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“Não adianta fazer discurso sem estrutura”, diz MP sobre morte de morador de rua

Redação com CBNCuritibaA morte de um morador de rua na gelada madrugada desta quarta (19), em Curitiba, causou co..

Jordana Martinez - 19 de julho de 2017, 18:33

Redação com CBNCuritiba

A morte de um morador de rua na gelada madrugada desta quarta (19), em Curitiba, causou comoção e críticas nas redes sociais.

No Facebook, o prefeito Rafael Greca justificou: “Não queremos perder ninguém por abandono, mas as forças do mal insistem no “direito” de permanecer na rua.”

Para o coordenador da área de Diretor Humanos do Ministério Público, o procurador Olympio de Sá Sotto Maior, é preciso mais do que abrigo, banho e refeição por uma noite para retirar as pessoas da rua.

"No contato ser feito, é preciso ter uma proposta concreta da construção de um novo projeto de vida para essas pessoas, que passa pela saúde, pela superação da dependência de álcool e drogas, que passa pela possibilidade de inserção no mercado de trabalho. E com recursos para fazer isso, especialmente equipamentos para um acolhimento adequado dessas pessoas", argumentou em entrevista à CBNCuritiba.

Outra crítica feita pelo procurador é relacionada à estrutura oferecida mesmo que só para pernoite, que não daria conta de toda a população em situação de rua.

" Não adianta fazer um discurso de que se quer dar um encaminhamento adequado, com dignidade para essas pessoas e não ter a estrutura necessária, e não ter os recursos. Então vamos imaginar que hoje todas as pessoas queiram sair das ruas, que haja uma aproximação adequada, feita por profissionais habilitados, e todos queiram sair das ruas, hoje, em Curitiba, a prefeitura  não oferece condições de acolher todas essas pessoas", afirmou.

No total, a prefeitura tem 1.500 vagas disponíveis entre equipamentos do município e apoiadores ou conveniados contra uma população estimado de 1.700 cidadãos que vivem sob as marquises.