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Em depoimento, ex-diretor da OAS afirma que tríplex estava reservado para Lula e Marisa

Em depoimento ao juiz federal Sérgio Moro, o ex-diretor da OAS Empreendimentos Roberto Ferreira afirmou, na manhã desta ..

Fernando Garcel - 04 de maio de 2017, 16:24

Em depoimento ao juiz federal Sérgio Moro, o ex-diretor da OAS Empreendimentos Roberto Ferreira afirmou, na manhã desta quinta-feira (4), que o tríplex no Condomínio Solaris, em Guarujá (SP), foi reservado ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e para sua esposa. Ele também é réu na ação penal e responde a acusação de lavagem de dinheiro.

O imóvel é investigado pela Operação Lava Jato e segundo o Ministério Público Federal (MPF) foi usado como pagamento de vantagens indevidas ao ex-presidente.

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De acordo com o ex-diretor, ele assumiu a diretoria em 2014 e a situação referente ao triplex já estava definida. "Eu soube, ao final de 2013, que a Dona Marisa Letícia tinha uma cota dessa unidade 141 e que a unidade 164 triplex estava reservada para a Dona Marisa e o ex-presidente", afirmou Ferreira. A afirmação foi reforçada quando o Ministério Público Federal (MPF) questionou sobre a venda de imóveis. Segundo o ex-diretor, o imóvel estava reservado para o casal e não estava à venda.

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Na audiência, Ferreira confirmou que participou de uma reunião no imóvel junto ao ex-presidente Lula e o ex-presidente da empreiteira Léo Pinheiro. Segundo o réu, ele esteve presente para tirar dúvidas sobre a estrutura do apartamento e possíveis reformas, mas não participou de nenhuma conversa com ambos. Ele contou que permaneceu no Guarujá e Fábio Yonamine, então presidente da OAS Investimentos, solicitou que fosse feito um projeto com orçamento para reformas do imóvel.

Acusações contra Lula

O ex-presidente Lula foi indiciado por corrupção passiva, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro. No inquérito, Lula é apontado como recebedor de vantagens pagas pela empreiteira OAS no triplex do Guarujá. Os laudos apontam melhorias no imóvel avaliadas em mais de R$ 777 mil, além de móveis estimados em R$ 320 mil e eletrodomésticos em R$ 19,2 mil. A PF estima que as melhorias tenham custado mais de R$ 1,1 milhão no imóvel do Guarujá.

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Okamoto foi indiciado por crimes de corrupção passiva, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro. Segundo a PF, ele recebeu vantagens indevidas entre 2011 e 2016 que totalizaram mais de R$ 1,3 milhão do empreiteiro Léo Pinheiro.

Léo Pinheiro, ex-presidente da OAS, é acusado por corrupção ativa, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro. Ele teria pagado a Gordilho, ex-diretor da OAS, para a realização das obras e trasporte e armazenamento dos bens do casal. O total pago em vantagens indevidas chegaria a R$ 2.430.193.

Paulo Gordilho teria atuado diretamente no pagamento de propina junto a Léo Pinheiro. Foi indiciado pelos crime de corrupção ativa.