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Moro proíbe cônsul da Grécia de deixar o país

O juiz federal Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal de Curitiba, responsável pelas ações penais da Operação Lava na primeira..

Roger Pereira - 20 de agosto de 2017, 13:15

O juiz federal Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal de Curitiba, responsável pelas ações penais da Operação Lava na primeira instância, determinou a retenção do passaporte do cônsul honorário da Grécia no Rio, Konstantinos Kotronakis. Acusado de participar de esquema de corrupção envolvendo o afretamento de navios da Petrobras, alvo da Operação Sem Fronteira, a 43ª fase da operação, não pode deixar o país nem a cidade de residência.

 

Moro também determinou o bloqueio de até R$ 5 milhões dos envolvidos na investigação, incluindo pessoas físicas e empresas. A força-tarefa da Lava-Jato pediu a prisão do cônsul, mas o juiz indeferiu.

“Relativamente a Konstantinos Georgios Kotronakis, embora sejam cabíveis tanto a prisão preventiva como a temporária, resolvo substituir as medidas mais drásticas por cautelares alternativas. Afinal, Konstantinos Georgios Kotromakis é cônsul honorário da Grécia no Brasil”, escreveu o juiz.

As investigações tiveram início a partir de relato do colaborador Paulo Roberto Costa. Segundo os procuradores, Kotronakis operou um esquema de facilitação de contratação de navios gregos por meio do fornecimento de informações privilegiadas e o pagamento de propinas. De acordo com a Lava-Jato, foi possível verificar “o recebimento de vantagens indevidas, em benefício dele, em contas ocultas no exterior, titularizadas por empresas offshores registradas em nome de terceiros”.

Segundo os investigadores, “há, ainda, evidências concretas de que esse ex-gerente também beneficiou as empresas Olympic Agencies e Perosea Shipping Co em contratos com a Petrobras”. Ontem, a defesa do cônsul informou que o cliente tem interesse em esclarecer os fatos e contribuir com o trabalho da Justiça.