Avatar

Thaissa Martiniuk - Bandnews FM Curitiba

Roberto Gonçalves é preso pela 20ª fase da Operação Lava Jato

Ex-gerente da Petrobras e réu da Lava Jato é solto pela Justiça do Paraná

O ex-gerente da Petrobras, Roberto Gonçalves, deixou o Complexo Médico Penal, em Pinhais, na Grande Curitiba, na tarde desta quarta-feira (13). O ex-executivo foi preso preventivamente em março de 2017, durante a 39ª fase da Operação Lava Jato.

A decisão é da juíza Ana Carolina Ramos, da 1ª Vara de Execuções Penais de Curitiba, que determinou a liberdade com base no novo entendimento do STF (Supremo Tribunal Federal) sobre a prisão em segunda instância. O ex-gerente da estatal permanece em Curitiba até esta quinta-feira (14), quando então irá retornar ao Rio de Janeiro, local de sua residência.

Gonçalves foi condenado pela Lava Jato a 15 anos e dois meses de prisão pelos crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa. No entanto, a sentença foi modificada pelo TRF-4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região) e a pena foi aumentada para 17 anos, nove meses e 23 dias.

No pedido de liberdade, a defesa do ex-executivo afirmou que ficou comprovado que o réu estava preso “exclusivamente em razão da execução condenatória em segunda instância”. Diante disso, os advogados de Gonçalves pediram sua imediata soltura e a dispensa do exame de corpo de delito.

Segundo as investigações,  Gonçalves, recebeu pelo menos US$ 5 milhões em propinas de empreiteiras como a Odebrecht e a UTC Engenharia. Em contrapartida, as empresas foram beneficiadas em contratos com a estatal para obras no Comperj (Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro).

Gonçalves foi o gerente da área de Engenharia e Serviços da Petrobras entre março de 2011 e maio de 2012. Ele sucedeu Pedro Barusco na função e na “responsabilidade” de conduzir o esquema de pagamentos de propinas.

O ex-gerente usou pelo menos cinco contas no exterior, em nome de off-shores, para receber vantagens indevidas.

Ainda permanecem detidos no Complexo Médico Penal: o lobista João Augusto Resende Henriques; o ex-gerente da Transpetro José Antonio de Jesus; o empresário Enivaldo Quadrado; o publicitário Ricardo Hoffmann; o ex-diretor da Petroquisa Djalma Rodrigues de Souza; o ex-diretor da Dersa Paulo Vieira de Souza e o empresário do Grupo Petrópolis Walter Faria.

natal de curitiba, roda gigante, carrossel, decoração natalina, curitiba, paraná, natalino

Natal em Curitiba terá 130 atrações a partir de 22 de novembro

Começa no dia 22 de novembro a programação da terceira edição do Natal de Curitiba – Luz dos Pinhais. Ao todo, a administração municipal se prepara para apresentar aos visitantes 130 atrações em diversos pontos da cidade. As ruas da cidadania terão decoração especial, composta da tradicional árvore de Natal recoberta com luzes de LED.

Ainda estão programados espetáculos de dança, música, teatro e ópera em locais como Palácio Avenida, Câmara Municipal, Paço da Liberdade e Catedral Metropolitana. De acordo com o prefeito Rafael Greca, a expectativa é de que haja um aumento de 15% no número de turistas circulando na cidade nesta época do ano.

“Nós investimos no Natal porque é comprovado economicamente o aumento no número de visitantes. Nós tínhamos 2,2 milhões de turistas quando eu entrei. Para esse ano devemos ter 5,5 milhões, sendo que no Natal do ano passado, cada real que a Prefeitura colocou, os visitantes deixaram R$ 37”, avaliou Greca.

Um levantamento do Instituto Municipal de Turismo aponta que, em 2018, os espetáculos natalinos da cidade reuniram cerca de 615 mil pessoas, o dobro de público em relação a 2017 (300 mil). Dos que acompanharam os eventos em 2018, 92,2 mil eram turistas, um crescimento de 54% em relação ao ano anterior, quando a capital recebeu cerca de 60 mil pessoas de outros locais.

