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Vistoria aponta condições desumanas em carceragem que teve morte de preso

Cristina Seciuk - CBNCuritibaRepresentantes ligados aos direitos humanos cobram que providências sejam tomadas na..

Jordana Martinez - 15 de agosto de 2017, 16:55

Cristina Seciuk - CBNCuritiba

Representantes ligados aos direitos humanos cobram que providências sejam tomadas na carceragem do 8º Distrito Policial, onde um preso morreu durante a madrugada do último sábado (12).

O espaço está superlotado e sem as mínimas condições de manter os presos, conforme constatação feita durante vistoria na tarde desta segunda (14). O relato é da advogada Isabel Mendes, presidente do Conselho da Comunidade na Execução Penal.

A informação já repassada pela própria Polícia Civil ainda no sábado é de que o preso que morreu durante o final de semana teria se envolvido em uma briga dentro da carceragem e bateu a cabeça durante o empurra-empurra.

No momento da confusão havia (segundo informação oficial) 50 presos dentro da carceragem que tem capacidade para 15.

Para a representante do Conselho, essa situação de grave superlotação colabora com outros sérios problemas que podem causar novas mortes dentro da unidade.

 Durante esta terça-feira cobranças por medidas a serem tomadas com relação ao 8º DP serão levadas para a reunião do Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Penitenciário, órgão consultivo composto por representantes do Tribunal de Justiça, promotores, representantes da OAB, da Defensoria Pública e do Depen.

A expectativa é por cobrar a transferência imediata de ao menos 20 presos para o sistema penitenciário, a realização de mutirões de saúde e de fiscalização da Vigilância Sanitária.

Sobre as denúncias feitas com relação à situação do 8º DP, a Polícia Civil informou que ainda nesta segunda (14) agentes de saúde estiveram na carceragem para atender alguns detentos com problemas de saúde, porém nada foi relatado pelos agentes em relação ao suposto surto de tuberculose dentro da unidade. Sobre o acesso à água, a Polícia Civil informou que os detendos do 8º tês acesso a um registro que pode ser usado para banho e consumo.