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Delegado e investigador são presos pelo Gaeco por jogos ilegais

Repórter Rosângela Gris, do Metro MaringáO delegado Reginaldo Caetano e o investigador da Polícia Civil, Paulo Enrique, ..

Andreza Rossini - 17 de agosto de 2017, 09:42

Repórter Rosângela Gris, do Metro Maringá

O delegado Reginaldo Caetano e o investigador da Polícia Civil, Paulo Enrique, estão entre os presos na Operação Barão de Drummond, deflagrada pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), do Ministério Público do Paraná, contra a exploração de jogos ilegais.

Além deles, outras três pessoas foram presas. Resultado de uma investigação iniciada no primeiro semestre de 2016 pelo núcleo do Gaeco em Maringá, no noroeste do estado,  a ação mobilizou mais de 100 policiais no cumprimento de mandados em dez cidades do Paraná: Maringá, Astorga, Altônia, Ivatuba, Paiçandu, Ponta Grossa, Paranavaí, Sarandi, Arapongas e Doutor Camargo.

No total, foram expedidos 37 mandados de busca e apreensão (22 em residências, 11 em estabelecimentos comerciais e quatro em gabinetes de delegacias) e cinco mandados de prisão preventiva.

Segundo coordenador do Gaeco, Leonir Batisti, Caetano, que até o início deste ano comandava a Delegacia de Sarandi, teria sido preso em Altônia, onde está lotado atualmente. Já o investigador, também com passagem por Sarandi, hoje trabalha em Paiçandu. Os outros três mandados de prisão teriam sido cumpridos em Maringá.

Os detidos na operação são investigados por crimes de corrupção ativa, corrupção passiva, lavagem de dinheiro e associação criminosa. “O delegado e o investigador são suspeitos de receber propina para fazer vistas grossas a exploração de jogos”, explica Batisti, acrescentando que os dois devem ser levados para Curitiba para serem ouvidos pela Corregedoria da Polícia Civil.

Entre os itens apreendidos estão máquinas de apostas e celulares. Até as 16h o Gaeco ainda não havia concluído o balanço das apreensões. Durante a operação, foram também presas em flagrante cinco pessoas por posse de munições e armas sem registro. Outras oito foram encaminhadas para lavratura de termo circunstanciado para responderem por envolvimento com jogos ilegais.