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São Paulo empata com Ferroviária e agrava situação de Dorival

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A situação do técnico Dorival Júnior se agravou no São Paulo. O time foi incapaz de furar a..

Roger Pereira - 25 de fevereiro de 2018, 22:40

Por Rubens Chiri / saopaulofc.net
Por Rubens Chiri / saopaulofc.net

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A situação do técnico Dorival Júnior se agravou no São Paulo. O time foi incapaz de furar a defesa da Ferroviária e empatou sem gols neste domingo (25), no Morumbi. Vaias e xingamentos direcionados ao treinador e aos atletas foram ouvidos depois do encerramento do duelo.

Foram raras as chegadas ofensivas que levaram perigo à zaga adversária na etapa inicial. No segundo tempo, o goleiro Tadeu se destacou ao praticar defesas importantes.

Com o resultado, o São Paulo chega ao terceiro jogo sem vitória no Campeonato Paulista. A equipe havia perdido os últimos dois compromissos no Estadual, contra Santos e Ituano.

O empate também complica a situação do time no Grupo B do Paulista. O São Paulo está com 11 pontos, um a mais do que São Caetano e Ponte Preta, que ainda joga neste domingo.

A pontuação do São Paulo é idêntica à de outros quatro clubes que ocupam as segundas e terceiras posições de outras chaves. Também é inferior à de Bragantino e São Bento, vice-líderes dos grupos A e C.

A próxima partida da equipe será decisiva para o futuro de Dorival. O São Paulo receberá o CRB, na quarta (28) no Morumbi, pela terceira fase da Copa do Brasil. Um novo tropeço pode ser determinante para a queda do treinador, criticado por não ter dado um padrão de jogo à equipe nos 11 jogos disputados até aqui.

Para corrigir a lentidão no ataque são-paulino, Dorival tirou Nenê, 36, da equipe titular e escalou Valdívia aberto pelo lado esquerdo do ataque.

O técnico havia dito em janeiro que não tinha solicitado a contratação de Nenê. Já Valdívia, que teve boa atuação na derrota por 2 a 1 para o Ituano, na quarta (21), chegou ao time por indicação de Dorival.

O esquema tático foi mantido no 4-2-3-1, com Diego Souza posicionado como atacante. O jogador, que custou R$ 10 milhões, ficou menos estático no primeiro tempo. Por diversas vezes ele saiu de perto da área para ajudar na construção das jogadas, trocando de posição com o peruano Cueva.

Por conta da fragilidade técnica da Ferroviária, o São Paulo assumiu o controle da partida sem precisar de muito esforço. O time controlou a posse de bola no meio-campo, mas repetiu os erros de jogos anteriores.

A impaciência da torcida com a equipe ficou clara assim que o primeiro tempo terminou. O time foi para o vestiário debaixo de vaias e xingamentos.

Do lado de fora do Morumbi, torcedores organizados do São Paulo brigaram entre si até serem contidos pela polícia militar. Sete pessoas foram presas, segundo a Rádio Globo.

Dorival retornou para o segundo tempo sem fazer alterações. Ele esperou 11 minutos até promover uma mudança. Saiu Diego Souza, vaiado pela torcida, para a entrada de Tréllez, um atacante de origem.

Aos 17 minutos, o técnico desfez a alteração do início da partida e trocou Valdívia por Nenê. A torcida reprovou a decisão e xingou Dorival de "burro".

O São Paulo teve chance de marcar logo após a alteração, mas Nenê tentou tocar por cobertura e mandou a bola por cima. Com 20 minutos, Dorival queimou a última substituição ao trocar Marcos Guilherme por Paulinho, uma promessa da base tricolor.

Sem mostrar organização tática -e sem sofrer ameaças na defesa-, o São Paulo passou a ter zagueiro Rodrigo Caio auxiliando na armação. O volante Hudson também subiu com frequência ao ataque e até arriscou finalizações, sem sucesso.

Aos 31 minutos, o peruano Cueva perdeu gol feito. O jogador ficou de frente para o gol da Ferroviária, mas teve o chute cruzado defendido por Tadeu.

Ao final do duelo, músicas de protesto contra o time puderam ser ouvidas nas arquibancadas do Morumbi. "Muito respeito com a camisa tricolor", cantaram os presentes, entre xingamentos.