NATAL SOLIDÁRIO

Para este ano, a prefeitura de Curitiba, por meio da Fundação de Ação Social, ainda pretende arrecadar cerca de 80 mil brinquedos com a campanha Natal Solidário, que segue até o dia 29 de novembro. Segundo Thiago Ferro, presidente da FAS, a ideia é coletar e receber da população brinquedos novos que possam ser distribuídos às crianças carentes da capital paranaense.

“São crianças que não recebem brinquedos e presentes de Natal, pessoas que vivem em situação de pobreza e até de miséria. Então é uma forma da Prefeitura proporcionar um Natal solidário para essas crianças. Nós queremos fazer uma grande festa na Ópera de Arame entregando simbolicamente para 1200 crianças atendidas pelas dez regionais da Prefeitura”, explicou Ferro.

As doações podem ser feitas diretamente na sede da FAS, que fica na Rua Eduardo Sprada, número 4.520, no bairro Campo Comprido. Também haverá caixas de coleta em pontos espalhados pela cidade.

brittes, caso daniel, daniel corrêa, defesa, família, júri popular, homicídio, réus

Em alegações finais, família de Daniel pede que acusados sejam levados a júri popular

O advogado que representa a família do jogador Daniel Corrêa Freitas, morto em outubro do ano passado, pediu em alegações finais que os sete acusados pelo assassinato sejam levados a júri popular. Entre os denunciados está o empresário Edison Brittes, que é réu confesso.

De acordo com o criminalista, Nilton Ribeiro, cinco dos sete réus devem ser pronunciados pelos crimes de homicídio qualificado por motivo torpe, meio cruel e dificuldade de defesa da vítima. Edison Brittes é o único dos sete envolvidos que segue preso.

Decisões recentes da 1ª Vara de São José dos Pinhais, na região metropolitana de Curitiba, garantiram a liberdade condicional de Cristiana Brittes e Allana Brittes, além de outros três acusados pelo crime.

No dia 08 de outubro, o MPPR (Ministério Público do Paraná) já havia se manifestado e apresentado as alegações finais do caso, também pedindo o júri popular a todos que participaram da morte do jogador.

CASO DANIEL

Divulgação/São Paulo

Daniel Corrêa foi encontrado morto em 27 de outubro de 2018, perto de uma estrada rural da Colônia Mergulhão, em São José dos Pinhais, na região metropolitana de Curitiba. O corpo apresentava sinais de agressões e mutilações. Antes de ser morto, o jogador estava na festa de aniversário da filha de Edison, Allana, em um bar e depois seguiu com amigos para a casa da família Brittes, onde a comemoração continuou.

O assassino confesso diz que cometeu o crime para defender a esposa de uma tentativa de estupro. Isso teria ocorrido em um quarto da casa da família. A tentativa de estupro não foi confirmada nas investigações.

O processo judicial que apura o caso está chegando a uma fase decisiva. As alegações finais já foram apresentadas pelo Ministério Público Estadual e pelas defesas dos sete réus. Esta é a última etapa antes de a juíza definir se os acusados vão a júri popular.

Além de Edison Brittes, respondem ao processo por envolvimento no crime a esposa e a filha dele, Cristiana e Allana Brittes, Ygor King, Eduardo Henrique Ribeiro da Silva, David Willian Vollero Silva e Evellyn Brisola Perusso.

maia pacote anticrime excludente de ilicitude

Em recado a Bolsonaro, Maia prega cuidado com excludente de ilicitude

Em passagem por Curitiba, Rodrigo Maia pregou cautela na análise sobre a excludente de ilicitude, tema abordado no pacote anticrime. Segundo o presidente da Câmara, o projeto do ministro Sergio Moro (da Justiça e Segurança Pública) deve ir à votação no Congresso Nacional dentro de três semanas e a tendência é até 70% do texto deva ser aprovado.

O assunto ganhou destaque após a morte de Ágatha Vitória Sales Félix. A menina de oito anos foi assassinada no Complexo do Alemão com um tiro de fuzil nas costas. Familiares e moradores atribuem o ataque à Polícia Militar do Rio de Janeiro, que nega.

