Brasil - China - livre-comércio

Acordo de livre-comércio entre Brasil e China depende do Mercosul

Um acordo comercial entre Brasil e China, como proposto nesta quarta-feira (13) pelo ministro Paulo Guedes (Economia), dependerá do aval dos outros países que fazem parte do Mercosul, de acordo com especialistas em comércio exterior ouvidos pela reportagem.

O governo brasileiro também poderia optar por sair do bloco sul-americano para negociar diretamente com os chineses.

Nessa hipótese, no entanto, o Brasil perderia todos os avanços feitos em relação a outros blocos econômicos, ficando de fora, por exemplo, do acordo Mercosul-União Europeia.

“Desde 2000, o Mercosul só negocia em bloco. Todas as negociações comerciais hoje em curso são em bloco”, afirma o ex-secretário de comércio exterior Welber Barral, sócio da consultoria Barral M Jorge.

Barral diz que uma negociação com a China enfrentaria grande resistência por parte do setor industrial, mas seria benéfica para os setores produtores de commodities agropecuárias e minerais.

“O mercado chinês é muito grande, existem possibilidade, mas o Brasil tem dificuldades para exportar outros produtos que não sejam commodities e teria de aumentar sua competitividade.”

José Augusto de Castro, presidente da AEB (Associação de Comércio Exterior do Brasil), afirma que o Brasil não tem condições de estabelecer uma relação comercial totalmente livre com um país como a China, que, por exemplo, não segue todas as regras internacionais de comércio.

“Seria suicídio industrial coletivo”, afirma.

Castro destaca ainda a desvantagem em se tentar uma negociação fora do âmbito do Mercosul.

“Você tem de fazer acordo com o bloco, não com um país individualmente, a não ser que esteja passando pela cabeça do Brasil sair do Mercosul. Mas aí tem de voltar a negociar outros acordos, como com a União Europeia”, afirma o presidente da AEB.

Roberto Dumas Damas, professor do Insper e especialista em China, também afirma que não seria bom para o Brasil abrir mão do acordo fechado com a União Europeia para negociar com a China, mas avalia como positiva a sinalização do ministro da economia de que está disposto a abrir o país para o comércio exterior e abandonar a política de proteção industrial que vigora há décadas.

O especialista afirma ser a favor de um acordo mais amplo do bloco com os chineses, mesmo que isso represente perdas para a indústria brasileira em um primeiro momento. Para ele, não dá mais para proteger o setor com tarifas, prejudicando todos os outros segmentos da economia.

Além disso, uma abertura poderia ser uma oportunidade para modernizar o parque fabril brasileiro, aumentar a competitividade do setor e elevar as exportações para outros países futuramente, diz o professor do Insper.

“Ficamos abraçados com Argentina e não fizermos nada. Agora é hora da mudança. Sou a favor de um acordo de livre comércio. Mas é claro que não vamos abrir tudo de uma vez.”

Iapar - Pesquisador - Fusão

Fusão do Iapar pode impactar agronegócio do Paraná, avalia pesquisador

O agronegócio nos dias de hoje exige atenção dos produtores com a tecnologia. Por isso, a pesquisa é fundamental para o crescimento da atividade. Aqui no Paraná, o Iapar (Instituto Agronômico do Paraná) atua desde 1972 para fomentar a inovação na produção agrícola e pecuária no estado.

Mas a continuidade das atividades do Iapar pode estar em risco. Tramita na ALEP (Assembleia Legislativa do Estado do Paraná) o Projeto de Lei 594/2019, que prevê a fusão do Instituto com outros órgãos do agronegócio estadual. Na avaliação do pesquisador aposentado do Iapar, Marcos Elias Traad da Silva, caso esse projeto seja aprovado o setor de pesquisas no Paraná pode sofrer impactos negativos.

“As atividades das instituições envolvidas podem sim sofrer solução de continuidade por um longo tempo. Este período, aliado à carência de recursos financeiros e orçamentários, é um dos principais “concorrentes” da eficácia no setor público”, avalia Traad da Silva.

