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PF não descarta novo pedido de prisão contra Vaccarezza

Por Andreza Rossini, Mariana Ohde e Roger Pereira A Polícia Federal (PF) não descarta um novo pedido de prisão co..

Mariana Ohde - 23 de agosto de 2017, 11:18

Por Andreza Rossini, Mariana Ohde e Roger Pereira

A Polícia Federal (PF) não descarta um novo pedido de prisão contra o ex-deputado federal Cândido Vaccarezza (PTB), preso na sexta-feira (18) durante a Operação Abate e solto nesta terça-feira (23) após decisão do juiz Sérgio Moro.

Por causa da prisão de Vaccarezza, a PF acelerou a deflagração da Operação Abate II, 45ª fase da Operação Lava Jato, para esta quarta-feira (23). "Quando essa pequena fase de hoje foi solicitada, Candido Vaccarezza estava preso. Nós não contávamos com a soltura. Respeitamos a decisão de Sérgio Moro. Mas ela foi pedida em virtude da urgência que uma operação com réu preso demanda. Como ele não está mais preso, não temos mais a mesma urgência", explica o delegado Filipe Hile Pace.

Agora, com o andamento das investigações, é possível que Vaccarezza volte a ser detido. "Não descartamos , até porque temos bastante material, muitas oitivas, pessoas para serem ouvidas, esclarecimentos a serem prestados. Ainda não posso descartar essa hipótese", completa Pace.

Vaccarezza foi preso após o vencimento de sua prisão temporária. Ele deixou, por volta das 20h30, a carceragem da PF em Curitiba. Para a soltura, foi determinado o pagamento de fiança de R$ 1,5 milhão. No entanto, por conta do valor considerado elevado, o magistrado concedeu um prazo de 10 dias para que a defesa do ex-deputado levante o montante e faça o depósito em juízo.

Respondendo em liberdade, o ex-deputado está proibido de exercer cargo público, deixar o país (devendo entregar seu passaporte em 48 horas), ter contato com os demais investigados no caso e mudar de endereço. Além disso, está obrigado a comparecer a todos os atos do processo.

Entre os argumentos da defesa para a soltura de Vaccarezza, foi apresentado documento comprovando o agendamento de uma biópsia de próstata para a investigação de uma suspeita de tumor. Sérgio Moro determinou, também, que o resultado do exame seja anexado ao processo.