“Esse tema é polêmico. Da forma como esteja escrito, você pode estar de fato protegendo um policial em combate ou liberando demais para que uma vítima possa perder a vida. É uma decisão que tem que ser feita mais sem a emoção, com cuidado e cautela. O equilíbrio é o que leva o Brasil ao melhor caminho para a Legislação sobre esse tema”, disse.

A defesa é um recado para o presidente Jair Bolsonaro. Com o excludente de ilicitude, o governo pretende preservar juridicamente policiais que matam em serviço e perdoar agentes de segurança presos por violência policial.

“Pode ampliar demais a possibilidade da ação do policial. Sabemos que o problema da segurança pública precisa de um trabalho muito grande de prevenção, investimento em tecnologia e nas fronteiras”, completou Maia.

MUDANÇA NA POSIÇÃO DE MORO

Além disso, Maia também apontou que o ministro Sergio Moro teve uma mudança em sua postura. O ex-juiz federal se manifestou e declarou que a morte de Ágatha não tem qualquer relação com a proposta de legítima defesa constante no pacote anticrime.

“O ministro Moro tinha, no começo do ano, posições divergentes do que ele defendeu ontem e hoje em relação ao excludente. A posição dele (Moro) era muito mais na defensiva, como se fosse uma posição do presidente e não dele, do que tem hoje. Ele mudou de posição, é legítimo, respeito a posição do ministro”, finalizou Maia, dizendo que não queria polemizar.

Natal - Palácio Avenida - Curitiba - Bradesco

Bradesco confirma datas do espetáculo de Natal em Curitiba

As apresentações de Natal no Palácio Avenida em Curitiba ganharam datas para e edição de 2019. Segundo o Bradesco, a estreia será realizada no dia 6 de dezembro e ficará em exibição até o dia 22 de dezembro.

As apresentações duram em média 45 minutos e contam com a participação de crianças de escolas municipais de Curitiba e de instituições de acolhimento apoiados pelo banco organizador do evento.

Novamente o horário de exibição do espetáculo é às 8h15 da noite, embora o tema para a edição deste ano ainda não tenha sido definida.

Turismo de Natal cresce em Curitiba

Junto das apresentações de Natal no Palácio Avenida, as outras atrações natalinas em Curitiba registraram bons números de presentes em 2018.

Segundo o Instituto Municipal de Turismo, cerca de 615 mil pessoas prestigiaram todos os 70 eventos natalinos da cidade no ano passado, número 105% superior ao registrado em 2017 (300 mil expectadores).

Desse número, 92,2 mil expectadores eram turistas. Esse índice representa crescimento de 54% em relação ao ano de 2017, quando 60 mil pessoas visitaram a capital paranaense no Natal.

maurício fanini condenado operação quadro negro

Quadro Negro: Maurício Fanini, ex-diretor da SEED, é condenado a 25 anos de prisão

O ex-diretor da SEED (Secretaria de Estado da Educação) Maurício Fanini foi condenado nesta terça-feira (10) a 25 anos de prisão no âmbito da Operação Quadro Negro. As ações do MP-PR (Ministério Público do Paraná) apuram desvios de cerca de R$ 30 milhões em recursos que deveriam ter sido usados na construção e reformas de escolas públicas no Paraná entre os anos de 2013 e 2015.

Delator, Fanini teve o pedido de perdão judicial negado pelo juiz Fernando Bardelli Fischer, da 9ª Vara Criminal de Curitiba. Na primeira sentença relacionada à Quadro Negro, o magistrado também condenou outras 11 pessoas.

Mesmo considerando a redução de 1/3 da punição, prevista no acordo de colaboração premiada de Maurício Fanini, o juiz calculou a pena dele em 27 anos de reclusão. No entanto, a pena foi diminuída novamente para 25 anos de prisão – o máximo estipulado no acordo homologado pelo TJ-PR (Tribunal de Justiça do Paraná).

“O perdão judicial não está previsto no acordo de colaboração celebrado pelo réu, além de não se mostrar adequado diante da gravidade das condutas por ele praticadas”, decidiu Fischer, negando o pedido de extinção da punibilidade.

