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Homem em situação de rua rejeita atendimento e morre em Curitiba

Um homem identificado como Adilson José Juk, 41 anos, que já era atendido pela Fundação de Ação Social (FAS) desde 2003,..

Andreza Rossini - 19 de julho de 2017, 11:01

Um homem identificado como Adilson José Juk, 41 anos, que já era atendido pela Fundação de Ação Social (FAS) desde 2003, foi encontrado morto pelos colegas na praça Tiradentes, no Centro de Curitiba, na madrugada desta quarta-feira (19). Segundo a prefeitura, ele foi abordado pela equipe na noite de terça (18), mas recusou ajuda.

O primeiro atendimento após a constatação do óbito foi feito pela equipe do Samu e da Polícia Militar, o corpo foi encaminhado para o Instituto Médico Legal (IML) que deve identificar a causa da morte.

De acordo com a prefeitura, colegas de Adilson relataram que ele havia sofrido duas convulsões nos últimos dias. Adilson era atendido pelo Consultório na Rua e sempre descartava atendimento e acolhimento pela FAS. Ele também havia feito tratamento para dependência química.

No Facebook, o prefeito Rafael Greca afirmou que foi ate à praça na noite de terça e que o homem não aceitou o atendimento poR estar "fortemente drogado e alcoolizado". Greca questionou o direito de permanecer na rua. "Não queremos perder ninguém para o abandono, mas as forças do mal insistem no 'direito' de permanecer na rua", afirmou.

Estatísticas

A prefeitura recebeu 195 pedidos de atendimento a pessoas em situação de rua, das 19 horas de terça-feira (18/7) às 7 horas desta quarta-feira (19/7), quando Curitiba registrou a temperatura mais baixa do ano. Os atendimentos foram feitos com base às solicitações à Central 156.

Para a ação emergencial, realizada sempre que a temperatura chega a 7 graus, a Fundação de Ação Social (FAS) contou com 11 equipes de abordagem social, com 33 assistentes e educadores sociais e apoio técnico. Houve um reforço de duas equipes às 24 horas, em função da demanda.

Nesta noite, 58 pessoas recusaram encaminhamento aos abrigos e permaneceram no local e 57 aceitaram acolhimento da FAS. Além disso, 68 pessoas não estavam no local apontado pelo cidadão que ligou ao 156.

Houve também um retorno para a família e um adolescente foi reencaminhado à unidade social onde já era atendido. Às 4 horas, 95% das 900 vagas oferecidas para pernoite já estavam ocupadas.

Veja a postagem do prefeito: 

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