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Em 10 anos, 442 pessoas já morreram na PR-323

Repórter Eduardo Xavier do Metro MaringáA PR-323, que hoje está no meio de um imbróglio jurídico entre um consórcio de e..

Andreza Rossini - 01 de agosto de 2017, 09:16

Repórter Eduardo Xavier do Metro Maringá

A PR-323, que hoje está no meio de um imbróglio jurídico entre um consórcio de empresas e o governo do Estado e sem solução definitiva para a sua duplicação, registrou 6.655 acidentes em 10 anos que resultaram em 4.592 feridos e 442 mortes.

Os dados são referentes ao trecho de 178 km entre Maringá e Perobal de responsabilidade da 4ª Cia. PRV (Companhia de Polícia Rodoviária Estadual). A estrada tem pontos deformados e sinalização deficiente.

A duplicação da rodovia é uma reivindicação dos paranaenses. O governador Beto Richa (PSD) rescindiu o contrato de PPP (Parceria Público Privada) entre o DER (Departamento de Estradas de Rodagem) e o consórcio que venceu a licitação para fazer as obras entre Maringá e Francisco Alves. Richa anunciou que o Estado vai fazer investimentos na rodovia com recursos próprios.

“Faremos as obras com recursos próprios para garantir a segurança desejada pelas famílias do noroeste.” De 1º de janeiro a 27 de julho, oito pessoas morreram na PR-323. No mesmo período do ano passado, foram 23 óbitos.

O presidente da Acim (Associação Comercial de Maringá), José Carlos Valêncio, que tem representação na Copedu (Comissão Permanente pela Duplicação da PR-323), diz que “a duplica- ção é uma reivindicação antiga da classe empresarial e representantes de várias associações comerciais, igrejas e entidades já cobraram a obra do governador”.