive ter relação com uma ocorrência de dois anos atrás. No dia 11 de março de 2017, o soldado matou com um tiro, no mesmo distrito do Vale Azul, Alziro João Cordeiro, de 53 anos. Na época, o policial teria sido ameaçado por Cordeiro em um carrinho de lanches. O homem ainda voltou com uma espingarda e teria apontado para o policial que atirou e matou a vítima. A Justiça inocentou Nunes por legítima defesa

De acordo com informações da polícia, Juliedes Nunes foi executado enquanto andava com uma motocicleta, pela rua Santa Catarina, uma via de terra e cercada por mata.

Na cena do crime, os peritos da Polícia Científica encontraram ao menos 20 estojos de munições calibre 380 e 9 milímetros. Na Polícia Militar há 13 anos, Nunes deixa esposa e duas filhas, de 6 e 13 anos. Seu corpo será sepultado hoje, às 14h30, no Cemitério Parque de Maringá.

Maringá confirma primeira morte por dengue deste ano

A Secretaria Municipal de Saúde confirmou a primeira morte por dengue em Maringá. A vítima é um homem na faixa etária de 40 a 45 anos que faleceu na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) do
Hospital Municipal no início do mês.

Secretário de Saúde, Jair Biatto disse que o paciente procurou uma Unidade de Pronto Atendimento e foi internado no Municipal. “Foram feitos todos os atendimentos necessários.”

A vítima tinha úlcera gástrica e suspeita de asma ou de alguma doença pulmonar, quadro que pode ter contribuído para a dengue se agravar. Os exames mostraram que o homem tinha o vírus tipo 2 da dengue, que voltou a circular este ano. Ele era morador do Jardim São Silvestre, bairro com alto índice de infestação do Aedes aegypti. A média na cidade é de 4,2%, considerada de alto risco.

O secretário diz que a confirmação da primeira morte na cidade não muda a rotina de combate à dengue. “Fizemos fumacê e já havíamos mudado a forma de fazer as visitas nas casas dos moradores à procura de larvas do mosquito, intensificando as ações nas áreas de maior risco”. A cidade tem 108 casos da doença e 1,6 mil suspeitos.

Em investigação

Eram duas suspeitas de morte por dengue em investigação, sendo que apenas uma se confirmou. Biatto informa, porém, que há uma nova morte suspeita por dengue. A paciente é uma mulher, com cerca de 40 anos, que faleceu nos últimos dias. Os exames que vão confirmar ou descartar a doença ficarão prontos até semana que vem.

Usina paranaense obtém liminar para suspender pagamentos

A Usina Santa Terezinha, que entrou com pedido de recuperação judicial no mês passado, conseguiu liminar para suspender as ações e execuções movidas por um dos credores, o Banco Votorantim. Na decisão, a juíza substituta Roberta Scramim de Freitas justificou que a concessão da liminar é uma forma de evitar que “a crise econômico-financeira se agrave ainda mais e torne inviável e inútil eventual recuperação judicial, e/ou comprometendo a confiança dos demais credores e parceiros, de que os requerentes sejam capazes de cumprir as obrigações que pretendem assumir em eventual plano de recuperação”.

A empresa, considerada uma das cinco maiores usinas de açúcar e álcool do país, protocolou pedido de recuperação judicial no dia 22 de março. “O objetivo dessa medida é permitir a continuidade das atividades operacionais e preservar os empregos”, informa a usina em nota publicada em seu site. O pedido ainda está em avaliação na 4ª Vara Cível de Maringá. A dívida é de R$ 4,4 bilhões.

A Usina Santa Terezinha conta com 11 unidades, a maioria localizada no noroeste do Paraná. São mais de 11 mil funcionários e uma folha de pagamento de R$ 24 milhões mensais. O salários, segundo a justiça, estão em dia.

