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PF: esquema de desmatamento no Pará era comandado por paranaenses

Os principais alvos da operação Anhangá Arara, da Polícia Federal (PF) são paranaenses. A operação, que investiga um es..

Narley Resende - 06 de outubro de 2017, 08:55

Os principais alvos da operação Anhangá Arara, da Polícia Federal (PF) são paranaenses. A operação, que investiga um esquema de desmatamento na Amazônia no Pará e apura um prejuízo ambiental de quase um bilhão de reais, foi desencadeada na quarta-feira (4) em três estados.

O madeireiro paranaense de União da Vitória Nelson da Silva, patriarca da família investigada, seria o líder do esquema.

Na Região Sul, os mandados expedidos pela Justiça Federal de Altamira, no Pará, foram cumpridos em residências dos investigados, em Curitiba e União da Vitória, cidade de origem da família no Paraná, além de Porto União, em Santa Catarina.

As atividades da Madeireira Silva & Suski deram origem à investigação. A empresa está em nome do filho de Nelson, o engenheiro florestal Daniel Antonio da Silva.

A Tropicalmad Indústria de Madeiras, com sede em União da Vitória, em nome da ex-esposa de Nelson, seria responsável pela exportação. Uma empresa chamada Nelson da Silva Indústria, era intermediária. A Madeireira Silva & Suski e a Nelson da Silva Indústria foram fechadas pela Justiça.

De acordo com a PF, madeiras nobres na Terra Indígena Cachoeira Seca, no oeste do Pará, eram extraídas de maneira ilegal pelas madeireiras investigadas e depois eram exportadas.

O escoamento era feito pelos portos de Paranaguá, no Paraná, Itajaí, em Santa Catarina, e de Belém, no Pará, depois que a carga passava por uma rota de fachada para dar impressão de legalidade.