O QUE PROPÕE O PL

A fusão envolveria o Iapar com o Emater (Instituto Paranaense de Assistência Técnica e Extensão Rural), CPRA (Centro Paranaense de Referência em Agroecologia) e Codapar (Companhia de Desenvolvimento Agropecuário do Paraná).

“Deveria haver uma avaliação de riscos sobre as reações e dos resultados pretendidos. Em uma análise mais criteriosa, junto com a inteligência institucional, poderiam ser encontradas alternativas mais efetivas para o governo, e com o devido respaldo da sociedade”, complementa Traad da Silva.

A junção dessas pautas resultaria no Instituto Paranaense de Desenvolvimento Rural. O projeto é de autoria do Governo do Estado, mas ainda não conseguiu sair da fase de discussões dentro da ALEP.

O pesquisador coloca como fundamental a participação dos servidores que trabalham diretamente com o setor de pesquisa e inovação nas discussões desse projeto. “Ainda há tempo para mais reflexões. É preciso apenas ter vontade política de abrir o espaço para mais diálogo”, finaliza Traad da Silva.

Bolsonaro - ministra - Mapa - dados - observatório

Bolsonaro e Tereza Cristina inauguram banco de dados do agronegócio

O presidente Jair Bolsonaro e a ministra Tereza Cristina (Mapa) inauguraram nesta quinta-feira (5), em Brasília, o Observatório da Agropecuária Brasileira.

O serviço irá servir como um banco nacional de dados para os produtores, com a disponibilização de informações para auxiliar a tomada de decisões nas propriedades e na elaboração de políticas públicas para o setor.

O projeto foi realizado em parceria com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).

A expectativa do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento é que essas informações possam ajudar principalmente o pequeno produtor.

“A integração de todos esses cadastros nos ajuda a fazer políticas públicas sendo mais cirúrgicos. Hoje não temos mais recursos e esses recursos devem ser encaminhados e colocados para serem melhor aproveitados pelos agricultores Brasil afora”, disse a ministra.

Dados referentes a mercado, custos de produção, exportações e meio ambiente serão disponibilizados para acompanhamento e gestão integrada dos dados.

Bolsonaro elogiou a iniciativa e destacou a viabilidade do “casamento entre o desenvolvimento e a preservação ambiental”.

Sala de controle

O Observatório irá funcionar em uma sala na sede do Mapa. O espaço conta com 12 telas de vídeo interligadas e com conexão a dispositivos móveis e computadores.

As informações como imagens de satélites, gráficos econômicos e de produção agropecuária devem facilitar o cruzamento de dados de diversos setores.

A organização dessas informações irá ficar a cargo de uma equipe formada por agrônomos, analistas ambientais, entre outros especialistas.

O Mapa tem a expectativa de no futuro disponibilizar informações de outras instituições, como a Agência Nacional de Águas (ANA) e Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), além de possibilitar o acesso ao serviço de forma online por uma plataforma na internet.

Ministério da Agricultura e CNA atualizam o Guia de Seguros Rurais

Guia de Seguros Rurais, publicação do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e a Confederação de Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), foi atualizada e o conteúdo digital já está disponível no site do Mapa. O objetivo principal da publicação é proporcionar conhecimento aos produtores e demais agentes de interesse do setor agropecuário sobre os produtos de seguros agropecuários disponíveis no mercado brasileiro.

O guia foi elaborado com a participação de entidades que representam o setor produtivo e das seguradoras que atuam no mercado. O documento teve sua primeira versão publicada em 2016 e, neste ano, passou por uma revisão e ampliação.

A nova versão traz novidades como a inclusão de informações mais detalhadas sobre o funcionamento dos produtos de seguro para florestas, café, frutas, hortícolas, bovinocultura e aquicultura. Há também informações sobre modalidades de seguro, tendo como novidade o seguro paramétrico, que foi aprovado este ano na Superintendência de Seguros Privados (Susep). Este seguro, também chamado de Índices Climáticos, é calculado com base no valor esperado pelo cliente a ser obtido com a produção. Trata-se de um produto que considera as oscilações dos parâmetros climáticos, como temperatura e precipitação.

