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Victor Raimundi

obras atrasadas

Prefeitura de Maringá garante entrega do novo Terminal Intermodal; construtoras discordam

A Prefeitura de Maringá garante a finalização das obras do Terminal Urbano Intermodal Dr. Said Felício Ferreira, ainda para a segunda quinzena deste mês. As duas construtoras envolvidas na obra, entretanto, alegam mais atrasos.

Segundo o engenheiro responsável pela Salver, construtora encarregada pela estrutura metálica do mezanino e dos pontos de embarque e desembarque, Fagner Rafaeli, a entrega está na dependência de uma série de fatores. “Existe a dependência de outras partes, o que pode acabar atrasando alguns processos”, explicou.

Já o diretor da Sial, empresa responsável pela fundação e acabamento da obra, Pedro Rossi, projeta a entrega final do terminal para dezembro. “Agora o prazo de entrega é realmente dezembro. Sem data definida ainda porque depende da prefeitura, se vai querer fazer um evento de entrega ou não”, disse. Esta seria a quinta vez que a data de entrega seria prorrogada.

O prazo atual foi informado pela prefeitura há menos de dois meses, no dia 18 de setembro.

Há divergência também no posicionamento das construtoras responsáveis pela obra. A Salver avalia, inicialmente, que o andamento dos trabalhos está em ritmo acelerado, tendo em vista as grandes proporções que o terminal terá quando concluído.

“Não podemos colocar os vidros se a outra empresa não terminar o piso. A dependência de outras partes, como a outra empresa responsável (Sial), terceirizadas e fatores climáticos. É muito complicado para se trabalhar e estabelecer prazos nesse cenário, é difícil até para a própria prefeitura”, pontuou Fagner.

A Sial, entretanto, apresenta mais detalhes da real situação da obra. “O planejamento da gestão passada, com o ex-prefeito Roberto Pupin (PP), dividiu a obra. A Sial ficou com a fundação, enquanto a Salver venceu a licitação referente à estrutura metálica. Tivemos que aguardar a outra empresa [Salver] concluir sua parte para poder iniciar a parte de acabamento”, comentou Rossi.

A assessoria da prefeitura reafirmou a previsão dada em setembro como prazo oficial, alegando que além do processo estar dentro do prazo e sem atrasos, não responde pelos rumores.

Procurado pela reportagem, o secretário da Mobilidade Urbana, Gilberto Purpur, disse que a responsabilidade da obra do terminal é da SEMOP (Secretaria Municipal de Obras Públicas), mas, também que “basicamente, quem define a entrega de obra é o construtor. Se ele termina, há a entrega. Se ele não termina, não há.”

RELEMBRE OS ATRASOS

Além dos atrasos, a construção acumulou também polêmicas dos mais diferentes sentidos durante seu andamento. Na Câmara dos Vereadores de Maringá, 13 irregularidades foram apontadas pelo relatório da CPI instaurada para investigação do projeto em 2017.

O mais grave dos apontamentos era referente a diferença entre os 32 mil m² pagos para a construção e os 22 mil m² entregues na documentação final. A discrepância passou dos 30% de área total e correspondeu à um gasto extra de R$786,8 mil.

Em fevereiro de 2019, 15 pedreiros se negaram a trabalhar devido a um atraso nos salários desde dezembro do ano anterior. A Sial Engenharia, responsável pelo repasse, alegou que o problema se devia ao atraso da prefeitura à empresa. De acordo com representantes da empresa na época, o valor atrasado era de R$ 900 mil.

Além das reclamações geradas pelos desconfortos da estrutura dos pontos de ônibus improvisados e pelas mudanças propostas no trânsito, os comerciantes da área protestaram em setembro desse ano. Com mesas, bloquearam por cerca de 30 minutos a Rua Joubert de Carvalho, no intuito de chamar a atenção das autoridades para a demora da construção.

Os manifestantes reclamavam que a mudança do fluxo de pessoas para a praça Raposo Tavares atrapalhava o movimento de seus negócios, além de cobrar fiscalização mais eficiente sob os ambulantes que começaram a trabalhar próximos dos pontos provisórios.

Damares Alves recebe famílias de imigrantes venezuelanos em Maringá

A ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, Damares Alves, participou da cerimônia de recepção de familiares de 49 motoristas venezuelanos que viram, em Maringá, a oportunidade de buscar uma vida melhor.

Os profissionais concluíram, nas últimas semanas, treinamento em uma transportadora onde vão trabalhar. Eles puderam receber suas famílias por meio de uma parceria do Exército Brasileiro, via “Projeto Acolhida”, da ONU (Organização das Nações Unidas), e do Instituto Sendas, que auxiliou a empresa contratante na recepção geral dos imigrantes.