A juíza da 4ª Vara Cível ainda determinou a realização de perícia prévia por uma auditoria e consultoria empresarial para apurar a “regularidade da documentação técnica e das reais
condições econômico-financeiras” das unidades da usina, uma vez que a empresa ainda não apresentou todos os documentos necessários para a validação ou não da recuperação judicial.

Procurada, a Usina Santa Terezinha não retornou o pedido de entrevista até o fechamento da edição

Já declarou o IR? Falta só um mês

O contribuinte que ainda não preparou e entregou a declaração do imposto de renda deste ano tem um mês para cuidar disso. Até agora, passado metade do prazo, cerca de 7 milhões de declarações foram entregues – apenas 23,5% do total de 30,5 milhões esperados pela Receita Federal.

A declaração pode ser feita de três formas: pelo computador, por celular/ tablet ou por meio do e-CAC (Centro Virtual de Atendimento). Pelo computador será utilizado o Programa Gerador da Declaração – PGD IRPF2019, disponível no site da Receita Federal. Pelos dispositivos móveis, como celular e tablet, por meio do aplicativo Meu Imposto de Renda. E pelo e-CAC no site da Receita, com o uso de certificado digital, que pode ser feito pelo contribuinte ou por seu representante com procuração.

A multa por atraso é de no mínimo R$ 165,74 e no máximo 20% do imposto devido. Em 2018, 628 mil contribuintes caíram na malha fina. As principais razões pelas quais as declarações
ficaram retidas foram omissão de rendimentos do titular ou de seus dependentes (379.547 casos) e divergências entre o imposto retido na fonte declarado pelo contribuinte e o informado pelas empresas (183.274).

Novidades
Uma das mudanças neste ano é que se torna obrigatório informar o CPF de todos os dependentes. No ano passado, o CPF passou a ser necessário para dependentes a partir de 8 anos. E os contribuintes ainda não serão obrigados a informar detalhes sobre imóveis e veículos, como número de matrícula, IPTU e Renavam. Ficou para 2020.

Arte Metro Maringá

Expoingá 2019 espera comercializar R$ 600 milhões

Em evento que reuniu mais de mil pessoas, a SRM (Sociedade Rural de Maringá) lançou na sexta-feira a Expoingá 2019. A feira, que vai acontecer de 9 a 19 de maio, poderá gerar cerca de R$ 600 milhões de negócios e receber 550 mil pessoas, segundo a expectativa dos organizadores.

Presidente da SRM, Maria Iraclézia projeta crescimento de 5% em relação à feira de 2018, ainda que haja uma pequena quebra na safra de grãos deste ano. “Nos anima saber que o país está retomando o crescimento devagar e buscando fazer as reformas necessárias para o equilíbrio de suas contas. Isso faz as pessoas acreditarem numa recuperação econômica e investirem em seus
negócios. Assim, o agronegócio que já vinha bem, mesmo na crise, deverá ter um impulso ainda maior”, disse.

Presente no lançamento, o governador Ratinho Júnior, lembrou que o agronegócio é a matriz econômica do Estado e que por isso pretende melhorar muito a infraestrutura de rodovias e aeroportos para aumentar a capacidade de escoamento de safra e geração de negócios, mas citou que é preciso ainda “investir na qualificação de mão-de-obra para os novos postos de trabalho, que antes eram na terra e agora exigem o uso das novas tecnologias”.

NOVIDADES
A SRM anunciou durante o evento serão mantidos dois dias (9 e 13) de portões abertos. Os ingressos para o parque terão o mesmo valor do ano passado: R$ 12 (inteiro) e R$ 6 (meio ingresso).
Entre as novidades da feira estão a Exposição de Dinossauros, com 16 peças em tamanho original e uma roda-gigante de 25 metros de altura com luzes de LED

Mulher mata cachorro a pauladas e chama polícia por medo de ser agredida

Uma mulher de 52 anos foi detida pela Polícia Militar de Maringá por matar um cachorro a pauladas em um bairro da zona norte. O caso aconteceu na segunda-feira (21) à noite no Parque Avenida.

