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Ex-diretor da BRF é preso na 3ª fase da Carne Fraca

A Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã desta segunda-feira (5), a 3ª fase da Operação Carne Fraca, chamada Operação ..

Mariana Ohde - 05 de março de 2018, 07:19

A Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã desta segunda-feira (5), a 3ª fase da Operação Carne Fraca, chamada Operação Trapaça. São, ao todo, 91 ordens judiciais nos estados do Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Goiás e São Paulo, sendo onze mandados de prisão temporária, 27 mandados de condução coercitiva e 53 mandados de busca e apreensão.

Entre os presos está o ex-diretor-presidente global da BRF Brasil Foods, Pedro de Andrade Faria.

Cerca de 270 policiais federais e 21 auditores fiscais federais agropecuários participam das ações nesta manhã como resultado de ação coordenada entre a PF e o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

As investigações demonstraram que cinco laboratórios credenciados junto ao Mapa e setores de análises da BRF Brasil Foods fraudavam resultados de exames em amostras de seu processo industrial, informando ao Serviço de Inspeção Federal dados fictícios em laudos e planilhas técnicos.

As fraudes operadas tinham como finalidade burlar o Serviço de Inspeção Federal (SIF/MAPA) e, com isso, não permitir que o Mapa fiscalizasse com eficácia a qualidade do processo industrial da empresa investigada.

As investigações demonstraram que a prática das fraudes contava com a anuência de executivos do grupo empresarial, bem como de seu corpo técnico, além de profissionais responsáveis pelo controle de qualidade dos produtos da própria empresa.

Também foram constatadas manobras extrajudiciais, operadas pelos executivos do grupo, com o fim de acobertar a prática desses ilícitos ao longo das investigações.

O nome dado à fase é uma alusão ao sistema de fraudes operadas por um grupo empresarial do ramo alimentício e por laboratórios de análises de alimentos a ele vinculados.

Os investigados poderão responder, dentre outros, pelos crimes de falsidade documental, estelionato qualificado e formação de quadrilha ou bando, além de crimes contra a saúde pública.

Os mandados judiciais cumpridos nesta manhã foram expedidos pelo Juízo Titular da 1ª Vara Federal de Ponta Grossa/PR.

Quanto aos investigados com prisão cautelar decretada, tão logo sejam localizados, serão levados à sede da PF em Curitiba, onde permanecerão à disposição das autoridades responsáveis pela investigação.