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Justiça decreta prisão de casal acusado de matar menino de 6 anos

Com Metro e BandNews CuritibaA Justiça em Almirante Tamandaré, Região Metropolitana de Curitiba (RMC), homologou,..

Mariana Ohde - 28 de agosto de 2017, 07:47

Com Metro e BandNews Curitiba

A Justiça em Almirante Tamandaré, Região Metropolitana de Curitiba (RMC), homologou, no sábado (26), a prisão preventiva - sem prazo de soltura - de Ana Maria de Jesus Goveia e de seu companheiro, Claudinei Gonçalves Monteiro. A decisão é da juíza Liana Luerdes.

Eles são suspeitos de matar Izaque Furlan, de apenas seis anos, na sexta-feira (25). Depois de atrair o menino com uma pipa, Ana o teria matado com golpes de bloco de concreto na cabeça. Depois, seu marido o teria asfixiado com fio de uma enceradeira, para se certificar da morte. O corpo do menino foi escondido em uma mala e colocado dentro do forno, na casa dos suspeitos.

Na decisão, a juíza afirma que o assassinato aconteceu por "vingança" e que o menino não teve qualquer chance de defesa ou reação.

Quanto ao motivo, Ana Maria, ao confessar o crime, teria dito que cometeu o assassinato após uma briga por causa da assinatura da TV a cabo, que era compartilhada entre as vizinhas. “Elas tiveram uma discussão porque a mãe do menino estaria usando a internet dela”, disse o delegado da cidade, Tito Barrichelo.

Ana Maria disse, em depoimento, que queria se vingar da mulher, porém, o seu companheiro, que já tinha passagem por estupro de vulnerável, sugeriu o ataque contra a criança. Em depoimento, o homem negou as acusações.

Ana Maria costumava cuidar do menino quando sua mãe ia trabalhar. Após investigações, foi descoberto, também, que ela desviava dinheiro de benefícios sociais da família do menino - um benefício por causa de uma deficiência que Izaque tinha nas pernas e o Bolsa Família.

Revolta

O crime revoltou os moradores do Jardim Bonfim, em Almirante Tamandaré, que destruíram a casa no final de semana. A mãe da suspeita, Marcia Gouveia, que também é vizinha da família de Izaque, também demonstrou indignação.

"Eu estou desiludida. Eu crio meus filhos para não fazerem isso. Eu não tive pai, não tive mãe, aprendi com a vida e jamais, jamais eu vou aceitar uma coisa dessas. Ela vai apodrecer na cadeia. Eu não vou mover uma palha para tirar ela da cadeia, não vou levar uma peça de roupa pra ela na cadeia. Vou cuidar dos meus netos, que precisam de mim, que ela, como mãe, não pensou neles".

"Eu não sei o que aconteceu, na verdade. Mas, independentemente de qualquer coisa, para mim, ela morreu", lamentou.