De acordo com a polícia, a mulher saiu de casa por volta das 22 horas para passear com o cachorro de estimação na Avenida Américo Belay. Ela carregava a guia em uma mão e um cabo de vassouras na outra para, segundo ela, espantar outros animais e proteger o cachorro.

Em um determinado momento do passeio, um jovem de 22 anos chegava em casa de carro. Ao abrir o portão, o cachorro da família, da raça pinscher, escapou e chegou latindo na calçada em razão da presença do outro cão. A mulher, então, usou o cabo de vassoura para agredir o animal. Ela desferiu golpes na cabeça do cachorro, que morreu na hora.

A mulher fugiu, mas foi cercada por populares. Temendo ser agredida, ela mesmo ligou para o 190, acionando a Polícia Militar, que, ao chegar no local, soube da história completa.

A agressora e o dono do animal morto foram levados para o 4º Batalhão de Polícia Militar. Ela assinou um Termo Circunstanciado e foi liberada. A audiência foi marcada para abril. A mulher pode responder pelo crime de maus-tratos a animais, cuja pena é detenção de três meses a um ano. A punição pode ser aumentada de um sexto a um terço em caso de morte do animal.

A Diretoria de Bem-Estar Animal informou que a mulher foi multada em R$ 2 mil, conforme prevê a lei municipal.

DDD 44 perde quase 80 mil linhas móveis

Dados divulgados ontem pela Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) mostram que, no período de um ano, o DDD 44, que compreende 124 cidades na macro-região de Maringá, dentro do estado do Paraná, perdeu 78.620 linhas de telefonia móvel.

Segundo o gráfico, houve redução de 3,5% das 2.262.326 milhões de linhas registradas em agosto de 2017 na área de cobertura 44 para agosto deste ano.

A queda segue a tendência nacional, mas o percentual é um pouco maior que a registrada no Brasil

No mesmo período, o país perdeu 7,80 milhões de linhas móveis, o que representa uma redução de 3,22%.

A queda, que vem sendo registrada nos últimos três anos, é atribuída a fatores como o uso de aplicativos de mensagens, como WhatsApp, além da redução da tarifa quando o cliente de uma operadora liga para um telefone de outra e a portabilidade dos números.

Queda geral

Os números revelam que apenas quatro estados apresentaram crescimento no período analisado: Roraima (7,23%), Amazonas (5,08%), Amapá (4,49%) e Espírito Santo (1,51%).

Gasolina de Maringá é a mais cara do estado

A gasolina de Maringá é a mais cara do estado, segundo último levantamento semanal realizado pela ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis). Em pesquisa realizada em 17 postos na semana passada, o valor médio do litro do combustível ficou em R$ 4,80, enquanto que a média do Paraná foi de R$ 4,50 (leia mais na página 7).

Em Maringá, o valor mais baixo encontrado nas bombas de gasolina foi de R$ 4,61, mas o preço variou até R$ 4,89. A cidade paranaense com valor médio mais baixo é Pinhais, na região metropolitana de Curitiba. Por lá, o litro da gasolina tem valor médio de R$ 4,33, mas pode ser encontrada a partir de R$ 4,17.

Ainda segundo a ANP, nas últimas seis semanas o litro da gasolina em Maringá teve alta de 18,1%, bem acima da elevação no estado, que foi de 5,6% no mesmo período.

Etanol

Já no preço médio do litro do etanol, com R$ 3,08, Maringá tem o terceiro mais caro do estado. Nas bombas, o combustível parte de R$ 2,81 e chega a R$ 3,19.

Nos próximos dias o Procon deve fiscalizar os postos de combustíveis para ver se o aumento é abusivo.

