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Operação Proclamador: MP investiga licitações de Antonina

Por Metro CuritibaO MPPR (Ministério Público do Paraná) em Antonina e o Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao C..

Andreza Rossini - 23 de agosto de 2017, 08:52

Por Metro Curitiba

O MPPR (Ministério Público do Paraná) em Antonina e o Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) de Curitiba deflagraram ontem a Operação Proclamador, que investiga suspeitas de fraude em licitações no município do litoral.

De acordo com a promotora Mariana Andreola, denúncias e indícios apontam que as contratações de serviços de roçada e de manutenção de veículos foram fraudadas neste ano. Um outro contrato, da gestão anterior, também está sob suspeita.

No começo de 2017 a prefeitura contratou emergencialmente uma empresa para fazer a roçada por 120 dias, ao custo de R$ 550 mil. A mesma empresa venceu uma concorrência posterior para fazer o mesmo serviço por mais 12 meses - por R$ 798 mil. Já o contrato para pagamento de um mecânico foi fechado em R$ 448 mil. “Há suspeita de que parte tenha virado pagamento indevido”, diz Mariana.

Ontem o MP ouviu seis pessoas - entre elas o secretário municipal de Obras e Planejamento de Antonina, Arlindo José Ricardo, um contador da Câmara e um pregoeiro. “Existe possibilidade do envolvimento do prefeito e ele também será chamado”, adiantou a promotora.

Laranjas

O esquema usou uma empresa fantasma para a participação de uma licitação. Outras empresas, estas que atuam de verdade, teriam feito orçamentos falsos em processos de dispensa de licitação. O artifício serve para fingir que há competição quando, na verdade, o resultado já era dirigido.

O MP encontrou indícios que uma das empresas pertence a servidores de Antonina. O Gaeco cumpriu mandados no setor de licitações de Antonina, na Câmara Municipal e em residências. Endereços nas cidades de São José dos Pinhais, Pontal do Paraná e em Curitiba também foram averiguados.

Ontem, a prefeitura de Antonina disse não ter informações específicas sobre os casos e que por isso não iria comentar a denúncia. A prefeitura afirmou, no entanto, que coopera com as investigações