Com o foco em melhor distribuir o fluxo de imigração no país, Damares destacou a importância da boa recepção dessas famílias em cidades de todas as regiões do território nacional, oferecendo não só emprego, mas também, estrutura domiciliar.

“O nosso maior desafio é interiorizar. Roraima recebe em torno de 800 a 1.000 pessoas por dia, o que dá 30 mil pessoas por mês, seja para ficar permanentemente ou temporariamente, passando para outros lugares”, explicou a ministra.

Na base desse recomeço para os trabalhadores e suas famílias, está o Instituto Sendas. A ONG foi criada por imigrantes de diversos países e brasileiros, e tem por objetivo ajudar na integração e na empatia da comunidade com os recém-chegados.

Na organização, além do projeto de oito meses de acolhimento cultural, social e econômico, as pessoas que forem acolhidas terão à disposição uma nova sede, que será inaugurada na sexta-feira (25), às 19h, em Maringá.

“Nós reconstruímos uma casa abandonada com muitas doações, de diversos tipos. Tivemos ajuda financeira, de materiais de construção, tanto de empresas quanto de pessoas físicas. Recebemos muito apoio da população para revitalizar a casa, e agora poderemos revitalizar a vida dessas pessoas”, pontuou Erick Perez, presidente do Sendas.

MAIS OPORTUNIDADES

De acordo com Perez, o centro terá funcionalidades diversas. Prestará apoio para os imigrantes em questões pessoais, jurídicas e de orientação sobre direitos humanos, além de oferecer oportunidades de desenvolvimento profissional por meio de oficinas e estudo de português e demais línguas estrangeiras.

O espaço apresentará também ala de auxílio para o público feminino, com projetos como a sala de atendimentos humanizados para mulheres e aconselhamento de aleitamento materno para imigrantes e brasileiras.

paraná idoso

Idoso tem fratura exposta depois de conflito por multa de R$ 7 no Paraná

Um idoso de 64 anos está hospitalizado no Hospital Metropolitano de Sarandi, no norte do Paraná, após passar por cirurgia na noite da terça-feira (22), devido à um conflito com funcionários do EstaR – Maringá (concessão do estacionamento rotativo da cidade), na tarde do mesmo dia.

Gilmar Tadeo Trevisan, agricultor de 64 anos, alega ter sofrido agressão por parte dos funcionários do serviço, devido a uma discussão referente ao cancelamento de uma multa. Segundo Trevisan, dentre outras agressões, um agente de trânsito chutou seu tornozelo e causou a fratura exposta, o que exigiu o procedimento cirúrgico.

Uma notificação no valor de R$ 7 reais foi o início de toda a situação. Ao notar o aviso no carro, o idoso recorreu a um agente do EstaR para se explicar e buscar mais informações. A partir daí, de acordo com o agricultor, os problemas começaram.

“Marquei no relógio do meu carro, quando cheguei em frente ao banco às 13h10 e saí de lá às 13h e trinta e poucos minutos. Deu 24 minutos. Eu faço as coisas certinho, tudo cronometrado para não dar problema”, pontuou Gilmar.

O idoso destacou também que se prontificou a pagar o valor, mesmo não concordando com a cobrança e que o deslocamento à sede do EstaR, para cancelar a multa, foi uma orientação do próprio agente da empresa.

“Eu ia pagar a multa, mas o funcionário falou que não precisava. Que por ser só 4 minutos, seria possível cancelar a multa na central do EstaR. Era próximo de onde estava, cheguei lá convicto de que cancelaria a multa, por ter seguido orientação deles. Mas me disseram que eles não cancelariam a multa, que tinha que pagar ou fazer recurso. Eu disse que eram apenas 7 reais, que iria pagar, mas tinham me orientado a vir aqui [sede do estar]. Disse que estavam me fazendo de bobo. ”

As respostas desencadearam o desentendimento entre as Gilmar e os funcionários no local. Um dos trabalhadores conseguiu gravar de um celular o ocorrido:

O idoso afirma somente ter levantado a mão apenas para impedir sua filmagem, e que as agressões se iniciaram naquele momento.

“Eu falei que ele não iria me filmar. Aí ele já me agrediu com um soco, tentaram segurar ele, mas ele pulou e me agrediu de novo. O gerente chamou o agente de trânsito. Um rapaz alto, forte. Me deu uma gravata, me jogou no chão, chutou e “bagaçou” minha perna, o termo é esse, “bagaçou” meu tornozelo”, relatou.

“Veio um exército de ‘amarelo’ e de outros sem uniforme para me pegar. Rapidamente me pegaram do chão e me esconderam em uma sala lá no fundo, porque tinha muita gente vindo de fora e estavam com medo de filmagem. Começaram a me interrogar, disseram que eu excedi 4 minutos, que eu estava errado, que eu estava alterado”, complementou. Trevisan alega ter problemas auditivos como justificativa pela sua fala mais alta.

