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Deputado paranaense recebia mesada da Carne Fraca, acusa testemunha

O deputado federal Sérgio Souza (PMDB-PR), presidente da Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvime..

Jordana Martinez - 05 de dezembro de 2017, 14:22

O deputado federal Sérgio Souza (PMDB-PR), presidente da Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Câmara Federal, foi acusado de receber uma mesada de R$ 20 mil no esquema da "Carne Fraca", em que funcionários do Ministério da Agricultura faziam “vista grossa” às irregularidades dos produtos.

Em depoimento à Justiça Federal, o veterinário Flávio Cassou afirmou que o ex-superintendente do Ministério da Agricultura no Paraná Daniel Gonçalves Filho, repassava os valores a Sérgio Souza. Cassou afirmou ainda que Souza não era o único deputado a receber suborno, mas não revelou outros nomes.

Por meio da assessoria, o deputado Sérgio Souza negou as acusações:

“Nunca mantive contato com nenhum executivo da JBS. Também nunca recebi nenhum valor desse senhor nem mesmo doação da empresa JBS.”

Operação Carne Fraca

A Operação Carne Fraca, deflagrada pela Polícia Federal, teve início em 17 de março deste ano e desarticulou um esquema de corrupção envolvendo fiscais agropecuários e donos de frigoríficos nos estados do Paraná, Minas Gerais e Goiás.

Segundo as investigações da PF, os fiscais alvos da operação recebiam propina das empresas para emitir certificados sanitários sem fiscalização efetiva da carne, o que permitia a venda de produtos com prazo de validade vencido.

Logo que a operação foi deflagrada, o Brasil recebeu 374 comunicados oficiais envolvendo demandas de 93 países. O ministério da Agricultura suspendeu as autorizações para a produção e a exportação de todos os estabelecimentos citados na Operação. Ao todo, foram citadas 21 empresas e recolhidas 762 amostras para análise. Dez delas apresentaram problemas mais graves que poderiam afetar a saúde dos consumidores, como a presença, em sete delas, da bactéria Salmonella, em hambúrgueres.

Após a Operação, 33 servidores foram afastados e 11 processos administrativos disciplinares foram abertos. Os servidores envolvidos que ocupavam cargos de chefia foram exonerados.