Mãos Amigas: detentos já revitalizaram 600 escolas no Paraná

Mariana Ohde

Com BandNews Curitiba

Mais de 600 escolas paranaenses da rede estadual de ensino foram beneficiadas, em cinco anos, por meio, do programa Mãos Amigas. A iniciativa do governo do Paraná conta com a participação de detentos do regime semiaberto da Penitenciária de Piraquara, na Região Metropolitana de Curitiba.

Por meio do projeto, os presos são convidados a realizar obras de melhorias em escolas estaduais e outros órgãos do governo do Paraná. Eles executam trabalhos de pintura, jardinagem, limpeza e pequenos reparos.

De acordo com o diretor da Colônia Penal Agroindustrial, de Piraquara, Ismael Meira, a medida é uma forma de contribuir para o processo de ressocialização dos presos. “Esse é um projeto muito bom, um dos melhores que o governo do estado tem. Ele alia a ressocialização dos presos e, ao mesmo tempo, a manutenção dos colégios estaduais”, conta.

“Nós temos quatro equipes com 32 presos que saem para vários colégios para fazer esses reparos”, explica.

E há outro benefício: no programa, cada três dias de trabalho representam um dia a menos de prisão. “[O detento] fica ocupado, ele tem a mente ocupada. Ele está aprendendo uma profissão – ele está trabalhando de pedreiro, de carpinteiro, de roçador. Ele gera uma renda para a família dele. E mais uma vantagem: ele vai reduzir pena”, afirma, ressaltando que a redução também represente economia para o Estado.

Foto: Hedeson Alves
Foto: Hedeson Alves

Cada detento recebe uma remuneração de R$ 700 por mês. Uma parcela de 20% é depositada em uma poupança – que é entregue após o término da pena. Os outros 80% são destinados à família.

Ressocialização

O projeto Mãos Amigas contribui para o processo de ressocialização e redução da pena do detento em regime semiaberto do Sistema Penitenciário Estadual.

“O programa é interessante pela capacitação profissional que eu recebo. Sou eletricista e com ele eu me atualizo sobre novos equipamentos e aprendo outras atividades profissionais”, disse André Paulo, um dos participantes do programa.

Ele acrescenta que o trabalha executado pelo detentos é uma oportunidade para ressocialização, além de ajudar na melhoria e conservação das escolas estaduais.

“A escola nos recebeu de braços abertos. Quando eu voltar ao convívio em sociedade terei condições de me manter e estarei atualizado”, concluiu André.

O programa Mãos foi criado em 2012 em uma parceria entre as secretarias estaduais da Educação e da Segurança Pública e Administração Penitenciária, por meio do Departamento Penitenciário do Paraná (Depen).

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