O OUTRO LADO

A prefeitura de Maringá se manifestou sobre o fato através de uma nota da Secretaria de Mobilidade Urbana. No texto, o município apresenta versões diferentes dos fatos divulgados por Gilmar. De acordo com o comunicado, o idoso havia realmente excedido o horário de tolerância, 30 minutos, e já havia direcionado sua reclamação ao orientador de estacionamento EstaR pedindo o cancelamento da multa.

“O proprietário do veículo, G.T.T, chegou e contestou o procedimento, insistindo para que o auto de infração fosse cancelado. O orientador recursou, argumentando que isso não seria possível, e recomendou que procurasse a central do Estar, localizada a poucos metros do local, para fazer a regularização (R$ 7,00) ou preencher requerimento para recorrer do procedimento.”

Ex-advogado, contador e auditor, Gilmar Trevisan anunciou que já está preparando os processos em âmbito cível e criminal contra o município e contra os funcionários envolvidos nos eventos.

Confira, na íntegra, a resposta da Prefeitura de Maringá:

Às 13h02 desta terça, 22, orientador do estacionamento regulamentado (Estar) registrou presença de veículo Toyota, modelo Bandeirantes, em vaga localizada na esquina da avenida Getúlio Vargas com Neo Martins. Retornou ao local às 13h34, portanto, mais de 30 minutos da tolerância aceita no sistema, e lavrou auto de infração.

Neste momento, o proprietário do veículo, G.T.T, chegou e contestou o procedimento, insistindo para que o auto de infração fosse cancelado. O orientador recursou, argumentando que isso não seria possível, e recomendou que procurasse a central do Estar, localizada a poucos metros do local, para fazer a regularização (R$ 7,00) ou preencher requerimento para recorrer do procedimento. Negou-se, insistindo no cancelamento do auto de infração, mas acabou se deslocando até a central.

Nervoso, manteve a atitude confrontosa e desafiadora. Ao observar que estava sendo filmado pelo orientador Fábio Rogério Onishi, o agrediu. Ao tentar contê-lo, o chefe de serviço, Marcelo Oliveira David, foi chutado, momento em que G.T.T se feriu na perna.

Contido, foi levado para a sala da gerente do Estar, Janaína Ferreira, que acionou o Samu para atendimento médico. Também foram acionadas a Polícia Militar e a Guarda Municipal para registrar a ocorrência. Servidores envolvidos no incidente também registraram boletim de ocorrência e, na manhã desta quarta, 23, realizaram exame de corpo delito.”

Médico - Maringá - Reutilização de equipamentos

Médico de Maringá é desligado após reutilizar material cirúrgico

Um médico urologista do HM (Hospital Municipal de Maringá) foi flagrado pela vigilância sanitária com equipamento reutilizado durante procedimento cirúrgico. Logo após a verificação, o Gaeco (Grupo de Atuação Especial e Combate ao Crime Organizado) e o Ministério Público foram acionados para verificar a denúncia.

“Os materiais que são comprados pelo hospital municipal são comprados por licitação, tem todo o processo de rastreabilidade e eles não são reutilizados. Agora, o instrumental cirúrgico específico do profissional médico, fica sob responsabilidade dele”, explicou o secretário Municipal de Saúde, Jair Biatto, na manhã desta terça-feira (22).

Como resposta, o HM abriu procedimento interno para apurar todos os passos destes tipos de materiais, além de já ter desligado o médico de seu cargo no hospital. O urologista já prestava atendimento há duas gestões municipais e, ainda segundo a secretaria, nunca havia recebido reclamações de pacientes ou supervisores durante o período. O médico prestava serviço de maneira terceirizada ao município.

Biatto enfatizou que o posicionamento adotado pelo HM, referente à liberdade dada para que os médicos tragam seus próprios equipamentos, sobretudo em casos de utilização mais específica, é recorrente e ocorre também em outros hospitais.

“Isso acontece também em alguns outros hospitais, inclusive, da iniciativa privada. Onde há cirurgias muito específicas, o médico acaba levando seu próprio material cirúrgico”, destacou o secretário.

AUTOCLAVE

A operação Policial “Autoclave” deflagrou nas cidades de Maringá, Mandaguaçu e Sarandi, um esquema de vendas de materiais médicos de urologia reutilizados, no final do mês de setembro. No dia 24, cinco pessoas foram presas, sendo três mandados de prisão preventiva e dois de prisão temporária.

Segundo a investigação, três integrantes principais eram empregados de empresas que trabalhavam no setor de distribuição de materiais para cirurgias. Posteriormente, desviavam os materiais que tinham sido utilizados na cirurgia, levavam para esterilizar e depois revendiam. O esquema rendia aos participantes cerca de R$ 3 mil por procedimento.