câmara municipal de apucarana
Compartilhar

Acusado de mandar matar fiscal de combustíveis é preso em shopping

A Polícia Civil, por meio da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), prendeu novamente o empresário dono de ..

Fernando Garcel - 17 de fevereiro de 2018, 14:40

Foto: Seab
Foto: Seab

A Polícia Civil, por meio da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), prendeu novamente o empresário dono de postos de combustíveis Onildo Chaves de Cordova II na noite de sexta-feira (16), em um shopping de Curitiba. Ele é acusado de ser o mandante do homicídio do fiscal e presidente da Associação Brasileira de Combate à Fraude de Combustíveis Fabrizzio Machado da Silva, morto em março do ano passado.

Diferentemente do que alegado pela D. Defesa de Onildo Chaves, em momento algum houve a 'revogação da prisão pelo Tribunal de Justiça', mas sim substituição da prisão preventiva por tratamento em internação clínica até que perdure o período de recuperação do paciente", despachou a juíza Karine Pereti de Lima Antunes.

O advogado de defesa do empresário, Rafael Guedes de Castro, contesta a prisão e diz que a prisão é ilegal. "A prisão viola uma decisão que já tinha sido proferida pelo Tribunal de Justiça do Estado do Paraná e pela juíza titular do Tribunal do Júri que já tinha reconhecido o direito do senhor Onildo responder em liberdade", aponta o advogado. "Na visão da defesa, é uma ilegalidade, um absurdo e uma injustiça o que está acontecendo", completa Castro.

O caso

Fabrizzio era presidente da Associação Brasileira de Combate a Fraudes de Combustíveis e foi morto a tiros em 23 de março de 2017, na frente da casa dele, em Curitiba. O empresário foi assassinado por volta de 22h do dia 23 de março quando chegava de carro em casa, no bairro Capão da Imbuia. O autor do crime bateu na traseira do carro do fiscal. Ao descer do veículo para saber o que tinha acontecido, Fabrízzio foi baleado na cabeça.

Uma ambulância do Serviço Integrado de Atendimento ao Trauma em Emergência (Siate) foi acionada, mas a vítima não resistiu aos ferimentos. O empresário morreu antes da chegada do serviço médico. Toda ação foi registrada por câmeras de segurança.

Um dia depois, policiais encontraram um veículo incendiado, em São José dos Pinhais, Região Metropolitana de Curitiba. O carro era roubado e possuía as mesmas características do que foi utilizado pelo assassino.

Conforme a denúncia, Onildo teria encomendado o assassinato por vingança, devido às fiscalizações que a vítima promovia em postos da região da capital do Estado e porque ajudava o poder público a identificar empresas que adulteravam as bombas e a composição da gasolina em São Paulo, Santa Catarina e Paraná.

Dois dias após o assassinato, em 26 de março, a Polícia Civil deflagrou a primeira fase da Operação Pane Seca. A ação resultou na interdição de nove postos de combustíveis de Curitiba e região metropolitana. Seis pessoas foram presas e outras seis permanecem foragidas. Outros mandados foram cumpridos, no dia 29 de março, na segunda etapa da operação.

A fraude consistia na instalação de dispositivos nas bombas que interrompiam o fluxo de combustível sem interromper a medição da quantidade de litros a ser paga pelo consumidor.

> Operação fecha nove postos de combustíveis em Curitiba e região metropolitana: veja a lista

Segunda fase da Operação Pane Seca mira novas fraudes em postos