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Polícia prende dono da marca de refrigerantes Dolly

O empresário Laerte Codonho, um dos sócios da companhia de refrigerantes Dolly, foi preso na manhã desta quinta-feira (1..

Folhapress - 10 de maio de 2018, 12:20

O empresário Laerte Codonho, um dos sócios da companhia de refrigerantes Dolly, foi preso na manhã desta quinta-feira (10), em sua casa, na Granja Viana, em Cotia, na Grande São Paulo.

A Polícia Militar foi acionada pelo Ministério Público de São Paulo e acompanhou a prisão do executivo. Segundo a PM, não houve resistência. Ele foi levado para o 77º DP, na região central de São Paulo. Em nota, a SSP (Secretaria de Segurança Pública) de São Paulo informou que outra pessoa relacionada ao caso também foi apresentada no distrito, mas não revelou nomes.

A Dolly afirma que a prisão de Codonho é injusta, que ele sempre colaborou com as autoridades e que tem certeza de que o empresário provará sua inocência. "A defesa recorrerá da decisão e confia na Justiça."

A Folha apurou que a operação que resultou na prisão de Codonho está sob o guarda-chuva do Gedec (grupo especial do Ministério Público que investiga crimes contra a ordem econômica).

Segundo a TV Globo, investigações apontaram fraude fiscal estruturada, organização criminosa e lavagem de dinheiro, num total desviado de R$ 4 bilhões.

A Justiça considerou, de acordo com informações preliminares, que a empresa comandada por Codonho demitiu funcionários e os recontratou em outra companhia para fraudar o INSS (Instituto Nacional do Seguro Social).

Relembre

No ano passado, a Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo deflagrou a Operação Clone, contra a fabricante de bebidas da Dolly, por suspeitas de que a companhia teria retomado as atividades de modo irregular, a partir da criação de novas empresas, após ter sua inscrição estadual cassada em 2016.

A empresa tinha dívidas de R$ 2 bilhões em ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços). À época, a Dolly disse que não praticou sonegação fiscal e afirmou ter sido vítima de seu escritório contábil, que, segundo ela, omitiu durante anos do Fisco dados importantes, provocando um desfalque milionário com falsificação de sentenças, fraude de guias e documentos