câmara de apucarana
Compartilhar

André Vieira afirma ter conhecido doleiro através de Joesley Batista

BandNewsCuritibaEm depoimento na Polícia Federal, o operador André Vieira, detido na mais recente etapa da Lava J..

Jordana Martinez - 04 de agosto de 2017, 16:55

BandNewsCuritiba

Em depoimento na Polícia Federal, o operador André Vieira, detido na mais recente etapa da Lava Jato, afirmou que conheceu o doleiro Lúcio Funaro por meio do empresário da JBS, Joesley Batista. O doleiro que também está preso, é acusado de ser o operador financeiro do ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha.

No depoimento, Vieira disse ainda que recebeu R$ 3 milhões em espécie da Odebrecht, mas o montante não era propina. Segundo ele, o valor foi cobrado de uma consultoria feita à empreiteira com intermédio do ex-presidente da Petrobras, Aldemir Bendine, mas o dinheiro não teria sido repassado ao ex-executivo. André Vieira foi preso na 42ª etapa da lava jato acusado de intermediar o pagamento de propina Bendine.

O depoimento foi prestado no último dia 31 de julho na sede da Polícia Federal em Curitiba com a presença do Procurador da República, Athayde Costa. Apesar de conhecer Funaro, Vieira relatou que nunca fez nenhum tipo de negócio com o doleiro. Funaro foi detido em julho de 2016, durante a Operação Sépsis, um desdobramento da Lava Jato. Ele está preso no Presídio da Papuda, em Brasília.

O nome dele aparece na delação da JBS. Joesley Batista afirmou à Procuradoria Geral da República que o presidente Michel Temer teria dado aval à compra do silêncio do ex-deputado e do doleiro. Ambos receberiam uma “mesada” para não delatarem ninguém do esquema.

Por meio da quebra do sigilo telefônico, o Ministério Público Federal descobriu que o doleiro e o operador financeiro realizaram uma série de telefonemas durante os anos de 2014 e 2016. Somente em janeiro de 2015, ocorreram 19 ligações. Naquele mês, de acordo com delatores da Odebrecht, teriam ocorrido reuniões entre os ex-executivos da empreiteira e o ex-presidente da Petrobras, Aldemir Bendine. Segundo as investigações, nos encontros teria sido acertado o pagamento de propina, o que garantiria a participação da Odebrecht em licitações da Petrobras.