Clique aqui para acessar a nova versão do Guia de Seguros Rurais

O guia também traz a lista completa das 14 companhias seguradoras credenciadas no Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR), informando regiões e atividades ofertadas de seguro rural. Além disso, o Zoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC), estudo indicativo do calendário de plantio ou semeadura das culturas, indispensável para a contratação do seguro e, consequentemente, o recebimento da indenização, também ganhou capítulo próprio no guia.

“Os seguros rurais representam um importante mecanismo de proteção para que os produtores possam investir em suas atividades com segurança, mesmo se ocorrerem adversidades climáticas. Mas, para que possam ter acesso a uma proteção adequada, é importante que os agricultores conheçam as opções disponíveis no mercado, as coberturas oferecidas, os critérios de apuração dos prejuízos e indenizações, os riscos excluídos e os procedimentos que devem ser adotados quando ocorrerem sinistros”, observa o diretor de Gestão de Risco da Secretaria de Política Agrícola do Mapa, Pedro Loyola.

Segundo a assessora técnica da Comissão de Política Agrícola da CNA, Fernanda Schwantes, o guia apresenta também exemplos de contratação de seguro agrícola e cálculos de indenização. “O guia tem um papel importante de disseminação da cultura de seguros rurais aos produtores, mas também serve aos corretores de seguro e gerentes de instituições financeiras e profissionais interessados em gestão de riscos”, finaliza.

Governo vai definir medidas para uso de tecnologias digitais no campo

O governo federal lançou nesta quinta-feira (15) um grupo para discutir a adoção de tecnologias digitais da chamada “Internet das Coisas” no campo. A “Câmara Agro 4.0” será encabeçada pelos ministérios da Agricultura (MAPA) e da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), mas contará com terá a participação de outros órgãos, de pesquisadores e de associações e empresas do setor no país. O anúncio foi realizado em cerimônia na sede do MCTIC, em Brasília.

O termo “Internet das Coisas” (IdC, ou IoTna sigla em inglês) vem sendo adotado nos últimos anos para designar um ecossistema em que não apenas pessoas estão conectadas por meios de seus computadores e smartphones, mas também dispositivos estão interligados entre si, com usuários e com sistemas complexos de coleta, processamento de dados e aplicações de diversos tipos.

Na agricultura, um exemplo é o uso de sensores em tratores que medem a situação do solo e enviam dados para sistemas responsáveis por processar essas informações e fazer sugestões das melhores áreas ou momentos para o plantio. Outro é o emprego de sistemas para fazer previsão de variações de microclima nas áreas da terra, de forma a melhorar o preparo para as alterações de temperatura ou início e fim de chuvas.

A câmara é uma decorrência do “Plano Nacional de Internet das Coisas”, lançado em junho pelo Executivo. A agricultura foi elencada como uma das quatro áreas prioritárias, juntamente com cidades inteligentes, indústria e saúde. A intenção da iniciativa é detalhar as políticas públicas que serão desenvolvidas para o campo.

Segundo o secretário de inovação, desenvolvimento rural e irrigação do MAPA, Fernando Camargo, os integrantes vão avaliar ações em diversas frentes. A mais importante será a ampliação da conectividade nas áreas rurais, dada a extensão territorial e o contingente de pessoas ainda fora da Internet nesses locais. Segundo a pesquisa TIC Domicílios 2017, do Comitê Gestor da Internet, enquanto o índice de lares com acesso à web é de 65% nas regiões urbanas, nas rurais ele cai para 34%.

A Câmara também deverá se debruçar sobre programas para fomento à aquisição e difusão de tecnologias inovadoras. Dentre essas, um dos intuitos é estimular a criação e o crescimento das empresas de base tecnológica, também conhecidas como startups. O objetivo com a disseminação dessas soluções técnicas é ampliar a produtividade no campo. “Precisamos incentivar novas empresas, startups, para aumentar cadeia produtiva dentro da área do agronegócio”, defendeu o titular do MCTIC, Marcos Pontes.

