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Hospital paranaense realizou 207 transplantes em 2017

O Hospital Angelina Caron, em Campina Grande do Sul, Região Metropolitana de Curitiba, realizou 207 transplantes de jane..

Francielly Azevedo - 02 de agosto de 2017, 15:59

O Hospital Angelina Caron, em Campina Grande do Sul, Região Metropolitana de Curitiba, realizou 207 transplantes de janeiro a maio deste ano. De acordo com os últimos dados da Central de Transplante do Paraná, a instituição é a que mais fez procedimentos no Paraná em 2017. Os receptores ganharam uma nova oportunidade de viver com os transplantes de coração, córnea, fígado, medula óssea, pâncreas ou rim.

Para o médico responsável pela Central de Transplantes do Hospital Angelina Caron, João Nicoluzzi, esse desempenho é um alento contra a desinformação, o preconceito e alguns temores que envolvem a doação de órgãos, mas pode melhorar. “A doação de órgãos ainda é um assunto tabu presente na sociedade. Mesmo com o acesso à informação e o constante esforço para se desmistificar a doação. Os números podem melhorar ainda mais, precisamos sensibilizar permanentemente a população para a necessidade da doação de órgãos e tecidos e mostrar quantas vidas podem mudar”, explica.

Volume que impressiona

A quantidade de transplantados pelo Angelina Caron representa 18% dos procedimentos realizados em todo o estado em 2017.

“Índices para os transplantes de coração e fígado, 66% e 40% respectivamente, reforçam a posição do Angelina Caron como referência para transplantes no Paraná. Para comparativo, em 2016 foram feitos 300 procedimentos, sendo o hospital que mais realizou transplantes no estado”, menciona Nicoluzzi.

Cinco coisas para se pensar

1. Para se assumir doador, não é preciso nenhum registro por escrito

2. Um único doador salva em média de 8 a 10 pessoas, com o transplante de córneas, coração, pulmões, rins, fígado, pâncreas, pele, ossos e válvulas cardíacas

3. Não existe nenhuma despesa de operação. O SUS se responsabiliza por todos os gastos

4. Idade e histórico médico não importam. Todas as pessoas são doadoras potenciais. O fator determinante é a condição médica

5. Até mesmo as religiões contrárias à transfusão de sangue, como testemunhas de Jeová, são favoráveis à doação de órgãos e tecidos