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STF nega pedido e Carli Filho vai a júri popular

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou na tarde desta sexta-feira (23) o pedido feito pela d..

Jordana Martinez - 23 de fevereiro de 2018, 18:38

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou na tarde desta sexta-feira (23) o pedido feito pela defesa do ex-deputado estadual Luiz Fernando Ribas Carli Filho que pedia a suspensão do júri popular marcado para a próxima terça-feira (27).

Os advogados questionavam a imparcialidade dos jurados e "indicativos concretos de comoção social e intranquilidade local", o que justificaria o desaforamento para outra comarca.

Outros pedidos semelhantes já haviam sido rejeitados em primeira e segunda instância na justiça paranaense e no Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Com pedido negado pelo Supremo Tribunal Federal, última instância do poder judiciário, o ex-parlamentar sentará no banco dos réus na próxima terça-feira.

A sessão do julgamento é pública mas, desta vez,  o TJ-PR optou por distribuir as senhas porque o número de lugares na sala de sessões é limitado. A sala comporta, no máximo, 370 pessoas. As senhas serão distribuídas conforme a ordem de chegada dos interessados.

Também será necessário seguir algumas regras durante o julgamento: não será permitido o uso de materiais que possam influenciar na decisão dos jurados, entre eles, camisas, faixas, adesivos ou adereços com mensagens ou imagens relacionadas ao caso. Também não é permitido filmar ou fotografar durante o julgamento – a captação de imagens só será liberada antes do início do julgamento e nos períodos de recesso.

Caso Carli Filho

O ex-deputado é acusado da causar o acidente que matou Gilmar Yared e Murilo de Almeida, que, na época, tinham 26 e 20 anos. Carli Filho dirigia alcoolizado e a mais de 160 km/h em uma via onde a velocidade máxima é de 60 km/h. Ele responde por duplo homicídio com dolo eventual, quando se assume o risco de matar.