O senador Luiz Carlos Heinze (PP-RS) lembrou na cerimônia que o Brasil conta somente com 307 startups com atuação voltada à agropecuária. “Tem muito a fazer.Temos que usar os estudantes das escolas de graduação para que eles possam desenvolver programas novos e possam estar ligados a empresas de pesquisa. As empresas do setor têm interesse e temos que aproveitar isso”, ressaltou.

Entre os temas da Câmara estão também os projetos voltados à formação e capacitação de trabalhadores no campo. A introdução de novas tecnologias vai demandar a qualificação das pessoas que irão lidar com essas soluções, tanto na operação quanto na extração das informações e análises que tais sensores deverão produzir.

A ministra da Agricultura, Tereza Cristina, pontuou como um dos desafios levar essas novas tecnologias também para os pequenos e médios produtores. Segundo ela, o agronegócio brasileiro já é avançado do ponto de vista tecnológico, mais ainda no que chamou de “grande agricultura”. “Não podemos esquecer que pequena agricultura também tem que ser apoiada para que não tenhamos um gap (lacuna, tradução livre) entre essas duas agriculturas. E ela precisa também de apoio na inovação, ciência, tecnologia”, declarou.

Piracanjuba confirma investimentos de R$ 110 milhões no Paraná

O diretor-superintendente da empresa de laticínios Piracanjuba, Cesar Helou, confirmou, nesta quarta-feira (14), dois novos investimentos da Região Sudoeste do Paraná que, somados, atingem o valor de R$ 110 milhões. A previsão é que os empreendimentos gerem 370 empregos diretos.

Ele foi recebido pelo governador Ratinho Júnior. “Isso gera emprego e renda para uma importante região do Estado. Uma empresa que colabora com o produtor e vem para ajudar o agronegócio paranaense”, afirmou Ratinho Junior.

A primeira unidade, na cidade de Sulina, começa a funcionar em setembro. Com capacidade de processar 150 mil litros de leite por dia e investimento de R$ 30 milhões, a indústria vai gerar no primeiro momento 70 empregos diretos na produção de queijo fatiado.

Já a construção da unidade de São Jorge D’Oeste começa em 2020, ao custo de R$ 80 milhões, criando 300 empregos diretos.

“Recebemos todo o apoio para que as obras não tenham atrasos, principalmente quanto à necessidade de infraestrutura e energia”, disse Helou.

Prefeito de Sulina, Paulo Horn explicou que a instalação da indústria fará uma grande diferença na vida da cidade, de aproximadamente 4 mil habitantes. “A obra está praticamente concluída. A expectativa é muito boa, com a possibilidade de ampliar os turnos de produção e assim criar mais empregos”, afirmou.

O prefeito de São Jorge D’Oeste, Gilmar Paixão, classifica a chegada da empresa como uma revolução para o município, de pouco mais de 10 mil pessoas. “Para uma cidade essencialmente agrícola, essa conquista significa uma mudança muito grande. Empregos que melhoram situação social do município”, disse.

LEITE

De acordo com a Secretaria de Estado da Agricultura e Abastecimento, o Paraná é o terceiro maior produtor de leite do Brasil, com cerca de 13% da produção nacional. Aproximadamente 90 mil produtores de leite atuam no Estado. Em 2017, segundo os dados Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), foram produzidos 4,4 bilhões de litros.

Em 2018, a produção de leite rendeu R$ 5,8 bilhões no Valor Bruto da Produção Agropecuária do Estado, segundo dados preliminares do Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria da Agricultura, perdendo apenas para o frango, soja e milho.

180 pequenos produtores terão as terras regularizadas

Cem pequenos agricultores de Manoel Ribas e 80 de Rio Branco do Ivaí que não possuem o registro de matrícula das terras onde vivem terão suas propriedades regularizadas.

O processo de regularização de terras particulares (usucapião) foi iniciado nesta segunda-feira (29) com audiências públicas promovidas nas duas cidades pelo Instituto de Terras, Cartografia e Geologia (ITCG), vinculado à Secretaria de Estado do Desenvolvimento Sustentável e do Turismo.

