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Hospital afirma não ter encontrado registro de visita do advogado de Lula

Com BandNews CuritibaA direção do hospital Sírio Libanês, em São Paulo, afirma não ter encontrado registro de visita em ..

Andreza Rossini - 12 de outubro de 2017, 10:10

Com BandNews Curitiba

A direção do hospital Sírio Libanês, em São Paulo, afirma não ter encontrado registro de visita em nome do advogado de Lula, Roberto Teixeira, no período em que o empresário e engenheiro Glaucos da Costamarques esteve internado no local.

O juiz Sérgio Moro havia pedido que o hospital apresentasse informações sobre as pessoas que visitaram Costamarques entre os meses de novembro e dezembro de 2015. A defesa do empresário afirmou que Teixeira esteve no hospital para falar do aluguel do apartamento vizinho ao que o petista vive, em São Bernardo do Campo e que é alvo de ação penal na Lava Jato.

A direção do hospital ainda esclareceu que, no período analisado, Glaucos da Costamarques recebeu a visita do contador João Muniz Leite. Na ocasião, Glaucos teria assinado 12 recibos de aluguel do apartamento relativos a meses de 2014 e 2015. Roberto Teixeira disse em depoimento ao juiz Sérgio Moro que teve um encontro com Costamarques no hospital, mas afirmou que a visita foi casual.

O caso

A propriedade do apartamento faz parte da denúncia apresentada pelo Ministério Público Federal, que acusa o petista de receber propina da Odebrecht. Para os procuradores, Lula não pagou aluguéis pelo uso do imóvel, que teria sido adquirido com dinheiro da empreiteira.

O negócio foi fechado em nome do engenheiro e empresário Glaucos da Costamarques, em 2010. Os advogados do ex-presidente contestam a afirmação. Eles apresentaram 26 recibos para comprovar que o aluguel do imóvel foi negociado em uma relação privada.

O Ministério Público Federal argumenta que a defesa de Costamarques informou que os recibos referentes ao ano de 2015 foram assinados todos de uma só vez, no período em que o empresário esteve internado no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, em dezembro daquele ano.

Segundo os procuradores, dados da quebra de sigilo bancário indicam não haver fluxo financeiro na conta de Costamarques que seja compatível com o recebimento dos valores de aluguel entre 2011 e 2015.

O Ministério Público pede ao juiz Sérgio Moro que sejam autorizadas perícias nos papéis e que seja determinado novo depoimento de Glaucos da Costamaques.

O apartamento em São Bernardo do Campo é um dos objetos da ação penal, que acusa o ex-presidente de ter sido beneficiado pela Odebrecht com o uso do imóvel e também com um terreno que seria destinado ao Instituto Lula.

Em nota, o advogado de Lula, Cristiano Zanin, afirma que a perícia nos recibos vai demonstrar que eles são verdadeiros.

A defesa sustenta que o questionamento do Ministério Público é uma “tática ilusionista” de quem não conseguiu comprovar que os valores provenientes de contratos da Petrobras beneficiaram o ex-presidente.