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Saiba como manter cães e gatos quentinhos no inverno

A troca de temperatura gera mudanças de hábitos e exige cuidados para garantir a saúde e bem-estar também dos animais de..

Francielly Azevedo - 05 de agosto de 2017, 10:45

A troca de temperatura gera mudanças de hábitos e exige cuidados para garantir a saúde e bem-estar também dos animais de estimação. Cuidados importantes na hora do banho, da tosa e até do sono do bichinho podem ser fundamentais na qualidade de vida do pet.

A primeira medida é impedir que eles fiquem expostos ao clima frio e úmido, o que evitará o aparecimento de doenças. A alimentação e a higienização também pedem atenção especial. Segundo o médico veterinário Marcus V. Quadros Silva, da Petz Seminário, no inverno os filhotes e idosos são os mais prejudicados.

“Os mais velhos costumam sofrer com artrose e sentir dores na coluna e nas articulações. Além disso, eles sentem mais frio porque a pelagem não é mais eficiente, a camada de gordura não é tão espessa e os músculos ficam atrofiados, o que diminui o metabolismo” explica.

Então é preciso prestar atenção em detalhes como mudança no comportamento, roupinhas, banho e local de dormir.

Confira outros aspectos que exigem atenção neste período frio:

Tosa: No caso de cães que ficam fora de casa, aproveite a proteção natural do animal e evite tosas muito baixas.

Roupas: “Não são meros caprichos dos tutores, as roupinhas ajudam sim no aquecimento dos animais”, garante o veterinário, lembrando que elas ajudam principalmente as raças com pelos curtos. O doutor Marcus destaca que podem acontecer casos de animais que não se adaptam às roupas de lã ou de tecidos sintéticos, desenvolvendo coceiras ou manchas vermelhas pelo corpo.

“Nestas situações, o ideal é que o proprietário troque a roupa por uma de algodão ou soft, que causam menos irritação, ou suspenda o uso”, orienta.

Caso o período de frio se estenda é necessário trocar com frequência a roupa, a fim de evitar a proliferação de bactérias e fungos. Também fique de olho se o bichinho está confortável e se a roupa

não aperta nas axilas, no pescoço ou nas pernas.

Local de dormir: A exposição ao frio é altamente prejudicial aos animais de estimação, principalmente os de pelo curto. Felizmente há muitas opções de abrigos, camas e cobertores para manter os animais aquecidos. São poucas as espécies de cães preparadas para resistir a temperaturas muito baixas, como as raças de cães São Bernardo, Akita, Husky Siberiano e Bernesse.

Para os animais que dormem fora de casa, no quintal, os proprietários devem adotar o uso de casinhas (que podem ser de madeira, plástico ou papel reciclado), mas atenção: elas devem ser posicionadas de maneira oposta às correntes de ar e o ideal é que estejam em uma área coberta, com cobertores na parte de dentro.

E o veterinário lembra ainda que “alguns cães, mesmo tendo sua própria casinha, preferem ficar ao relento. Nesses casos, prenda esses animais em locais fechados nos dias de chuva ou frio intenso. Proteja a cama do animal do frio colocando algum revestimento de borracha, tapete ou estrado, evitando o contato direto com o chão. Para os gatos, utilize os arranhadores com toca, eles adoram”.

Banho: Diminua a frequência de banhos no inverno. Eles devem ser, de preferência, com água morna, seja em casa ou no pet shop, o que é mais indicado, sobretudo nesta época, já que garante a secagem completa da pelagem do pet e conta com ambientes climatizados. Não molhe o animal nos dias mais frios e seque-o bem após o banho, não deixando que ele saia em ambientes abertos até, no mínimo, 30 minutos depois.

Vacinas: As pneumonias são mais comuns no inverno e, nos gatos e cães, elas podem ser bacterianas, o que é ainda mais grave. Esteja com as vacinas sempre em dia e evite aglomerações com grande quantidade de animais. “No frio é mais comum contrair traqueobronquite infecciosa canina, conhecida também como “tosse dos canis”. A doença é altamente contagiosa e é mais perigosa para animais idosos ou filhotes. Para passear, prefira os horários com mais sol. Nos gatos, a preocupação deve ser maior em relação a rinotraqueíte”, comenta Silva.

Exercícios: Estimule os cães e gatos a fazerem exercícios, o frio é um ótimo período para isso. Em casa utilize brinquedos. Segundo o veterinário, “eles podem comer um pouco mais de ração do que o normal por causa dos exercícios, mas não é necessário um reforço na alimentação e acompanhar o peso do animal é algo que precisa ser feito em qualquer estação. O sobrepeso é um problema sério que pode causar doenças cardiovasculares e na coluna”.

Escovação: aumente a frequência de escovação do animal para pelo menos três vezes por semana. “Eles tendem a se lamber mais no frio, acabam engolindo mais pelos e formando bolas no estômago, o que pode acarretar nos gatos constipação intestinal, conhecida também como “prisão de ventre”. E nos cães a escovação previne a formação de nós que leva a lesões de pele”, finaliza.