As regularizações ocorrerão por meio do Pró-Rural – Programa de Desenvolvimento Econômico e Territorial – Cidadania e Renda no Campo.

De acordo com o diretor-presidente do ITCG, Mozarte de Quadros Junior, que conduziu as audiências, as famílias com propriedades irregulares ficam marginalizadas e com a titularidade da terra podem se tornar mais produtivas. “Sem a garantia jurídica os produtores sofrem com instabilidades em função da limitação de investimentos produtivos e da dificuldade de acesso a políticas públicas de crédito, previdenciária e habitacionais”.

Mozarte destaca que a abertura do programa para mais esses municípios significa uma grande oportunidade para as famílias, pois sem o Pró-Rural elas não teriam condições de arcar com as despesas necessárias para a regularização, cmo o georreferenciamento e as custas com advogado.

A identificação dos agricultores que podem ser beneficiados pelo programa é feita pela Emater e secretarias municipais de Agricultura. O ITCG cadastra os pequenos agricultores e faz o levantamento da documentação necessária (Mapas, Memoriais Descritivos e ART’s-Anotação de Responsabilidade Técnica) para que as ações sejam ajuizadas pela Defensoria Pública e Tribunal de Justiça do Paraná. Com isso, os custos da titulação, que seriam pagos pelos beneficiários, são 100% cobertos pelo programa.

O Programa Pró-Rural é desenvolvido em oito Territórios da Cidadania: Integração Norte Pioneiro, Vale do Ivaí, Caminhos do Tibagi, Vale do Iguaçu, Centro-Sul, Paraná Centro, Cantuquiriguaçu e Vale do Ribeira, regiões com baixo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH).

O programa do Governo do Estado é executado pela Secretaria da Agricultura e do Abastecimento, com a ação de regularização fundiária a cargo do ITCG. Com recursos do BIRD (Banco Internacional para Reconstrução e Desenvolvimento), tem como objetivo reduzir as desigualdades sociais e econômicas dos pequenos agricultores.

Além das audiências públicas, o ITCG assinou com o prefeito de Campo Magro, Claudio Cesar Casagrande, durante a Festa do Agricultor em Campo Magro, no domingo (28), um Termo de Cooperação para iniciar o trabalho de regularização fundiária em pequenas propriedade rurais do município.

Também participaram das audiências públicas a prefeita de Manoel Ribas, Elizabeth Stipp Camilo, e o prefeito de Rio Branco do Ivaí, Gerôncio José Carneiro Rosa.

Conheça rotas de turismo rural no Paraná

O turismo rural fortalece a economia no campo e conquista cada vez mais viajantes, com opções que vão de lindas paisagens a cavalgadas, opções para quem curte aventura e gastronomia típica.

“Com a grande procura pelo sossego do campo, diversas regiões paranaenses começaram a implantar atividades rurais para atrair turistas e gerar emprego e renda”, diz o diretor técnico da Paraná Turismo, Rafael Andriguetto.

Os roteiros incluem circuitos temáticos, hotéis fazenda, sítios, recantos e uma infinidade de passeios para todos os gostos. Entre as atividades estão caminhadas em meio à natureza, cavalgadas, trilhas, acampamento, banho de rio e cachoeira, pescaria, passeio de charrete ou trator e esportes de aventura.

Conheça algumas opções:

Circuito Italiano

A presença de imigrantes e descendentes italianos é marcante no Paraná. No Circuito Italiano, em Colombo, na Região Metropolitana de Curitiba, foi criado para preservar toda essa riqueza.

Quem o percorre pode aproveitar atrativos naturais e culturais, vinícolas e restaurantes, e se divertir em parques aquáticos e pesque e pague. Além de comprar produtos da agricultura familiar, da agroindústria e artesanato, os visitantes contam com várias opções de hospedagem e espaços para eventos.

