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Corrupção na Petrobras é partidária, diz MPF

O procurador do Ministério Público Federal (MPF) Paulo Roberto Galvão, afirmou em entrevista coletiva da Operação Lava J..

Andreza Rossini - 18 de agosto de 2017, 12:46

O procurador do Ministério Público Federal (MPF) Paulo Roberto Galvão, afirmou em entrevista coletiva da Operação Lava Jato nesta sexta-feira (18), que o esquema de corrupção que envolve a Petrobras é partidário.

Ele citou as investigações da 43ª e 44ª fases da operação, deflagradas hoje que envolvem desvio de dinheiro da estatal para partidos políticos, como PT e PP. "Esse caso confirma que o esquema de propina da Petrobras é partidária e não apenas de gerentes e diretores. Entre as provas temos documentos eletrônicos elaborados por Jorge Luz e Bruno Luz (PP). A razão do pagamento deste dinheiro é destinação a partidos políticos", disse.

Bruno e Jorge Luz são lobistas presos na 38ª fase da operação. Segundo a acusação do MPF, pai e filho teriam movimentado 40 milhões de dólares em propinas para beneficiar peemedebistas e agentes públicos em cinco contratos da estatal, no Brasil e no exterior.

O deputado Federal Cândido Vaccarezza (PT) preso preventivamente nesta sexta, recebeu cerca de US$ 500 mil e parte da verba foi destinada ao partido. "Temos informações de pagamento ao PT, o caso que envolve o Consul da Grécia que enviou dinheiro para o PP"

"Os próprios empregados de baixo escalão da Petrobras tinham conhecimento dessa corrupção partidária que ocorria na Petrobras", afirmou o delegado da Polícia Federal, Filipe Hille Pace.

Operação Sem Fronteiras e Operação Abate

A Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã desta sexta-feira (18), ao mesmo tempo, duas novas fases da Operação Lava Jato – a 43ª e 44ª. Esta é a primeira vez que duas fases são deflagradas no mesmo dia.

As operações foram chamadas Operação Sem Fronteiras e Operação Abate. São 46 ordens judiciais distribuídas em 29 mandados de busca e apreensão, 11 mandados de condução coercitiva e 6 mandados de prisão temporária. Os mandados são cumpridos no Rio de Janeiro, Santos e São Paulo. Um dos alvos é o ex-deputado federal Cândido Vaccarezza, ex-PT. Ele foi líder do governo de Dilma Rousseff e é alvo de prisão temporária.

Dos seis mandados de prisão, um foi revogado e três foram cumpridos. Foram presos temporariamente o ex-deputado Cêndido Vaccarezza e Marcio Aché, ex-gerente da Petrobras e o doleiro Henry Hoier. Luis Eduardo Loureiro Andrade, da Seargent Marine, está em Miami. Dalmo Monteiro Silva, ex-gerente da Petrobras, também está no exterior – até o momento eles não foram considerados foragidos.

Carlos Roberto Martins Barbosa, ex-gerente da Petrobras, está hospitalizado no Rio de Janeiro e teve seu pedido de prisão revogado pelo juiz Sérgio Moro.

Segundo a PF, em ambas as operações, os casos envolvem corrupção, desvio de verbas públicas e lavagem de dinheiro em contratos de grandes empresas com a Petrobras.

A ação foi deflagrada por meio da Delegacia de Combate a Corrupção e o Desvio de Verbas Públicas (DELECOR/SR/PF/PR). Os presos serão trazidos para a Superintendência da Polícia Federal em Curitiba onde permanecerão à disposição do juízo da 13ª Vara Federal de Curitiba/PR.