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Procurador critica ministro da Justiça sobre fim da força-tarefa da Lava Jato

Durante a coletiva de imprensa convocada para dar detalhes sobre a 42ª fase da Lava Jato, o procurador do Ministério Púb..

Redação - 27 de julho de 2017, 14:25

Durante a coletiva de imprensa convocada para dar detalhes sobre a 42ª fase da Lava Jato, o procurador do Ministério Público Federal (MPF) Athayde Ribeiro Costa criticou o ministro da Justiça Torquato Jardim pelo fim da força-tarefa da Polícia Federal (PF) em Curitiba dedicada às investigações da operação.

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Segundo o procurador, o atual ministro fez um movimento contrário do que foi prometido pelo ex-ministro Alexandre de Moraes. Quando estava no cargo, Moraes visitou a força-tarefa e prometeu fortalecer a Lava Jato. Por outro lado, o novo ministro fez o contrário.

"O atual ministro não fez o movimento no mesmo sentido e sequer consultou a força-tarefa sobre o quanto de investigação tinha e o quanto de necessidade de efetivo havia. É uma responsabilidade dele essa diminuição. Temos que fortalecer a Polícia Federal", declarou. "A Lava Jato está no auge de sua maturidade. Para o MPF está claro que ela é prioridade. É assim com o doutor Rodrigo Janot e certamente será com a doutora Raquel Dodge", concluiu Athayde Ribeiro Costa.

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No início do mês de julho, o grupo de policiais e delegados dedicados à Lava Jato foi encerrado e os agentes passaram a integrar a Delegacia de Combate à Corrupção e Desvio de Verbas Públicas (Delecor). Em nota, a PF alega que esse é o modelo de trabalho mais eficiente e que foi adotado nas demais superintendências.

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O delegado Igor Romário de Paula explicou que a demanda da Lava Jato no Paraná diminuiu com o compartilhamento das investigações com outros 17 estados da Federação, ao mesmo tempo em que a delegacia especializada em crimes de corrupção estava atuando em investigações secundárias. “Agora, reunimos tudo. Vamos ter 70 policiais e 14 peritos criminais atuando nesta delegacia, podendo atuar em inquéritos da Lava Jato ou em outros, conforme a demanda”, declarou na época.