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Falta de remédios ainda é realidade na capital

Do Metro CuritibaProblema recorrente no 1º semestre deste ano, a falta de medicamentos nas unidades básicas de Saúde de ..

Andreza Rossini - 14 de agosto de 2017, 09:05

Do Metro Curitiba

Problema recorrente no 1º semestre deste ano, a falta de medicamentos nas unidades básicas de Saúde de Curitiba ainda não foi completamente solucionada.

No dia 5 do mês passado, o prefeito Rafael Greca (PMN) e a recém empossada secretária de Saúde à época, Márcia Huçulak, fizeram o ‘Ato pelo Avanço da Saúde de Curitiba’ – evento que marcou o início do pagamento aos fornecedores de remédios que não haviam recebido na gestão anterior.

Segundo a prefeitura, devido as dívidas milionárias, os fornecedores se recusavam a fazer entregas. O reflexo foi a falta de até 39 dos 116 medicamentos da Farmácia Curitibana. A secretária informou ao Metro Jornal na mesma data, que a situação deveria ser regularizada por volta do último 20.

Ainda no fim do mês passado, o prefeito afirmou que já não faltavam remédios nos 110 postos da cidade. Contudo, na semana passada, as reclamações persistiam em algumas unidades. No unidade do Cajuru, por exemplo, pacientes reclamavam da falta de Ibuprofeno, Amitriptilina e Omeprazol. As queixas também existiam em unidades da CIC (Cidade Industrial de Curitiba) e inclusive viraram requerimentos do vereador Toninho da Farmácia (PDT) à prefeitura.

Em um deles, ele descreve que usuários da unidade Vila Verde relatavam que vários medicamentos estariam em falta e que apenas Histamin e Paracetamol estavam sendo disponibilizados. “Cada dia falta algo em alguma unidade”, disse a coordenadora do Sismuc (Sindicato dos Servidores Públicos Municipais), Irene Rodrigues, que também relatou problemas em outros postos.

Em nota, a secretaria municipal de Saúde lembrou da dificuldade enfrentada desde janeiro, reforçou que a atual gestão está regularizando o abastecimento de medicamentos, e que, eventualmente problemas muito pontuais podem ocorrer nesta fase de transição.

Sobre o Ibuprofeno, a secretaria informou que os fornecedores deste medicamento estavam priorizando a venda para o mercado privado, dificultando a compra pelo setor público em todo o país. Por este motivo, ele foi temporariamente substituído na lista da Farmácia Curitibana por Dipirona, que está disponível na rede.

Entretanto, recentemente a secretaria conseguiu realizar a compra do Ibuprofeno, que chegou na última sexta (11) ao almoxarifado e será distribuído nesta semana. Já a Amitriptilina foi adquirida, mas houve atraso na entrega pelo fornecedor – a previsão é que a entrega seja realizada nesta semana. Sobre o Omeprazol, a secretaria afirmou que está disponível. Os requerimentos do vereador, que incluem outros questionamentos, vão ser respondidos dentro do prazo protocolar de 10 dias.

Fala Curitiba

Nas consultas públicas feitas do início de junho ao começo deste mês, duas regionais – Portão e Tatuquara – elegeram a melhora ou garantia da quantidade de medicamentos como a prioridade número um. Na CIC, a questão ficou em 2º lugar.