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Após 2 anos e meio, Odebrecht deixa prisão em Curitiba

Narley Resende e Andreza RossiniO empresário Marcelo Odebrecht deixou a superintendência da Polícia Federal (PF),..

Andreza Rossini - 19 de dezembro de 2017, 09:44

Narley Resende e Andreza Rossini

O empresário Marcelo Odebrecht deixou a superintendência da Polícia Federal (PF), em Curitiba, e segue para prisão domiciliar em uma mansão, nesta terça-feira (19).

Após sair da PF, ele seguiu para a Justiça Federal onde foi pela juíza Carolina Lebbos, da 12ª Vara Federal de Curitiba e recebeu as instruções da prisão domiciliar. O empresário também pediu autorização à Justiça para a compra de uma bateria adicional e um carregador portátil da tornozeleira.

O aparelho tem uma taxa de R$ 149 ao mês, mas o valor da bateria adicional.

Da sede da Justiça, ele segue para o aeroporto.

O advogado de Odebrecht, Narbor Bulhões, se reuniu, na segunda-feira (18), com a juíza responsável pela execução das penas.

Marcelo Odebrecht deixando a PF. Imagens: Juliana Gloss/BandNews FM Curitiba

Exigências do MPF

O Ministério Público Federal solicitou que a defesa do empresário apresentasse uma série de documentos para avaliar se ele "faz jus aos benefícios" do acordo com a Justiça. 

Entre os documentos solicitados pelos procuradores estão extratos bancários, valores de bens móveis e imóveis e o montante devolvido aos cofres públicos por meio do Supremo Tribunal Federal.

Segundo o advogado, os documentos já estavam anexos ao processo. "Já se encontravam com o Ministério Público, os documentos estavam juntados ao processo do Supremo. A questão foi estabelecida junto ao MPF e devido a isso não precisamos juntar novamente", afirmou Bulhões.

Delações

Em 30 de janeiro deste ano, a presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia, homologava 77 delações da Odebrecht. Entre elas, a de Marcelo Odebrecht. Em maio, o STF divulgou os vídeos de todos os depoimentos dos executivos. Em um deles, Marcelo Odebrecht admite que a empresa contribuiu com doações de campanhas eleitorais por caixa dois.

“Eu não conheço nenhum político no Brasil que tenha conseguido fazer uma eleição sem caixa 2. O cara pode dizer que não sabia, mas recebeu dinheiro do partido que é caixa 2. É um ciclo vicioso que se criou. O político que disser que não recebeu caixa 2 está mentindo”, declarou na delação.