Foto: ANPr

Outras culturas

O município de Medianeira, no Oeste do Paraná, é famoso pelas diversas opções de propriedades rurais para abrigar turistas. São cerca de 24 propriedades prontas para oferecer atrativos tipicamente rurais. Quem deseja viver uma experiência no campo pode apreciar aspectos culturais, a gastronomia e produtos das agroindústrias familiares.

O circuito Polônes-Ucraniano, em Malet, no Centro-Sul, permite contato com a cultura dos imigrantes europeus que colonizaram a região. Ele agrega o conhecimento e os costumes dos colonizadores, áreas de lazer e produtos gastronômicos.

O roteiro reúne em torno de 50 pontos turísticos, como igrejas polonesas e ucranianas, cachoeiras, grutas, sítios, lojinhas de artesanato e cantinas. Há ainda uma unidade do Chalé do Produtor onde os agricultores da região comercializam seus produtos.

Outros atrativos são a festa do Kiwi, famosa pelos bailes e shows, e a do Colono, que reúne os fãs de rodeio. Em ambas, as delícias típicas das cozinhas do Velho Mundo são os grandes destaques.

São Luiz do Purunã

Muitas pessoas procuram São Luiz do Purunã para fugir do agito da cidade – o distrito do município de Balsa Nova fica a apenas 51 quilômetros de Curitiba. A região tem sido destaque no desenvolvimento do turismo rural com várias opções de hospedagens e atividades diferenciadas para praticar em campo. Com forte presença da cultura gaúcha, o local promove rodeios, tiro de laços, bailes sociais e acampamentos campeiros.

Há também cavalgadas, cicloturismo, rapel e escalada, trilhas e caminhadas. Outra opção é conhecer belas propriedades que abrigam restaurantes dedicados à culinária camperia e a famosa costela de fogo de chão.

Foto: ANPr

Em Ribeirão Claro e Carlópolis, no Norte Pioneiro, os visitantes aproveitam o cenário da Represa de Chavantes. Os aventureiros podem praticar canoagem, rafting, trekking, voo livre e paraglider. As atrações incluem ainda passeios náuticos, cavalgadas, cachoeiras e belas fontes de água mineral.

Roteiro Doce Iguassu

A região dos Vales do Iguassu, no Sudoeste do Estado, é famosa pelo clima frio, agroindústrias, belas paisagens e pela venda de produtos orgânicos. O Rio Iguaçu com suas hidrelétricas e o início do Parque Nacional do Iguaçu, em Capanema, também atraem os turistas.

Além das visitas a propriedades rurais que produzem mel, uva, abacaxi, mandioca e grãos, entre outros produtos, o roteiro têm passeios de barco, de carro de boi e pesca esportiva. O visitante também pode conhecer as agroindústrias familiares e alambiques.

A presença da cultura indígena no município de Mangueirinha, imensos lagos artificias e fontes de água mineral e termal completam a diversão. A produção de vinhos e queijos também faz sucesso, principalmente em Mariópolis e Salgado Filho.

A grande surpresa da região está na Cratera de Impacto de Vista Alegre, em Coronel Vivida, causada por um asteroide há cerca de 150 milhões de anos, com aproximadamente 9,5 quilômetros quadrados de diâmetro e recém-descoberta por pesquisadores.

Foto: ANPr

Viaje Paraná

Desenvolvido pela Secretaria de Estado da Comunicação Social e da Cultura e pela É-Paraná, o Portal Viaje Paraná foi criado para concentrar todas as informações turísticas das cidades paranaenses que fazem parte do Mapa do Turismo Brasileiro.

O site tem dicas e roteiros de viagem para 123 municípios e a intenção é disponibilizar, até o final do ano, informações sobre os 283 destinos com potencial turístico no Estado.

A plataforma é atualizada diariamente com dicas de passeios, hospedagem e gastronomia das cidades, além de trazer fotos e vídeos dos locais que podem ser visitados.

Há opções para todos os gostos e bolsos, do turismo religioso a destinos para famílias e casais, além de alternativas de aventura, natureza e praia. Possui ainda páginas exclusivas sobre o Litoral e o Estado, com informações gerais sobre lugares mais visitados e dicas.

