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PF pede a Moro que Vaccarezza fique na prisão por mais tempo

O juiz federal Sérgio Moro aguarda uma manifestação do Ministério Público Federal (MPF), até 16h30 desta terça-feira (22..

Narley Resende - 22 de agosto de 2017, 13:34

O juiz federal Sérgio Moro aguarda uma manifestação do Ministério Público Federal (MPF), até 16h30 desta terça-feira (22), para decidir se converte a prisão temporária do ex-deputado Cândido Vaccarezza para preventiva, que é quando não há prazo definido para deixar a cadeia. (Veja o despacho)

Ex-líder dos governos Lula e Dilma, Vacarezza, que deixou o PT para se filiar ao PT do B, prestou depoimento na segunda-feira (21) na sede da Polícia Federal em Curitiba. No dia seguinte, a PF protocolou um pedido para que o prazo da prisão seja estendido (Veja o documento). O prazo da prisão dele e de mais dois investigados da Lava Jato vence nesta terça-feira (22).

Além dele, a PF quer a preventiva de Luiz Eduardo Loureiro Andrade, que é executivo ligado à empresa norte-americana Sargent Marine, investigada por pagar propina para obter contratos com a Petrobras. Andrade está no exterior e disse que pretende voltar ao país após o dia 25 de agosto.

Investigação

As prisões foram determinadas pelo juiz federal Sérgio Moro e cumpridas na sexta-feira (18), na 43ª e na 44ª fases da operação, deflagradas simultaneamente.

A etapa da Lava Jato que investiga Vacarezza, batizada de Abate, apura 12 contratos da Sargeant Marine que somam de 180 milhões de dólares.

Os serviços foram prestados entre 2010 e 2013. O ex-deputado também teria agido em nome do PT, direcionando pagamentos tanto para funcionários da estatal como para o partido.

Vacarezza é suspeito de ter recebido R$ 400 mil em propina para favorecer a empresa norte-americana.

A outra fase da operação, chamada de Sem Fronteiras, apura contratos da Petrobras que teriam favorecido armadores, que são empresas responsáveis pelo afretamento de navios.

A investigação teve início depois da delação premiada do ex-diretor de Abastecimento da estatal Paulo Roberto Costa. Ele teria fornecido informações privilegiadas ao cônsul da Grécia no Brasil, Konstantinos Kotronakis, para contratação de navios gregos, mediante pagamento de propina. Empresas que pertencem ao cônsul e ao filho dele foram beneficiadas com contratos com a estatal entre 2009 e 2013 que ultrapassaram 500 milhões de dólares.

Cerca de 3% de cada contrato eram destinados ao pagamento de vantagens indevidas a funcionários públicos, operadores financeiros e agentes políticos. Mais três pessoas foram alvo das operações de hoje, mas não foram presas.

O ex-gerente da Petrobras Dalmo Monteiro e o empresário Luiz Loureiro Andrade estão no exterior. O mandado contra o também ex-gerente da Petrobras Carlos Barbosa foi revogado pelo juiz federal Sérgio Moro, porque o ex-executivo está hospitalizado.