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Irmão de Richa recebeu R$ 1 milhão em espécie da JBS, diz delação

O Supremo Tribunal Federal (STF) liberou o acesso para a delação premiada dos irmãos Joesley e Wesley Batista, donos do ..

Fernando Garcel - 19 de maio de 2017, 17:58

O Supremo Tribunal Federal (STF) liberou o acesso para a delação premiada dos irmãos Joesley e Wesley Batista, donos do grupo JBS, nesta sexta-feira (19). Em mais de duas mil páginas, os empresários relatam esquemas de pagamento de propina para 1.829 candidatos de 28 partidos no Brasil. De acordo com a delação, parte das propinas eram pagas por meio de doações oficiais. Entre os citados está o governador do Paraná Beto Richa (PSDB).

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De acordo com o empresário Joesley Batista, a JBS usou doações oficiais para pagar propina a políticos que deram contrapartidas para beneficiar a empresa. Em depoimento à Procuradoria-Geral da República (PGR), o empresário explicou como funcionava o esquema de compra de políticos e confirmou que foram repassados recentemente cerca de R$ 500 milhões para agentes públicos.

Joesley estimou que a empresa fez doação oficial de cerca de R$ 400 milhões em troca de contrapartidas e mais R$ 100 milhões por meio de moeda em espécie e notas fiscais falsas. Aos procuradores, Batista confirmou atos de corrupção que foram cometidos pela empresa, senadores, deputados, ex-presidentes da República. Joesley afirmou que a maioria das doações oficiais feitas pela JBS era propina disfarçada por contrapartidas recebidas.

Outro lado

Em nota, o diretório estadual do PSDB afirma que todas as doações são legais. "O Comitê Financeiro da Campanha Eleitoral de 2014 do PSDB esclarece que recebeu duas doações do grupo JBS S/A, nos valores de R$ 1.000.000,00 (um milhão de reais) e R$ 1.000,00 (um mil reais), respectivamente. As referidas doações estão declaradas na prestação de contas entregue à Justiça Eleitoral e em conformidade com a legislação vigente à época das eleições de 2014", diz a nota.

Procurada, a assessoria de imprensa do governador não se manifestou sobre o caso.