Além da prisão em regime inicial semiaberto, a sentença ainda prevê o pagamento de uma multa de R$ 320 mil reais.

Primeiros condenados da Quadro Negro

Além de Maurício Fanini, o juiz Fernando Bardelli Fischer condenou outras 11 pessoas. Esta é a primeira sentença relacionada a ações penais derivadas da Operação Quadro Negro.

  • Núcleo SEED:
    • Maurício Fanini: 25 anos (delator)
    • Patricia Baggio: 1 ano e 2 meses
    • Evandro Machado: 27 anos, 8 meses e 5 dias
    • Bruno Hirt: 6 anos
    • Mauro Mafesson: 1 anos e 2 meses
    • Angelo Dias Menezes: 3 anos, 5 meses e 10 dias
  • Núcleo Valor Construtora:
    • Eduardo Lopes de Souza: 15 anos (delator)
    • Viviane Lopes de Souza: 12 anos, 5 meses e 8 dias
    • Gustavo Lopes de Souza: 13 anos e 9 meses (delator)
    • Tatiane de Souza: 9 anos e 5 meses
    • Vanessa de Oliveira: 13 anos e 9 meses (delatora)
    • Ursulla Ramos: 4 anos

Em novembro do ano passado, o ex-diretor da Secretaria de Educação do Paraná firmou acordo de colaboração com o Ministério Público do estado e afirmou que o dinheiro desviado das escolas serviu para abastecer campanhas eleitorais do ex-governador Beto Richa.

Fanini foi quem apontou Richa como principal beneficiário do esquema de corrupção. O tucano também é réu no âmbito da operação, em outros três processos, e tem dito que Fanini mente para obter os benefícios do acordo de colaboração.

A primeira etapa da operação Quadro Negro foi deflagrada em julho de 2015 e de lá para cá outras seis fases foram realizadas.

aras na pgr protestos mpf 15 estados José CruzAgência Brasil

Procuradores de 15 estados protestam contra a indicação de Aras à PGR

Procuradores da República de pelo menos 15 estados do país participaram de protestos, nesta segunda-feira (9), contra a indicação de Augusto Aras para o cargo de procurador-geral da República. As manifestações defendem o mecanismo democrático da lista tríplice para as indicações.

Desde 2003, no início do governo de Luiz Inácio Lula da Silva, todos os procuradores-gerais integravam a lista escolhida pelos membros do MPF (Ministério Público Federal). Criada em 2001, a classificação apresenta os três procuradores mais votados pelos pares de todos os MPFs do país.

Desta vez, o presidente Jair Bolsonaro quebrou a tradição e indicou o subprocurador Augusto Aras para a suceder a Raquel Dodge na PGR (Procuradoria-Geral da República).

De acordo com a diretora da ANPR (Associação Nacional dos Procuradores da República), Hayssa Medeiros, a lista tríplice reafirma a importância da autonomia do MPF frente aos poderes da República.

“A importância da lista é justamente trazer uma transparência maior para que o presidente da República ouça a instituição. Para que ele avalie os três nomes que foram avalizados pela classe e que apresentaram publicamente suas propostas em relação à instituição e temas jurídicos que estão em debate no Brasil”, apontou.

“E dentro destes nomes [indicados pela lista tríplice] o presidente pode ter uma escolha clara, concreta e que evite também acusações de que ele esteja escolha uma pessoa que lhe agrade pessoalmente ou que venha para determinada funcionalidade que não esteja prevista na constituição”, argumentou.

Para a ANPR, a lista tríplice também representa a independência de seus membros para a realização de funções constitucionais. No Rio de Janeiro, um grupo de procuradores carregou uma faixa em frente ao prédio da Procuradoria Geral da República no Estado e leu a carta divulgada pela Associação Nacional da categoria. O documento classifica a indicação de Jair Bolsonaro como um retrocesso.

Segundo colocado na votação para a lista tríplice, em junho, o procurador Blal Dalloul, da PGR no Rio de Janeiro, disse que a decisão do presidente pode afetar a autonomia do órgão e os interesses públicos.

