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Defesa de Lula aposta em fraudes no sistema de propinas da Odebrecht

Os advogados do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva divulgaram uma nota, na tarde deste domingo (25), em que apontam..

Fernando Garcel - 25 de fevereiro de 2018, 18:30

Os advogados do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva divulgaram uma nota, na tarde deste domingo (25), em que apontam indícios de que o principal sistema do setor de propinas da Odebrecht, conhecido como "MyWebDay", sofreu adulterações antes de ser entregue ao Ministério Público Federal (MPF) como parte do acordo de colaboração da empresa.

Segundo a defesa de Lula, o laudo entregue pela PF na última sexta-feira (23) não apontou a existência de documentos que vincule os contratos da Petrobras com o ex-presidente e que existem indícios de que o houve destruição de informações deliberadamente. A ação penal apura o pagamento de vantagens indevidas na aquisição de um imóvel para o Instituto Lula.

"A análise dos históricos de comandos revelou ainda que 3 dessas máquinas virtuais tiveram o conteúdo de seus arquivos deliberadamente 'destruídos' através do comando 'shred', cuja principal funcionalidade é sobrescrever arquivos com dados aleatórios, de modo a destruir o conteúdo dos arquivos, com objetivo de impedir a leitura dos dados previamente existentes ou recuperação por meio de ferramentas forenses", parafraseia a defesa do ex-presidente ao citar um trecho do laudo na nota.

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Na sexta-feira (23), o juiz federal Sérgio Moro, responsável pelos processos da Operação Lava Jato em primeira instância, deu mais 30 dias para que a Polícia Federal (PF) realize uma nova perícia no sistema na ação penal que investiga um sítio em Atibaia.

Depoimentos

Cristiano Zanin, advogado que atua na defesa de Lula, também cita o depoimento de Fernando Migliaccio, ex-integrante do chamado Setor de Operações Estruturadas da Odebrecht, o departamento de propinas da empreiteira, em que a testemunha declara que era possível apagar informações do software.

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Nega acusações

Por fim, a nota volta a afirmar a inocência do ex-presidente e que ele não solicitou ou recebeu vantagens indevidas para o Instituto Lula. "As acusações veiculadas pelo Ministério Público nessa ação penal não têm qualquer materialidade e integram o 'lawfare' praticado contra Lula por alguns agentes do Estado, que consiste no mau uso e abuso das leis e dos procedimentos jurídicos para fins de perseguição política", diz Zanin.