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Lava Jato terá rumo certo sem Janot, afirma Temer

Com Agência BrasilO presidente Michel Temer disse, em entrevista publicada neste sábado (5) pelo jornal O Estado de S. P..

Andreza Rossini - 05 de agosto de 2017, 15:45

Com Agência Brasil

O presidente Michel Temer disse, em entrevista publicada neste sábado (5) pelo jornal O Estado de S. Paulo, ter boas expectativas em relação a Operação Lava Jato, com a saída do procurador-geral Rodrigo Janot.

A afirmação foi feita dois dias após a Câmara dos Deputados interromper a análise da acusação por corrupção contra o presidente, apresentada pelo procurador. Temer também não descartou troca no comando da Polícia Federal.

Ao ser questionado sobre a possibilidade de nova denúncia contra ele feita pelo procurador-geral Rodrigo Janot, Temer afirmou que “se vier uma nova, vamos enfrentá-la”, e voltou chamar a postura do chefe do Ministério Público Federal de “institucionalmente condenável”.

Temer disse esperar que, com a posse em setembro da nova procuradora-geral da República, Raquel Dodge, um “rumo correto” seja dado à Operação Lava Jato. “O rumo certo é o cumprimento da lei. Rigorosamente o cumprimento da lei”, afirmou.

Ao ser perguntado sobre possíveis mudanças no comando da Polícia Federal, Temer respondeu “Não sei. Este é um assunto que está sendo estudado pelo Ministério da Justiça”.

Reforma da Previdência

Presidente afirmou acreditar que a reforma da Previdência será aprovada no Congresso até o final de outubro, mas admitiu que ela não será “abrangente” como inicialmente previsto, parecendo-se mais com uma “atualização previdenciária”.

“A gente faz agora a reforma que é possível. E, sendo uma reforma possível, ela não será tão abrangente como deveria sê-lo. Então, é possível que daqui a seis, sete, oito anos, tenha que fazer uma nova atualização”, disse o presidente na entrevista, que segundo o jornal durou cerca de 1 hora e foi realizada ontem (4), no gabinete presidencial.

Temer afirmou que a reforma não deve se restringir somente à aprovação de uma idade mínima para a aposentadoria, mas levar a cabo também medidas para reduzir as diferenças entre os sistemas de Previdência privados e públicos.