“A nossa independência e autonomia não podem ser arranhadas. E não vamos aceitar isso. Realmente a PGR pode vir a ser um balcão de negócios [caso Aras assuma o cargo], e isso não vamos aceitar”, disparou.

Augusto Aras é apontado como um procurador afastado da categoria, sem liderança entre os membros do MPF, mas com discurso alinhado ao do Palácio do Planalto. Para sustentar a indicação do subprocurador, o Governo Federal argumenta que a lista traz vícios da política partidária supostamente combatida por Jair Bolsonaro.

O indicado pelo presidente ainda precisa ser sabatinado e ter o nome aprovado pelo Senado antes de tomar posse.

TJ nega anulação de ação que condenou ex-diretor da Alep

Por 2 votos a 1, os desembargadores do Tribunal de Justiça do Paraná negaram recurso da defesa do ex-diretor-geral da Assembleia Legislativa do Paraná, Abib Miguel, para que uma das ações a qual foi condenado fosse anulada. Os advogados tentavam invalidar um julgamento no qual Bibinho, como é conhecido, foi sentenciado a 15 anos de prisão pela contratação de uma família de funcionários fantasmas.

Bibinho é acusado de comandar um esquema de desvio de dinheiro público revelado pela série Diários Secretos, revelada pela Gazeta do Povo e pela RPC em 2010. Na apelação, analisada pela 2ª Câmara Criminal do TJ, a assessoria jurídica do ex-diretor argumentava que a operação Ectoplasma II, de maio de 2010, não poderia ter sido autorizada por um magistrado de primeiro grau, já que haveria a possibilidade de atingir pessoas com foro privilegiado.

Além disso, a defesa de Abib Miguel questionava a validade das provas que foram colhidas na Assembleia Legislativa durante cumprimento de mandado de busca e apreensão. O Ministério Público entende que a operação foi legal e destaca que o conjunto de provas vai além das que foram obtidas na Casa Legislativa. O julgamento do recurso durou cerca de duas horas. Votaram contra o pedido da defesa os desembargadores José Maurício Pinto de Almeida e José Carlos Dalacqua.

Ambos mantiveram o entendimento de recente decisão do Supremo Tribunal Federal que diz que um prédio não tem prerrogativa de foro e, portanto, que não houve ilegalidade na autorização da operação policial. Já o desembargador Francisco Pinto Rabello Filho, concordou com a tese dos advogados de Bibinho, afirmando que a operação Ectoplasma II deveria ser anulada, já que só poderia ter sido autorizada pela segunda instância judicial.

Abib Miguel está preso desde fevereiro do ano passado no Complexo Médico Penal, em Pinhais, na Grande Curitiba. A defesa do ex-diretor geral da Assembleia Legislativa do Paraná prefere  não se manifestar neste momento, já que ainda cabe recurso da decisão para a 1ª Câmara do TJ.

arrastões assaltos transporte público de curitiba violência geraldoAGB

Transporte público de Curitiba tem média de dois arrastões ou assaltos por dia

No primeiro semestre deste ano, o transporte público de Curitiba registrou 373 ocorrências de assaltos e arrastões em ônibus e terminais da capital paranaense. De acordo com dados da Secretaria de Segurança Pública e Administração Penitenciária do Paraná, em média, são atendidos dois casos por dia no sistema.

Em comparação com o mesmo período do ano passado, quando foram contabilizados 606 roubos ou furtos, as ocorrências de janeiro a junho de 2019 diminuíram 38,4%.

O Sindicato dos Motoristas e Cobradores de Ônibus de Curitiba e Região Metropolitana não contesta os dados apresentados pela Sesp. No entanto, o diretor do setor de inteligência do Sindimoc, Ari Dario Pereira, diz que os números podem estar subnotificados, já que os passageiros deixam de registrar boletim de ocorrência.

“Então a gente que acompanha sabe que esse número é até maior. A gente vê que a população reclama e tem medo de usar o transporte público de Curitiba, mesmo com as operações da Polícia Militar e da Guarda Municipal”, relatou.

