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Procon, Câmara e MPE fecham cerco contra postos de combustíveis

Por Eduardo Xavier, do Metro MaringáO Procon, a Câmara e o Ministério Público Estadual (MPE) estão fechando o cerco cont..

Andreza Rossini - 16 de agosto de 2017, 08:59

Por Eduardo Xavier, do Metro Maringá

O Procon, a Câmara e o Ministério Público Estadual (MPE) estão fechando o cerco contra os postos por Maringá, no noroeste do estado, se posicionar entre as cidades que comercializam os combustíveis mais caros no Paraná e da pouca variação entre os preços mínimo e máximo.

Na próxima sexta-feira, o Legislativo vai fazer uma audiência pública para debater os valores praticados nos estabelecimentos da cidade. O mais recente levantamento da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) em Maringá, realizado entre os dias 30 de julho e 5 de agosto, aponta que o valor médio da gasolina em 17 estabelecimentos era de R$ 3,884.

Trata-se do quarto maior preço entre as 14 cidades pesquisadas. O maior valor médio foi verificado em União da Vitória (R$ 3,99) e o menor em Cambé (R$ 3,652). Já o preço médio do etanol foi de R$ 2,82, também na quarta posição do combustível mais caro entre as 14 cidades. O litro do álcool com valor mais alto era comercializado em Castro, a R$ 2,91. O menor valor médio, de R$ 2,642, também foi levantado em Cambé.

Nesta semana, em alguns postos de Maringá, a gasolina é comercializada a R$ 3,99 e o etanol a R$ 2,77. A Promotoria de Defesa do Consumidor (6ª Promotoria) começou a acompanhar as ações de fiscalização desenvolvidas pelo Procon. O promotor Maurício Kalache informou que por enquanto não há nenhum procedimento aberto contra os estabelecimentos.

De acordo com o diretor do Procon, Rogério Calazans, a investigação do Procon está em fase de pedido de informações. O órgão solicitou aos postos cópias de notas fiscais de entrada e saída, dos relatórios da movimentação de combustíveis e vai comparar os dados com estabelecimentos de Paranavaí e Londrina.

Distribuidoras também foram notificadas para enviar preços ao Procon. “Com isso deveremos chegar a um denominador comum sobre os preços dos combustíveis em Maringá”, disse.

Segundo o vereador Alex Chaves (PHS), responsável pela audiência na Câmara, representantes dos Procon, MPE e dos donos de postos de combustíveis deverão participar do debate que terá início às 19h, na Câmara. “Queremos saber o porquê do preço em Maringá ser tão diferente de outras cidades próximas. Esperamos mobilização e, consequentemente, a redução no preço”, disse. O diretor da regional em Maringá do Sindicombustíveis, Walter Battaglia, disse que vai à Câmara na sexta-feira para mostrar a formação de preços dos combustíveis no município. “Vamos explicar com detalhes o valores.”