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Mais três vereadores de Curitiba são investigados por apropriação salarial

Por Mariana Ohde e Andreza RossiniApós as denúncias contra Katia Ditrich (SD) e Thiago Ferro (PSDB), mais vereado..

Mariana Ohde - 29 de agosto de 2017, 10:23

Por Mariana Ohde e Andreza Rossini

Após as denúncias contra Katia Ditrich (SD) e Thiago Ferro (PSDB), mais vereadores são acusados de se apropriar de parte do salário de funcionários na Câmara Municipal de Curitiba. Dessa vez, Geovane Fernandes (PTB), Rogerio Campos (PSC) e Osias Moraes (PRB) são acusados do mesmo crime.

Os casos estão sendo apurados pela Promotoria de Proteção ao Patrimônio Público do Ministério Público Estadual (MP-PR), sob sigilo. O órgão pediu à Câmara o envio de documentos, que forneceu as informações. Porém, como foram apenas pedidos de informação e não houve novas denúncias, ainda não há nenhum procedimento aberto na Casa.

"Três denúncias foram feitas ao Ministério Público. O Ministério Pública encaminha à Câmara de forma administrativa, a Câmara fornece todos os documentos e todas as informações. Nesse momento, o Ministério Público não diz que é um indiciamento. Ele está encaminhando à Câmara, pedindo para que esses documentos subsidiem o Ministério Público para que ele possa evoluir na sua investigação", explica o presidente Serginho do Posto (PSDB).

Ainda não há procedimentos dentro da Câmara Municipal contra os três novos acusados, mas Serginho do Posto afirma que todos os fatos serão apurados e que a Câmara já tomou todas as providências que cabem à Casa.

Ele também garantiu que as denúncias não afetam a Câmara e que seu funcionamento continua normalmente. "Nenhum desses fatos ou denúncias atinge a administração da Câmara, nem a presidência da Câmara, o parlamento, como um todo. É importante separarmos os fatos. Cada fato será apurado com toda responsabilidade", disse. "Os cofres públicos da Câmara não foram atingidos", garantiu.

"A Câmara Municipal de Curitiba é maior que tudo isso. Não podemos deixar que fatos não sejam esclarecidos. Vamos apurar todos os fatos, Desde que sejam obedecidos critérios e formas que chegam essa representações, em forma de denúncias". Serginho do Posto ressalta que é preciso que haja materialidade que confirme a necessidade de investigação. "Se a denúncia foi feita na Câmara Municipal, subsidiada com provas e documentos, todas as medidas estamos tomando de forma responsável".

Segundo o Corregedor da Câmara, Volmir Aguiar (PSC), serão pedidas ao MP-PR informações sobre os casos. Se houver denúncia formal, será aberta sindicância na Casa. Segundo ele, mesmo que o MP-PR não envie informações, os vereadores acusados devem ser ouvidos ainda nesta semana.

"Eu preciso de uma denúncia formal na Casa. Como chegou o pedido de informações, mas não encaminharam , eu provavelmente vou pedir informações ao Ministério Público. Se eles encaminharem, ótimo, abrimos sindicância", afirmou. O pedido de informações ao MP-PR deve ser feito até amanhã, segundo Volmir.

O vereador Rogerio Campos, que está em seu segundo mandado, acusa o ex-funcionário autor da acusação de tentar "denegrir" a sua imagem por ter perdido o cargo em seu gabinete. Osias e Geovane ainda não se posicionaram.

Denúncias anteriores

Katia Dittrich foi denunciada no início de agosto por pedir parte do salário de seis funcionários. Ela já é investigada por uma Comissão Processante e tem até o dia 6 de setembro para apresentar defesa. Katia afirma que é inocente e foi vítima de um golpe de seu suplente, Zé Maria.

Thiago Ferro, outro vereador denunciado, pelo mesmo crime, é investigado pela Corregedoria da Câmara. Ele também afirma que é inocente.