Desenvolvido pela Secretaria de Estado da Comunicação Social e da Cultura, É-Paraná e Celepar, o portal oferece também um calendário com as principais festas e atrações das cidades paranaenses nos destinos turísticos.

Outro diferencial é a possibilidade de verificar a quilometragem de um ponto a outro por meio da calculadora de distâncias, o que permite programar melhor o roteiro desejado. A página está disponível em português e já conta com 70 destinos traduzidos para o inglês. O acesso pode ser via computador, tablet ou celular.

Contratação de crédito rural tem alta de 9%

A aplicação de recursos do crédito rural, correspondente ao fechamento da safra 2018/2019, período compreendido entre julho/2018 e junho/2019, totalizou R$ R$ 176 bilhões. Esse desembolso representa um aumento de 9% comparativamente ao valor aplicado em igual período da safra anterior nas modalidades custeio, industrialização, comercialização e investimento.

Os números fazem parte do Balanço de Financiamento Agropecuário da Safra 2018/2019, divulgado nesta quinta-feira (11) pela Secretaria de Política Agrícola (SPA) do Ministério da Agricultura, com base nos dados do Sistema de Operações do Crédito Rural e do Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro), do Banco Central.

As contratações do crédito rural para custeio somaram R$ 99 bilhões (+7%), dos quais R$ 19,9 bilhões (+24%) realizados pelos médios produtores (Pronamp).

Para os investimentos, os desembolsos alcançaram R$ 43,63 bilhões, registrando alta de 9% em relação aos valores aplicados na safra anterior, com destaque para os programas de investimentos realizados pelo BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento) com incremento de 18%, ou seja, R$ 15 bilhões aplicados.

Entre os destaques nos programas de investimentos estão o Moderfrota, para aquisição de máquinas e implementos agrícolas (R$ 8,8 bilhões – 17%); Moderagro, para projetos de modernização e expansão da produtividade nos setores agropecuários (R$ 857 milhões – 26%); PCA, para a construção e ampliação de armazéns (R$1,1 bilhão – 25%) e o Prodecoop, para as cooperativas investirem na modernização dos sistemas produtivos e de comercialização (R$ 1,36 bilhão – 159%).

Dentre os recursos em evidência nas fontes não controladas estão as Letras de Crédito do Agronegócio (LCA’s), cujas aplicações aumentaram de R$ 24 bilhões para R$ 29 bilhões.

Ministério da Agricultura anuncia medidas de estímulo a cooperativas

A ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina, anunciou hoje (4), em sua conta oficial no Twitter, medidas voltadas a cooperativas, como a flexibilização de regras e a criação de um programa específico. As iniciativas visam fomentar o acesso a programas e estimular a venda da produção dos associados a cooperativas.

Foi assinada uma portaria alterando as regras para que cooperativas solicitem a Declaração de Aptidão ao Programa Nacional de Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (DAP). O documento define quem pode ser classificado como produtor de agricultura familiar, funcionando como condição de acesso ao Pronaf e a outras políticas.

Pelas novas regras, associações com mais da metade de agricultores detentores de DAP ativa poderão requerer o documento. Antes a exigência era de 60% dos integrantes obedecendo essa condição.

Biodiesel

Tereza Cnisina anunciou também que enviará à Casa Civil da Presidência da Re´pública uma proposta para que cooperativas sem o DAP Jurídica obtenham o Selo Biocombustível Social. Assim, esses produtores poderão vender matéria-prima para empresas com atuação na produção de biodiesel.

Brasil Mais Cooperativo

Além disso, o Ministério da Agricultura lançou o programa Brasil Mais Cooperativo, que deve garantir assistência especializada a esses produtores. O propósito é auxiliar cooperativas que ainda têm dificuldade para planejar suas atividades no médio e longo prazos e necessitam de ações de modernização dos processos produtivos.

De acordo com Tereza Cristina, o programa pretende também ampliar o acesso das cooperativas e associações aos mercados privados e institucionais com parcerias entre entidades do governo e do cooperativismo.