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Guardas municipais começam a usar armas em outubro em Maringá

Por Eduardo Xavier, Metro MaringáOs guardas municipais devem começar a trabalhar em Maringá com armas de fogo a p..

Mariana Ohde - 16 de fevereiro de 2018, 08:13

Por Eduardo Xavier, Metro Maringá

Os guardas municipais devem começar a trabalhar em Maringá com armas de fogo a partir de outubro deste ano. A previsão é da Secretaria Municipal Extraordinária de Segurança Pública. A corporação já tem à disposição revólveres e espingardas para iniciar o treinamento.

A prefeitura espera lançar nos próximos meses um edital de licitação para a compra de 50 pistolas. O secretário extraordinário de Segurança Pública, coronel Antônio Roberto dos Anjos Padilha, disse que a partir da próxima semana a pasta vai montar um cronograma para que os guardas municipais comecem a passar por avaliação de uma psicóloga contratada pela prefeitura.

“Será realizado um nivelamento e quem for aprovado seguirá para a próxima etapa, o treinamento teórico e prático para armas de fogo”, afirmou.

Desde 2015, a Guarda Municipal (GM) tem um convênio com o governo do estado para formar agentes na Escola de Formação e Aperfeiçoamento e Especialização de Praças (Esfaep), da Polícia Militar (PM). No mesmo ano, 51 de 60 guardas concluíram a primeira fase do treinamento, mas não chegaram a fazer as aulas práticas de tiro porque o município ainda não dispunha de armas.

Segundo Padilha, o treinamento na Esfaep, com base na matriz curricular da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp) para formação das guardas municipais no país, terá duração aproximada de seis meses. O conjunto de regras foi elaborado com apoio do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud). “Após o treinamento, os aprovados vão passar por uma nova avaliação psicológica”, afirmou.

A GM de Maringá tem 127 agentes. O secretário diz que o limite inicial para armar os guardas é de 50, mas que o município poderá comprar mais armas de fogo e dar início à formação de mais um grupo na Esfaep.

As armas de choque vão continuar a ser utilizadas. “O ideal é portar os dois tipos de armamento, o letal e não letal”, comentou.

Armas

A prefeitura de Maringá assinou contratos com a empresa Forjas Taurus S/A, que forneceu dez revólveres calibre 38 por R$ 23,6 mil, e com a Kalesi Comércio de Equipamentos Eireli, com a aquisição de 14 espingardas calibre 12 por R$ 54,8 mil.

A administração vai lançar em breve uma licitação para comprar 50 pistolas .380.

O armamento será utilizado inicialmente no treinamento dos guardas selecionados pela avaliação psicológica. “Culturalmente, o processo tem que amadurecer. Para a população não importa se o atendimento à demanda é feito pela PM, GM ou outro fardamento. O importante é a qualidade nos procedimentos”, diz Padilha.

Estatuto

Em março de 2017, o prefeito Ulisses Maia (PDT) assinou o decreto para a constituição da Comissão de Elaboração do Estatuto da Guarda Municipal, que vai definir questões relacionadas a salários, plano de cargos e carreira e hierarquia.

Armar a GM é um das promessas de campanha dele.

Uma das reclamações atuais dos guardas municipais é quanto ao salário. O subsídio inicial é de R$ 1,6 mil, mais periculosidade. Com o estatuto, os tempos de função e titulação, por exemplo, vão contar para progressão hierárquica.

De acordo com Padilha, outros pontos importantes são a criação da ouvidoria e da corregedoria da GM. A expectativa é concluir o estatuto no primeiro semestre deste ano. “Estamos trabalhando nesse sentido, para dar diretrizes à Guarda Municipal”, diz o secretário.