câmara federal
Compartilhar

Hospital está pronto para primeiro transplante de pulmão do Paraná

Com informações de Solange BerezukO Hospital Angelina Caron, em Campina Grande do Sul, na Região Metropolitana de Curiti..

Fernando Garcel - 15 de fevereiro de 2018, 17:52

Com informações de Solange Berezuk

O Hospital Angelina Caron, em Campina Grande do Sul, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC), se prepara para realizar o primeiro transplante de pulmão do Paraná. Único credenciado para realizar o procedimento no Estado, o hospital está há um ano e meio se preparando para atender essa demanda.

> PR tem o segundo melhor desempenho em transplantes de órgãos

Desde criança, Tarcisio Siqueira tinha problemas respiratórios e chegou a ser internado cinco vezes em um único ano. Aos sete anos, ele descobriu que tinha fibrose cistica, uma doença genética que afeta principalmente os pulmões e que não tem cura.

Com tratamento, Tarcisio teve uma vida quase normal até 2014. A doença se agravou e impossibilitou que ele trabalhasse. "Me trouxe muito cansado, atrapalhou minhas atividades físicas e meu trabalho". Aposentado, ele deixou o Espírito Santo e passa por uma avaliação no hospital para receber o órgão.

"A gente está há um ano e meio treinando a equipe. Desde a equipe médica, clínica, enfermagem, nutricionista, fisioterapia, assistencia social... engloba todo o hospital", diz o cirurgião do hospital Frederico Barth que também conta que médicos foram para o exterior para se preparar.

Doação de órgãos

Atualmente, Rio Grande do Sul e São Paulo são responsáveis pelo procedimento no País. De acordo com o médico responsável pela Central de Transplantes do hospital, João Nicoluzzi, o mérito do aumento de transplantes no Paraná é do trabalho da Central de Transplantes, que vem fazendo a conscientização dos hospitais onde estão os doadores, em ambientes de UTI – que acontece em Curitiba, Cascavel, Londrina e Maringá.

"Um doador pode salvar oito vidas. É importante essa questão e que as famílias conversem em casa. Na hora difícil, quando acontece o imprevisto da morte, a família tem que ser forte e pensar que pode ajudar o próximo", afirma Barth.