camara municipal
Compartilhar

Processo contra vereadora Kátia Dittrich terá reuniões abertas

Com Metro CuritibaOs três vereadores sorteados para compor a Comissão Processante da Câmara Municipal de Curitiba..

Mariana Ohde - 24 de agosto de 2017, 07:25

Com Metro Curitiba

Os três vereadores sorteados para compor a Comissão Processante da Câmara Municipal de Curitiba se reuniram nesta quarta-feira (23) pela primeira vez. O grupo, formado por Cristiano Santos (PV), presidente, Osias Moraes (PRB), relator, e Toninho da Farmácia (PDT), vai analisar o processo contra a vereadora Kátia Dittrich (SD), conhecida como Kátia dos Animais de Rua.

Kátia é acusada de se apropriar de parte do salário de funcionários. A denúncia foi aceita nesta terça-feira (22). Dois comprovantes de depósitos nas contas dela foram apresentados como provas.

Segundo Cristiano Santos, embora a investigação tenha repercussão negativa na Casa, “os fatos precisam ser apurados”.

Ontem, os vereadores decidiram que as reuniões da Comissão Processante serão abertas à população, respeitada a capacidade do local. As oitivas também serão abertas, sendo fechadas somente quando solicitado pelo depoente.

Também nesta quarta-feira, a procuradora jurídica da Câmara, Waléria Maida, apresentou o documento de notificação do processo, que deverá ser entregue a Kátia. A procuradora vai acompanhar todas as reuniões da Comisão, para garantir a validade jurídica do processo.

Em sua defesa, a vereadora diz que as acusações são parte de um complô do seu suplente Zé Maria (SD), que quer ficar com o cargo.

Thiago Ferro

O corregedor da Câmara, Dr Wolmir Aguiar (PSC), confirmou nesta quarta-feira que investiga mais uma denúncia de recebimento de salários de comissionados por parte de um vereador. A acusação foi feita por um assessor do vereador Thiago Ferro (PSDB), que trabalhou com ele antes do início do mandato.

“Existem mensagens de WhatsApp em que o denunciante se comunica com um terceiro, não com o vereador, e fala que a prática prosseguiria”, disse Wolmir.

O corregedor adiantou que chamará os citados para dar explicações. O caso tramita desde a semana passada e tem prazo de 30 dias para ser concluído.

Ontem, o vereador Thiago Ferro se defendeu da tribuna da Câmara e disse estar sendo ‘caluniado’, além de estar sofrendo ameaças há meses. “Mandaram mensagens de SMS no celular da minha esposa. Estou recebendo constantemente, contra mim, contra minha família, minha esposa, meus filhos, ameaças de vida. (Falam) o horário de quando minha esposa chega em casa”.

Thiago também protocolou um requerimento pedindo que seja processado o “mais rápido possível” pela Câmara – para com isso obter acesso aos autos. “Cabe aos acusadores apresentarem as provas. Mas mão há provas”, garantiu. “Os meus advogados irão atrás desses malfeitores”, completou.

Wolmir Aguiar prometeu “agir com rigor”: “Não podemos admitir que se afirme que isso (se apropriar de salários) é uma prática corriqueira na Casa. Para mim, ao menos, não é”, disse.