câmara de apucarana
Compartilhar

‘Turma da tornozeleira’ já é quase igual à dos presos

Do Metro CuritibaO ex-ministro José Dirceu foi o último investigado da Lava Jato a aderir a uma lista em crescimento: a ..

Andreza Rossini - 11 de julho de 2017, 09:02

Do Metro Curitiba

O ex-ministro José Dirceu foi o último investigado da Lava Jato a aderir a uma lista em crescimento: a dos monitorados com tornozeleira eletrônica, que está próxima de superar a de presos.

Solto no início de maio pelo STF (Supremo Tribunal Federal), Dirceu deixou para trás 1 ano e 9 meses na cadeia e hoje é um dos 20 soltos sob vigilância da Justiça.

Enquanto isso, 22 pessoas estão presas na PF (Polícia Federal) em Curitiba ou no complexo médico de Pinhais, na Região Metropolitana.

Quase toda a “turma da tornozeleira” – à exceção de três réus, incluindo Dirceu – é composta de delatores, que cumprem em casa as penas previstas no acordo de colaboração. Um deles, o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa, fez o acordo há tanto tempo que já ‘seguiu em frente’: em novembro de 2016, ele progrediu de regime e retirou a tornozeleira, após um ano.

Agora ele está obrigado apenas à prestação de serviços por 4 horas semanais e não pode mudar de endereço sem avisar às autoridades. Nem todos os beneficiados pelas delações foram submetidos ao uso do equipamento após a soltura. O casal de marqueteiros João Santana e Mônica Moura, por exemplo, tem contra si medidas restritivas, como a proibição de deixar o país, mas não usa tornozeleira.