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Área liberada para construção cresce em Maringá

Do Metro MaringáA área liberada para construção civil em Maringá cresceu 12% em 2017 em relação à 2016. Segundo dados da..

Andreza Rossini - 22 de janeiro de 2018, 08:56

Do Metro Maringá

A área liberada para construção civil em Maringá cresceu 12% em 2017 em relação à 2016. Segundo dados da Seplan (Secretária Municipal de Planejamento e Urbanismo), foram liberados 869.121,18 m² no ano passado contra os 775.875,77 m² liberados no ano anterior.

Apesar da melhora do mercado, os números ainda são 12,15% inferiores aos de 2015, quando a área liberada para construção foi 989.362,95 m². Segundo o vice-presidente do Sinduscon/Nor-PR (Sindicato da Indústria da Construção Civil do Noroeste do Paraná), José Armando Quirino, grande parte da construção civil foi alavancada, no ano passado, por projetos de casas populares subsidiadas pelo governo, entretanto, as grandes incorporadoras viram-se estancadas pelo alto estoque de imóveis. “As incorporadoras tiveram uma desaceleração nos lançamentos em função de estoque de apartamentos construídos para atender uma demanda que era real, mas não se concretizou porque, assim como os demais setores produtivos, sofreu com a recessão que gerou desemprego, insegurança para investimentos de médio e longo prazo e restrição de crédito por parte das instituições financeiras”, disse.

Bom para comprar

De acordo com Quirino, 2018 será um ano favorável para quem quer comprar imóveis, principalmente no primeiro semestre. “As incorporadoras, por enquanto, estão praticando preços antigos, não repassaram os reajustes de preços dos materiais usados pela industria da construção civil. O aço, por exemplo, teve aumento de 34% no ano passado e em janeiro subiu mais 15%. Além disto a taxa Selic, que em 2017 chegou a 14,25%, esta sinalizando para 6,75% neste início de ano, retomando o investimento em imóveis como o mais garantido”, explicou. Embora a expectativa para 2018 seja bastante positiva, os números não devem bater os 2014 e 2016, considerados os melhores anos do setor nos último tempos. “Foi quando vivemos o ‘boom’ da construção civil e de outras indústrias de produtos de consumo, de maneira geral”, destacou.