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Instituto paranaense vai produzir medicamento para tratamento de câncer

O Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar) vai começar a produzir o Trastuzumabe, medicamento usado para o tratamento ..

Fernando Garcel - 07 de agosto de 2017, 17:49

O Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar) vai começar a produzir o Trastuzumabe, medicamento usado para o tratamento do câncer e que hoje é importado pelo Brasil, e fornecer para o Sistema Único de Saúde (SUS). O instituto paranaense será o único fornecedor nacional do remédio até o fim de 2018. Depois disso, fornece 40% da demanda do SUS.

O acordo para a produção do medicamento foi assinado nesta segunda pelo governador Beto Richa, o ministro da Saúde, Ricardo Barros, o secretário de Estado de Ciência e Tecnologia, João Carlos Gomes, com o laboratório Roche e a empresa brasileira Axis Biotec. O acordo de transferência de tecnologia é uma das etapas do programa de Parcerias para o Desenvolvimento Produtivo, do Ministério da Saúde. O programa visa fortalecer a indústria desse setor e estimular a produção no Brasil de remédios distribuídos no SUS.

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A empresa detentora da patente do remédio é a suíça Roche, maior companhia de medicamentos do mundo. No acordo assinado, o laboratório suíço transferiu a tecnologia para o Tecpar e para a Axis Biotec, empresa brasileira privada que possui a exclusividade para a transferência do medicamento em território nacional e é parceira do instituto paranaense.

Câncer de mama

O Trastuzumabe foi incorporado ao SUS e é usado no tratamento de mulheres com câncer de mama metastático. Segundo pesquisas publicadas no Journal of Clinical Oncology e no Journal of Global Oncology, em 2015 e 2016, respectivamente, o medicamento, junto com o uso de uma outra droga, seria capaz de salvar a vida de 768 vidas de mulheres com câncer de mama metastático HER2-positivo no país.

De acordo com a Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica, do total de 2 mil pacientes diagnosticadas com este subtipo da doença em 2016, apenas 808 estarão vivas, após dois anos, se forem tratadas somente com quimioterapia. Caso recebessem a combinação de quimioterapia e trastuzumabe, o número de sobreviventes subiria para 1.408. Com a associação de quimioterapia, trastuzumabe e pertuzumabe, 1.576 pacientes sobreviveriam.