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Pacote de impostos será ‘reformatado’

Metro Jornal Curitiba Em dificuldades financeiras, a prefeitura de Curitiba ainda não desistiu dos aumentos do IS..

Narley Resende - 03 de agosto de 2017, 07:54

Metro Jornal Curitiba

Em dificuldades financeiras, a prefeitura de Curitiba ainda não desistiu dos aumentos do ISS e o ITBI, que haviam sido propostos aos vereadores. Ontem, um dia depois de mandar retirar os dois projetos, Rafael Greca (PMN) foi até a Câmara e admitiu que os textos retornarão, mas modificados.

Sobre o ITBI, Greca afirmou que pretende deixar o imposto apenas para os “mais ricos”, O projeto previa o aumento, de 2,4% para 2,7% nos imóveis com preço entre R$ 140 mil e R$ 300 mil. “Quero deixar o imposto só para imóveis mais valorizados, para os mais ricos. Eu tenho até o final do ano para isso, vou fazer com calma. Nós vamos reformatar, vamos rediscutir com os vereadores”. disse.

O proposta é criticada por entidades do setor imobiliário e da construção civil, por acabar aumentando o preço final dos imóveis para os compradores.

Além da alta do ITBI, a prefeitura previa no pacote um aumento de ISS para 22 categorias de profissionais, incluindo os advogados. O texto foi retirado, mas, segundo Greca também deve voltar. “Não temos interesse de taxar os advogados. Só queremos que os escritórios sejam corretamente tributados, sem criar conflito com ao OAB”.

Ficha limpa

Com a aprovação da primeira parte do pacote, em junho, a prefeitura conseguiu obter a certidão negativa de débitos junto ao Tribunal de Contas. Com isso ocorreu a liberação para a assinatura, ontem, de um convênio com o Estado. O governo estadual prometeu repassar R$ 29 milhões para asfaltar 34,5 km de 61 ruas da cidade. O documento foi assinado ontem.

Dizendo-se de ‘mãos amarradas’ pelas ações judiciais que impedem a compra de novos ônibus na cidade, o prefeito Rafael Greca disse ontem que “se (os empresários) não comprarem os ônibus, e a Justiça permitir, eu vou comprá-los e vou fazê-los funcionar”.

Uma nova linha, afirmou, seria criada fora do atual sistema de concessão. “Mandei estudar uma linha independente do contrato, que funcione do Pinheirinho, pela Linha Verde, até Santa Cândida. Tudo, inclusive, no território das empresas Gulin. Não me move nenhuma simpatia por ninguém, o que me move é a vontade de servir”, afirmou.

A briga judicial com as empresas já gerou 35 ações movidas por ambos os lados. O aumento da passagem, de R$ 3,70 para R$ 4,25, não serviu para resolver o impasse.

De acordo com a Urbs, já há um estudo para uma linha do Pinheirinho até a esta- ção Fagundes Varela, no Bacacheri. Para isso, no entanto, as obras do lote 3 da Linha Verde Norte teriam que ser concluídas e a previsão é de que terminem no começo do ano que vem. O lote 4, até Santa Cândida ainda depende de verbas. O Setransp (Sindicato das Empresas de Ônibus) não comentou as declarações do prefeito.