Já o diretor da Guarda Municipal de Curitiba, Odgar Nunes Cardoso, diz que a corporação intensificou as operações para coibir a ação de ladrões no sistema de transporte coletivo de Curitiba. De acordo com ele, a partir das denúncias feitas pela população, a Guarda faz um mapeamento de locais e horários em que há um maior número de ocorrências e, com isso, passa a fazer um monitoramento mais frequente.

“Nós temos um grupo de inteligência que em conjunto com as polícias Militar e Civil. Fizemos nosso planejamento por meio desses índices, com base nas denúncias dos usuários. A gente vai nas linhas e nos horários que estão dando mais problema”, defendeu.

A Guarda Municipal acrescenta ainda que a instalação de câmeras de segurança dentro de algumas linhas de ônibus da capital também tem ajudado a identificar suspeitos e inibir casos de furtos e roubos.

Para Sindimoc, mais que a instalação de câmeras de monitoramento em estações-tubo e ônibus do transporte público de Curitiba, seria necessária a criação de uma delegacia especializada no atendimento a este tipo de crime, como assaltos e arrastões.

A Guarda Municipal pede que a população faça o registro das ocorrências pelo telefone 153 ou pelo 190 da Polícia Militar.

Raphael Suss Marques Renata Muggiati

Caso Renata Muggiati: interrogado pela 1ª vez, médico diz que fisiculturista se suicidou

O médico Raphael Suss Marques, acusado de matar a namorada e fisiculturista Renata Muggiati, em 2015, foi interrogado nesta quinta-feira (15) e reafirmou a tese de suicídio. Foi o primeiro depoimento do réu à Justiça. Segundo a defesa, ele respondeu a todos os questionamentos.

O depoimento foi realizado no Juizado de Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher de Curitiba. A audiência começou às 14h30 e durou cerca de uma hora.

Suss Marques, que foi preso novamente em fevereiro deste ano, responde por lesão corporal, fraude processual e homicídio qualificado.

O advogado Edson Vieira Abdala, que representa o réu, disse que todas as dúvidas processuais foram esclarecidas durante a audiência e nega que o médico tenha cometido o crime.

“A instrução processual está dissipando todas as dúvidas em relação ao caso. E essa dissipação destas dúvidas vem ao encontro da tese da defesa que é a negativa de autoria”, defendeu o criminalista.

De acordo com o advogado, após a audiência, a juíza do caso ainda solicitou a produção de outras provas, entre elas, uma nova perícia que deve esclarecer divergências entre dois exames de necropsia sobre a causa da morte da atleta.

“Ainda há a possibilidade de requerimento sobre acareações, sobre dúvidas processuais, sobre novas provas periciais, e inclusive a juíza poderá determinar uma nova prova. Nós temos duas provas oficiais que indicam caminhos opostos”, aponta Abdala. “Então o Código de Processo Penal prevê a possibilidade de que a juíza determine uma terceira perícia, feita por um perito de sua confiança, independentemente de segurança ou vínculo com o IML”, completa.

O MPPR (Ministério Público do Paraná) e a assistência da acusação reforçam a tese de que Suss Marques asfixiou a vítima e jogou o corpo pela janela do apartamento para simular um acidente. A Justiça, depois de ouvir o réu, agora aguarda até a semana que vem as alegações finais de defesa e acusação. Depois disso será decidido se Raphael Suss Marques vai, ou não, a júri popular.

O CASO

Foto: Reprodução

Renata Muggiati morreu na noite de 12 de setembro de 2015. A suspeita é de que ela tenha sido asfixiada e atirada da janela do 31º andar pelo namorado. Fotos e mensagens enviadas por celular, anexadas ao processo, reforçam a tese de que ela era vítima constante de agressões.

Raphael Suss Marques foi preso em setembro e, novamente, em janeiro de 2016. Acabou solto após seis dias por meio de um habeas corpus. Ele respondia ao processo em liberdade com o uso de tornozeleira eletrônica até ser preso em fevereiro deste ano por descumprir medidas cautelares.

Suss Marques nega o crime e alega que Renata se suicidou.

Foram realizados, ao todo, três exames no corpo de Renata – dois deles apontaram que ela teria sido asfixiada antes de cair pela janela. O último exame, feito após a exumação do corpo, concluiu que a atleta foi morta antes da queda.