Paraná é líder em produção florestal

O Brasil tem 9,85 milhões de hectares de florestas plantadas, sendo 75,2% de eucalipto e 20,6% de pinus, mostra o levantamento Produção da Extração Vegetal e da Silvicultura 2017, divulgado semana passada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

A concentração está nas regiões sul e sudeste, que respondem, respectivamente, por 36,1% e 25,4% do valor da produção, impulsionadas pelo setor de florestas plantadas. O líder entre os estados é o Paraná, com R$ 3,7 bilhões de valor de produção, seguido por Minas Gerais, com R$ 3,3 bilhões; e Santa Catarina, com R$ 1,8 bilhão. Do total de áreas plantadas, 41,9% do eucalipto estão no sudeste e 87,7% do pinus ficam no sul.

Segundo os dados, 4.837 municípios brasileiros tiveram produção primária florestal em 2017. Em valor de produção, o destaque é Três Lagoas/MS, com R$ 389,9 milhões no ramo de floresta plantada. Em extrativismo, o destaque é São Mateus do Sul, com produção de 67 mil toneladas de erva-mate e valor de R$ 100,5 milhões.

O valor da produção florestal subiu 3,4%, alcançando R$ 19,1 bilhões. Desse valor, R$ 14,8 bilhões, ou 77,3%, são referentes à silvicultura, alta de 5% em relação a 2016. O extrativismo vegetal foi responsável por R$ 4,3 bilhões, ou 22,7%, queda de 1,9%.

Os produtos madeireiros respondem por 90% do valor da produção florestal do país e tiveram aumento de 3,6% em 2017. Separados em categorias, os produtos plantados para fins comerciais tiveram aumento de 5% e os de extração vegetal recuaram 2,7%. Segundo o IBGE, isso se deve ao maior controle na exploração das espécies nativas e ao incentivo à preservação das florestas.

Silvicultura

Em silvicultura, o Paraná se destacou com alta de 8,6% em 2017 e valor de produção de R$ 3,3 bilhões. Só em madeira para papel e celulose, a produção paranaense cresceu 15,6%, devido à ampliação do parque industrial.

Com isso, o Paraná superou Minas Gerais, que teve crescimento de 3,8% e alcançou R$ 3,2 bilhões, tendo o carvão vegetal como principal produto, que cresceu 7,4% e atingiu valor de produção de R$ 2,1 bilhões. Entre os produtos da silvicultura, o carvão vegetal teve queda de 0,8% na produção, mas registrou aumento de 4,2% no valor, chegando a R$ 2,6 bilhões, enquanto a madeira para papel e celulose cresceu 3% na produção, mas diminuiu 1,8% no valor total, com R$ 5,1 bilhões. A produção para outras finalidades cresceu 16,6% em 2017, atingindo R$ 4,5 bilhões. O setor de lenha cresceu 4,1% na produção e 1,8% no valor, com R$ 2,3 bilhões. Na silvicultura, o único produto que teve retração em 2017 foi a casca de acácia-negra, que caiu 29,4%.

Extração em queda

Nos últimos 20 anos, a participação do extrativismo e da silvicultura na produção primária se inverteu. Se em 1996 o primeiro era responsável por 60% da produção florestal do país, os números vêm caindo e, desde 2000, foi ultrapassado pela silvicultura.

Dos nove grupos de produtos extrativistas analisados, sete tiveram queda. Os produtos madeireiros representam 64,1% do valor da produção da extração vegetal após queda de 2,7% em 2017. A produção de lenha de origem extrativista caiu 13,9% e a de carvão vegetal, 19,4%.

A segunda maior participação no extrativismo é a de produtos alimentícios, que respondem por 27,7% do valor total da produção, após crescimento de 7,3% em 2017.

O destaque é o açaí, que teve aumento de 10,5% no valor em 2017, com produção de 220 mil toneladas, e responde por 49,5% do total da produção do grupo alimentos.

Em segundo lugar na extração de alimentos está a erva-mate, com 35,2% do valor da produção total do grupo.